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quinta-feira, 26 de março de 2009

Raku




O outro símbolo do Mestrado é o Raku. A Sra. Takata e Mikao Usui não usavam esse símbolo sânscrito, mas foi incorporado pelas escolas modernas de reiki,  entretanto a maioria dos Mestres parece ter pouca informação sobre ele, e não compreendem a sua importância.

Ele só é usado durante as iniciações, nunca no trabalho de cura, com apenas uma exceção. O símbolo se parece com um raio luminoso. Sua definição foi dada como o símbolo que "domina o fogo".

Ele é conhecido como completador e concluidor, alcance do nirvana inferior, esvaziamento do ego, liberdade, iluminação, paz total, liberação do mundo material, libertação do corpo e da reencarnação (budismo).

Este símbolo, no budismo, é usado dos pés até o chakra Coronal para afastar um espírito, entidade obsessora ou ser de um corpo.

No Reiki, é usado do chakra Coronal aos pés para absorver a Energia do Universo para o corpo / ser. É o uso material do símbolo, enquanto no pensamento budista é a Iluminação. Na definição dada pelo Reiki: o raio de luz, conclusão e integração.


Base esotérica dos símbolos

Os símbolos do Reiki são segredos bem guardados, passados e explicados aos alunos por um professor. A principio, o conceito de usar símbolos para direcionar a energia e fazê-la se manifestar é estranho, embora há muito se saiba que as formas geométricas têm certas propriedades energéticas. Todos nós já ouvimos falar sobre fórmulas secretas, sobre numerologia e as grandes pirâmides do Egito e da América do Sul.

Estamos constantemente cercados por todos os tipos de energias, mas nos esquecemos de como usá-las. A descoberta da eletricidade e das ondas eletromagnéticas nos ajudou imensamente a melhorar nossa vida. Com o Reiki, aprendemos a direcionar a energia para o nosso interior e para o nosso bem-estar físico, mental e emocional.

Podemos dizer que um símbolo do Reiki age como um holofote ou ativador para concentrar uma energia de certa qualidade num ponto específico. De certa forma, o símbolo é ou se torna essa energia quando usado por um iniciado. A intensidade da energia ativada também depende da afinidade que o praticante de Reiki tem com o símbolo específico que ele usa.

O Reiki, porém, não pode ser usado para manipular situações ou pessoas, ou para fazer magia.

O Reiki não é orientado para o cumprimento de metas. A maior magia é simplesmente sermos nós mesmos.

Muito tem sido especulado no Ocidente sobre a origem esotérica dos símbolos do Reiki, mas a maioria das histórias não tem fundamento. A própria palavra Reiki não é um “termo” conhecido no Japão. As pesquisas levam a acreditar que ela deriva de um antigo mantra xintoísta que protege a pessoa que o canta. Isso implica que a palavra Reiki é um símbolo (de proteção). Há séculos, esse mantra tem sido passado via tradição oral de um professor xintoísta a seu discípulo, e nós só somos iniciados nele depois de prometer não passá-lo a ninguém.

A origem dos símbolos do Segundo Grau do Reiki é confusa, pois eles aparecem tanto no antigo xintoísmo, chamado de Ko Shinto (tradução: antigo xintoísmo), quanto no antigo budismo. O símbolo de poder e o de cura mental são pequenas variações dos originais sânscritos. A pronúncia é japonesa. Esses símbolos vieram da Índia e do Tibete, de onde foram copiados por monges chineses. Da China, chegaram ao Japão. O símbolo de cura a distância deriva de vários kanji.

O símbolo Mestre do Reiki é um kanji original. Também é budista, e os praticantes de Reiki no Japão não são os únicos que o usam para a meditação!


O Básico para Uso dos Símbolos:

Os símbolos e mantras usados no sistema Usui de Reiki não têm efeitos por si mesmo. Eles conseguem atingir sua força por meio de:

• uma pessoa sintonizada na linha espiritual direta nos símbolos e mantras, que
• usa conjuntamente os símbolos e os mantras, e que
• usa os métodos básicos segundo a tradição recebida.
• Se não se cumpre alguma dessas condições, é alta a probabilidade de que não se produza nenhum efeito de Reiki.

Os símbolos e seus mantras devem ser conhecidos de memória e quando se falar sobre eles, use-se apenas suas abreviaturas. Esforçar-se por aprender, entender e utilizar os símbolos e mantras corretamente estimula o desenvolvimento pessoal com Reiki.

Os símbolos não precisam ser traçados ou escritos à mão para realizar um trabalho energético. Definitivamente funcionam a partir de uma idéia precisa sobre eles e da força do pensamento.

Entretanto, sempre que for possível, devem ser traçados no ar com a mão dominante e seus mantras pronunciados em voz alta.

A mão iniciada é a mecanicamente mais hábil, porque ela é mais bem desenvolvida no sentido cinestésico. Contudo, o Reiki estará presente em todas as partes do corpo.

Se sempre houver esforço no sentido de respeitar as seqüências e aplicar corretamente os símbolos e os mantras, com o tempo surgirão novos programas ou padrões de costumes aos quais se poderá recorrer com confiança. Assim, o Reiki poderá ser posto em funcionamento apenas pelo forte desejo de ajudar.

A sensação de energia que se produz durante o traçado do símbolo não significa que ele pode ser usado como potencialização da força. O que se sente é apenas a vibração que indica que o símbolo está ativado e que se pode trabalhar com ele.

Dai Ko Myo




No Grau de Mestrado, o neófito recebe o quarto e o quinto símbolo do Reiki, instrumentos de impulsão para harmonização do todo.

O Dai Ko Myo, traz sabedoria ilimitada através da manifestação da divindade. Potencializa os efeitos dos três símbolos do Segundo Grau do Reiki.

O Daí Ko Myo atua fundamentalmente no nível espiritual, é extremamente eficaz no combate das raízes da doença física/mental/emocional/espiritual. O objetivo do Dai Ko Myo é a cura da alma.

Cada um dos símbolos do Reiki concentra-se num dos corpos vibracionais:

O Cho Ku Rei é mais forte com o nível físico, o Sei He Ki, com o corpo emocional, o Hon Sha Ze Sho Nen, com o corpo mental e o Dai Ko Myo, espiritual.

Hon Sha Ze Sho Nen




Significa: Símbolo da conexão à distância. Origem: Kanji Japonês. A luz em mim se estende para a luz em você a fim de promover Iluminação e Paz.

Este símbolo é como os demais, de grande importância, dirige a energia Reiki para a cura a distância, cura sem toque, cura ausente. Este símbolo abre uma porta infinita para a transformação pois, com a ligação que efetua com o passado e futuro, permite desobstruir todas as coisas que impedem o equilíbrio.

O símbolo Hon Sha Ze Sho Nen, permite ir a qualquer tempo ou lugar e, pelo símbolo Sei He Ki, mudar os padrões mentais e emocionais, limpando-os finalmente com símbolo Cho Ku Rei.

Cho Ku Rei, Sei He Ki e Hon Sha Ze Sho Nen, são os símbolos do Segundo Grau do Reiki.

Sincronicidade dos Símbolos: cada pessoa deverá buscar a sua intimidade com os símbolos e, aos poucos, descobrir os caminhos a serem percorridos com eles. Os caminhos são infinitos, mas cada pessoa tem o seu para trilhar. É de grande importância experimentar, sentir, vivenciar o poder da energia Reiki e dos seus símbolos.

Sei He ki




Significa: Deus e a Humanidade são uma só pessoa. Origem Budista. Este símbolo é muito significativo e importante, é usado principalmente em cura Mental chamado também Símbolo Mental/Emocional.

Seu uso constante equilibra os lados direito e esquerdo do cérebro, dando harmonia e paz. É especialmente usado para curar problemas de relacionamentos e também em qualquer situação de disfunções mentais, emocionais como: nervosismo, medo, depressão, angústia, tristeza etc.

O Sei Hei Ki penetra em todas as camadas da nossa mente, buscas os padrões de pensamentos e de sentimentos negativos para modificá-los e transformá-los.

Sua cor é o verde, a cor da cura do coração.

Cho Ku Rei




Significa, venha aqui e agora a energia do universo. Origem taoísta. Este símbolo tem uma linda história, pois o céu vem para o homem e é dada a possibilidade de se purificar pela Luz Cósmica Divina.

O Cho Ku Rei é um pontencializador da Energia Reiki. Pode-se usá-lo em quaisquer circunstâncias, pois ele tem o poder de limpar imediatamente qualquer pessoa, local, objeto, pois age nos canais físicos, etéricos, emocionais e mentais, fazendo uma limpeza geral em todos os níveis. Sua cor é essencialmente violeta, porém pode ser imaginado em diversas cores, conforme sentir que deve.

Gassho - Reiji-Ho - Chiryo

O Sistema Usui de Cura natural tem por base três atitudes que devem ser observadas antes do início de qualquer tratamento: Meditação das Duas Mãos Postas (Gassho), Indicação da Energia Reiki/Métodos (Reiji-Ho) e Tratamento (Chiryo).


Meditação das Duas Mãos Postas (Gassho)


A Meditação Duas Mãos Postas sempre era feita no início das iniciações/cursos ou encontros de Reiki promovidos pelo Dr. Usui. É recomendável praticá-la logo ao levantar, ou antes, de deitar, durante 20-30 minutos. Pode-se fazê-la individualmente ou em grupo. As meditações em grupo podem ser uma experiência muito boa, pois aumenta muito mais a energia do que a energia individual dos participantes.

A Meditação Duas Mãos Postas é muito simples e acessível a pessoas de todas as idades. Gostar dela ou não é outra questão. Praticá-la é uma questão de foro íntimo. Entretanto, depois de três dias de prática e, com base nas suas próprias sensações, você saberá se ela é a meditação “certa” para tua inspiração. Então, procure fazê-la todos os dias pelo menos durante três meses seguidos, pelo menos.

Porém, se depois de um ou dois dias você sentir alguma inquietação, irritação ou outra forma de aborrecimento, é possível que essa Meditação não seja adequada para você. Nem todos os remédios fazem o mesmo efeito para doenças iguais. Apenas deixe passar algumas semanas e faça nova experiência. Se o mesmo efeito persistir, procure, dentre tantas, uma meditação mais adequada para você.

Muitas pessoas experientes em meditação sabem como é difícil deixar tudo de lado e abandonar nossa mente racional e o diálogo interior. No entanto, tendemos a esquecer exatamente quando queremos nos lembrar de algo! Procure não se identificar com seus pensamentos, sentimentos e sensações durante a Meditação, mas também não se feche a eles. Sempre que tentamos nos fechar, o diálogo interior se intensifica.


• Para praticar a Meditação Duas Mãos Postas, sente-se com os olhos fechados e as mãos postas diante do peito. Concentre toda atenção no ponto onde os dois dedos médios se tocam. Procure esquecer tudo o mais. Se o pensamento sobre o almoço, sobre as atividades do dia ou sobre outras coisas começarem a passar pela sua mente, apenas observe-os e veja-os afastarem-se.
• Não há nada a conseguir. Por isso, relaxe o quanto puder e em seguida volte ao ponto onde os dedos médios se tocam.
• Se mantiver as mãos postas diante do peito durante vinte minutos lhe causar dor, leve-as lentamente, mas unidas, a descansar sobre o colo; continue a meditar.
• Fenômenos energéticos também podem ocorrer, como o aquecimento das mãos ou da coluna: observe essas alterações, mas não se deixe influenciar por elas. Volte sempre a concentrar a atenção no ponto de contato dos dedos médios.
• Se for preciso mudar de posição, movimente-se lentamente, com intenção e consciência. É mais fácil meditar mantendo a coluna reta o mais possível, e sem deixar pender a cabeça para frente ou para os lados. Imagine sua cabeça presa a um balão cheio de gás que a mantém suavemente na posição perfeita. Se tiver problemas nas costas ou não tiver o costume de se sentar sobre os calcanhares, recomenda-se que se sente numa cadeira com espaldar, ou com travesseiros ou almofadas, ou ainda que apóie as costas na parede. Não há nada que o impeça que se medite deitado, apenas a forte tendência a adormecer.


Indicação da Energia Reiki/Métodos (Reiji-Ho)

Indicação da Energia Reiki/Métodos constitui-se de breves rituais que são realizados antes de cada tratamento:


• Junte as mãos diante do peito, na Postura Meditação das Duas Mãos Postas, e feche os olhos. Em seguida, entre em sintonia com a energia Reiki. É muito simples: peça à energia Reiki que flua através de você. Em segundos ela se manifestará. Talvez você a sinta entrar pelo chakra coronal ou a sinta inicialmente no seu coração ou nas mãos. É irrelevante em que parte do corpo a indicação se manifesta. Se for reikiano do Segundo Grau, você pode usar o símbolo Hon Sha Ze Sho Nen para entrar em sintonia com a energia Reiki. Repita mentalmente três vezes o desejo de que o Reiki flua, projete o símbolo Se He Ki e feche a seqüência com o símbolo Cho Ku Rei. Esses símbolos são ensinados no Segundo Grau do Reiki.
• Para os iniciados no Primeiro Grau do Reiki, que não têm os símbolos agregados à sua alma/espírito: junte as mãos diante do peito, na Postura Meditação das Duas Mãos Postas, e feche os olhos. Em seguida, entre em sintonia com a energia Reiki. É muito simples: peça à energia Reiki que flua através de você. Em segundos ela se manifestará. Talvez você a sinta entrar pelo chakra coronal ou a sinta inicialmente no seu coração ou nas mãos. É irrelevante em que parte do corpo a indicação se manifesta. Pode-se também depois de juntar as mãos diante do peito, pedir para a energia Reiki fluir através de você e colocar as duas mãos no chakra Cardíaco e esperar pela manifestação da energia.
• Reze pela recuperação e/ou saúde do paciente em todos os níveis. Ressalte-se que, em geral, não sabemos o que é “bom” ou “ruim” para os pacientes. Entregue os termos “recuperação” e “saúde” aos cuidados da energia Reiki e torne-se um instrumento dela.
• Leve as mãos postas para junto do chakra frontal e peça ao poder do Reiki que guie suas mãos para os pontos onde a energia é necessária.

À primeira vista, esta técnica pode parecer estranha, mas ela consiste em proporcionar que a energia Reiki se ligue a planos mais profundos, fundindo-se com a energia Ki e estabelecendo no doador de Reiki uma facilidade de “descobrir” pontos congestionados, com pouca energia, com energia demasiada, entre outras tantas variedades de problemas que vêm com os pacientes.

Para quem intuição apurada, visão interior ou outros métodos, como por exemplo, a radiestesia, para localizar os pontos negativos nas áreas do corpo da pessoa, a Indicação da Energia Reiki/Métodos (Reiji-Ho) vai complementar esses métodos ou simplesmente substituí-los.

Suas mãos sabem o que está acontecendo; por isso, confie nelas. Aprenda isto. Talvez alguns pensem que a intuição é algo que precisa ser aprendido e desenvolvido. A realidade, porém, é bem outra: todos somos basicamente intuitivos. Uns mais, outros menos. Apenas precisamos aprender a ouvir a inspiração que já está presente e “traduzi-la” corretamente.

Como entrar em contato com a intuição e em que área que ela se manifesta são processos diferentes para cada pessoa. Para quem gosta muito de música, pode-se tornar uma pessoa que se poderia chamar de auditiva. O auditivo percebe intensamente o seu ambiente com o sentido da audição e “ouve” os seus próprios processos internos. Treinando esta sutileza, comparando erros e acertos, cedo ou tarde aprenderá a “ouvir” os processos internos de seus pacientes.

Caso você se sinta inseguro, procure observar em que situações da vida sua intuição já se revelou correta. É certo que nas atividades cotidianas isso normalmente acontece – talvez enquanto você toma banho, cozinha, passeia ou dirige o carro, por exemplo. Tente levar essa habilidade para outras áreas da sua vida. No trabalho com o seu paciente, talvez você “veja” ou “ouça” onde um bloqueio de energia se localiza no corpo ou no plano sutil. Aguce e aprimore a sua intuição.

É fácil realizar esse ritual de uma maneira mecânica, mas não se trata disso: os erros serão crassos. Procure envolver-se com todo o seu coração sempre que o praticar, como se fosse a primeira vez. Os componentes mais importantes aqui envolvidos são o amor e a atenção. Esses dois atributos mostrarão a seu paciente e a você o caminho da cura e do bem-estar.


Tratamento (Chiryo)

No tempo do Dr. Mikao Usui o tratamento era dado ao modo japonês. O paciente deitava-se no chão, num tatame.
• O doador ajoelhava-se perto do paciente. Felizmente, não há nada a dizer contra aplicar um tratamento em uma maca, mesa de massagem ou outro lugar em que se possa haver o conforto necessário ao doador. Para quem está acostumado a ficar na posição de lótus (pernas cruzadas e sentado no chão) não há problemas quanto a doar o Reiki com o paciente deitado no chão. Deve-se, porém, cuidar do bem-estar do paciente e certamente nos dias de hoje, um tatame não seria tão confortável.
• O doador põe a sua mão dominante sobre o centro do chakra coronal do paciente e espera até que haja um impulso ou inspiração, que é então seguida pela mão.
• Durante o tratamento, o praticante dá liberdade às mãos e as mantém sobre as áreas afetadas até que haja o descongestionamento ou que as mãos se afastem do ponto por impulso próprio e procurem uma nova área para tratar. Não se pode simplesmente desprezar as posições e técnicas aprendidas, entretanto, confie na energia Reiki: ela guiará você.

As três atitudes do Reiki podem ser assim entendidas:

1. Com a Meditação das Duas Mãos Postas (Gassho), colocamo-nos em estado de meditação, unimo-nos ao universo. Limpamos a casa antes que o convidado – neste caso, a energia Reiki – chegue. Na Índia, Gassho chama-se Namastê, que significa “Saúdo o Deus que está em você” ou “O Divino que está em mim, saúda o Divino que está em ti”. Alcançado esse passo ou estado, podemos seguir adiante. A meditação Gassho é praticada diariamente, podendo ser feita antes do tratamento e durante o Reiji-Ho, que também é realizado com as duas mãos postas diante do peito. Ela ajuda o coração a entrar em sintonia com o tratamento. Ela também nos ensina a associar a postura das mãos postas diante do peito com a meditação. Quando juntamos as mãos e fechamos os olhos, entramos automaticamente em estado de meditação.

2. O Reiji-Ho só pode ser praticado eficazmente quando o ego, por meio da meditação, fica desligado temporariamente. À primeira vista, o Reiji-Ho parece um ato intencional, mas, na realidade, nós nos devotamos à energia Reiki com o Reiji-Ho. E devoção não tem objetiva. A atitude espiritual no Reiji-Ho é: seja feita a Vossa vontade. Afinal, não somos nós que efetuamos a cura. Na melhor das hipóteses, ela acontece por nosso intermédio. Um breve ritual antes do tratamento pode ser útil. Lave as mãos em água corrente, fria, e enxágüe rapidamente a boca. Na sala de tratamento, sente-se ou fique em pé na postura Gassho. Feche os olhos e deixe de lado as preocupações, pensamentos e sensações. Passe então para o Reiji-Ho.

3. Depois de começar com a Meditação Chyrio, você não precisa mais se preocupar com a cura nem com qualquer outro objetivo do tratamento.

Assim, Chyrio (tratamento) baseia-se em Rejii-Ho (devoção/métodos) e Gassho (postura/atitude meditativa). Só quando conseguirmos dedicar-nos, evitando a interferência de pensamentos e sentimentos, que não seja o sentimento de Amor, é que nos tornamos instrumentos para energia universal da vida.

Princípios do Reiki

Estes são os cinco princípios do Reiki estabelecidos pelo Dr. Mikao Usui, o Mestre Maior do Reiki e seu descobridor na forma de como o conhecemos hoje:

Só por hoje, não fiques preocupado.
Só por hoje, não fiques aborrecido.
Honra teus pais, professores e as pessoas mais velhas.
Ganha tua vida honradamente.
Demonstra gratidão por todo ser vivo.


Os Cinco Princípios

Os cinco princípios originalmente estabelecidos pelo Imperador Meiji do Japão (1868—1912) como diretrizes para uma vida realizada foram adotados pelo Dr. Usui para serem incorporados à nossa vida e nos ajudar a ser um canal para a energia vital universal. Não são meros códigos morais para serem seguidos obstinadamente.

A supressão dos pensamentos e das emoções nunca será de alguma ajuda para a pessoa em busca de iluminação. Essas diretrizes são simples pedras que pavimentam a trilha em direção ao aumento da consciência espiritual.

Somente hoje....

1) Não fique zangado.
Não há nada inerentemente errado com a raiva. É apenas um sinal de que você está tentando nadar contra a corrente natural dos acontecimentos. Quando a raiva bate à sua porta, a maneira mais sensata de lidar com ela é reconhecê-la, observá-la e, ao fazer isso, deixá-la ir para sempre. Uma vez que você pára de se identificar com a emoção, o fogo apaga. Um método muito eficiente de lidar com a raiva e com outras formas de manifestação de energias (aparentemente incontroláveis) antes delas acontecerem é a Meditação Dinâmica (The Orange Book, de Osho. [O Livro Laranja], publicado pela Editora Cultrix, São Paulo, 1986.), que está sendo usada por inúmeros psicólogos ocidentais para o alívio emocional e da tensão. Por meio da catarse controlada, podemos nos livrar de tensões indesejadas.

2) Não se preocupe.
Nós nos preocupamos para nos manter separados do todo, para conseguirmos a sensação de que somos especiais, de que não somos capazes de sentir de outra forma. Nós nos preocupamos em que as coisas possam acontecer diferentemente daquilo que esperávamos, levando em conta apenas as nossas próprias vantagens. A fonte da preocupação é o medo daquela coisa, da qual sempre podemos estar certos: mudança.
Tendemos a ver o resto da humanidade como concorrentes e talvez até como inimigos, em vez de companheiros de viagem. Esquecemos que o universo é uno, e que apenas o ego o despedaça.

3) Seja grato.
Todos sabemos como é difícil ver toda vez cada experiência com novos olhos. Mas, quando por acaso o fazemos, o momento parece eterno e mágico. Ao apreciar conscientemente o nosso ambiente, quer se trate do nosso companheiro ou do menor talo de grama, podemos uma vez mais encontrar-nos nessa extraordinariamente bela história da vida.

O que chamamos de “bom e mau” fazem parte de tudo na vida. Lembro-me de uma velha história que nos foi contada pelo mestre Osho: numa pequena aldeia do interior, vivia um velho que tinha um belíssimo cavalo. Embora fosse muito pobre, ele recusava ofertas para vender seu cavalo, pois o animal tinha se tornado um amigo para ele.
Os outros aldeões o achavam excêntrico e estúpido porque ele poderia acabar com sua pobreza vendendo o cavalo. Um dia, o estábulo onde o cavalo ficava foi encontrado vazio. Os aldeões estavam convencidos de que o animal tinha sido roubado e concordaram entre eles que teria sido melhor se o velho tivesse vendido o cavalo. O velho observou que o único fato verificável era que o cavalo não estava no estábulo e disse aos outros que não tirassem tão depressa suas conclusões. Pouco depois, o cavalo voltou por si mesmo, trazendo com ele uma manada de cavalos selvagens. Agora, os aldeões acharam que a boa sorte tinha chegado ao velho, mas novamente ele lhes disse para verem os fatos e não julgar um pequeno fragmento de realidade sem conhecer o todo.

O filho único do velho logo começou a domar os cavalos selvagens. Um dia ele caiu e quebrou a perna. Os aldeões novamente acharam que isso era uma grande calamidade, uma vez que ele era o único a ajudar o pai. Mas o velho continuou fiel ao seu ponto de vista de não julgar. Logo depois, estourou uma guerra contra o reino vizinho e todos os jovens do Estado foram recrutados, exceto o filho incapacitado do velho... Essa história não tem fim.
Nossa tendência é olhar para a nossa vida, e para a dos outros, de uma perspectiva muito estreita, sem conhecer o todo, sem confiar e sem festejar o momento, seja lá o que ele esteja a nos oferecer. Vamos tentar!

4) Trabalhe arduamente (prática de meditação).
Esse princípio não sugere que você faça algum trabalho doze horas por dia. O termo “trabalho árduo” refere-se a trabalhar em nós mesmos, praticando meditação e devotando o nosso tempo ao crescimento espiritual. Os valores espirituais do mundo interior diferem consideravelmente dos valores do mundo exterior. “Trabalhar arduamente” no mundo exterior transforma-se em “devoção” no interior, onde não há lugar para o que é árduo. No mundo exterior, podemos estar trabalhando rumo a uma meta, mas no mundo interior o momento presente é o único tempo que existe. A prática da percepção ou da meditação nas atividades diárias é o propósito de muitas religiões orientais e foi introduzida no Ocidente pelo famoso místico armênio G.I. Gurdjieff, que a chamava de lembrança de si mesmo.
O Reiki, a meu ver, visa alcançar o mesmo estado mental. A meditação não pode ser forçada, mas primeiro a pedra deve ser jogada na lagoa para que as ondulações se movimentem na direção das margens. Depois desses anos todos, a meditação tornou-se um alimento sutil, mas essencial para mim. De fato, é a melhor comida que já provei!

5) Seja gentil com os outros .
Todas as hierarquias foram criadas pelo homem. O que elas causam está aí para se ver: destruição do ambiente, aquecimento global, guerras que nunca acabam e assim por diante. A lista é pungente e sem fim. Olhe para o meio ambiente com amor no coração, e o mundo de novo torna-se um espaço milagroso que se alimenta de amor.
É claro que essa diretriz também é para ser compreendida internamente, dentro de si mesmo. A benevolência com todos os seres deve incluir você. De fato, você deve ser a plataforma da qual se lançar na sua jornada de amor. Sábios de todas as eras ficaram conhecidos por “venerarem” seu corpo, para espanto das pessoas ao redor. Mas, encarado por esse prisma, isso não parece de modo algum estranho.

Reiki – Primeiro Grau

Shoden

Já foi definido como sendo o termo budista Bodhicitta – “O Coração da Mente Iluminada”, segundo o estudioso Wolf Logan.

É um tesouro Celeste, inestimável, capaz de transformar corações e mentes. É canalizado com suavidade e cada ser humano experimenta-o diferentemente.
Muitos o sentem como uma sensação profunda de tranqüilidade, paz e puro amor. É assim que se deve conceber o Reiki: uma manifestação viva do AMOR.
Apesar de que o Reiki não é uma religião ou credo e sim manifestação, Paulo de Tarso, em sua Carta aos Coríntios, coloca o AMOR como a LUZ que liberta o Homem:

“Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o címbalo que retine. E ainda que tivesse o dom da profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que eu tivesse toda fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse o amor, nada seria. E ainda que eu distribuísse todos os meus bens para o sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu próprio corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria. O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso, o amor não se vangloria, não se ensoberbece, não se porta inconvenientemente, não busca seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal; não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais acaba; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá; porque, em parte conhecemos, e em parte profetizamos; mas quando vier o que é perfeito, então o que é em parte, será aniquilado. Quando eu era menino, pensava como menino; mas logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino. Porque agora vemos como por espelho, em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei plenamente, como também sou plenamente conhecido. Agora, pois, permanecem a fé, a esperança, o amor, estes três; porém o maior destes é o Amor “

Paulo de Tarso nos dá uma visão muito especial do que significa o Amor. O Reiki sem ele, o Amor, não existiria. O Reiki é Amor.

Experimente trocar a palavra Amor por Caridade no texto de Paulo de Tarso.

O Reiki é isso: Amor – Caridade – Doação.

Iniciação ou Sintonização no Reiki

A Iniciação do Primeiro Grau do Reiki trabalha com a preparação do corpo físico para a recepção da Energia Vital, agindo nos três chakras mais sutis e espirituais e no chakra Cardíaco.
Essa Iniciação, também conhecida como Sintonização, é realizada em quatro etapas e conduzidas por um Mestre Reiki, como a seguir:
• Primeira Iniciação – harmoniza o coração e o timo e o chakra Cardíaco no nível Etérico.
• Segunda Iniciação – afeta a glândula tireóide e chakra Laríngeo no nível Etérico.
• Terceira Iniciação – afeta ambos da Segunda Iniciação, mais a glândula pituitária (consciência superior e intuição) e o hipotálamo (temperatura e humor corporal).
• Quarta Iniciação – ativa o chakra Coronal e a glândula pineal (elo de ligação com a consciência espiritual).

Sem as iniciações, qualquer pessoa poderia doar energia, mas estaria doando a sua própria energia, podendo chegar à debilitação orgânica e espiritual, pois estaria também exposta às energias perturbadoras ou negativas, provenientes do receptor.
Iniciada a pessoa, a Energia Vital passa pelo indivíduo (canal reikiano) direto para o receptor. Não há retorno de energias do receptor ao doador e este se supre da Energia Vital.

24.As Sintonizações
Antes de qualquer explicação é fundamental detalhar a diferença entre uma sintonização e uma iniciação.

A sintonização é o processo pelo qual o professor coloca o aluno na freqüência da energia com a qual ele irá trabalhar a partir daí. O que se dá é simplesmente o toque necessário para que, como num rádio, se sintonize a freqüência da estação desejada.

A iniciação é o conjunto das sintonizações mais o aprendizado dos ensinamentos sobre o sistema, seu conhecimento, compreensão e aspectos práticos.

No Reiki, a energia vital universal é transferida ao aluno pelo professor com a sintonização. Uma sintonização de Reiki é uma antiga forma de transmitir energia de uma pessoa para outra. O conhecimento e a compreensão não são transferidos na sintonização, apenas a energia pura e simples. A profunda compreensão do sistema Reiki é algo que vem ao buscador sincero com o tempo e a prática; não pode ser conseguida por meio da sintonização.

Alguns professores de Reiki evitam a palavra sintonização, pois implica a existência de rituais religiosos, como jejum ou vários outros processos de purificação e, em vez disso, chamam-no de harmonização. Outros diferenciam entre sintonização, como sendo o processo inteiro, e harmonização como sendo uma de várias harmonizações (no Primeiro Grau, no Quarto Grau).
Essa palavra também implica um método, que significa sintonização em alguma coisa. Desde tempos imemoriais, professores de religião ou mestres do mundo inteiro usavam a sintonização para transferir uma energia ou conhecimento fundamental que não podia ser passado oralmente para outra pessoa.

Um exemplo: fórmulas secretas, orações ou mantras passados ao buscador com um objetivo específico. Sem a sintonização, a meta não pode ser atingida; de fato, alguns mestres dizem que seria perigoso, por exemplo, cantar um certo mantra sem ser iniciado nos seus segredos. Outros dizem simplesmente que isso não funciona, e esse também é o caso do Reiki.

O sistema Reiki, incluindo a imposição das mãos e todos os símbolos, não funciona sem a sintonização, uma vez que o canal para a energia universal ainda não foi limpo. É por isso que o Reiki é envolvido em tanto segredo: ele simplesmente não pode ser comentado abertamente com outras pessoas além das iniciadas.

Na primeira sintonização do Primeiro Grau do Reiki, o professor de Reiki limpa no aluno o canal para a energia vital universal. Isso o ajuda a absorver mais energia cósmica para o seu bem-estar pessoal. A cada uma das sintonizações seguintes, o processo é intensificado. A partir desse ponto, o aluno de Reiki continuará sendo um canal por toda a vida.

Iniciações

A palavra iniciação provém de uma raiz latina que significa começar. Pode também ser compreendida como uma ação de início ou como início de uma ação. A iniciação pode ser considerada um novo começo, a transformação para uma nova forma de ser. Uma analogia utilizada pelo mestre Djwhal Khul é que uma iniciação seria como a passagem através de um portal.

Existem vários tipos de iniciação pelas quais passamos na vida, como: formatura, casamento, batizados, etc...

No entanto, vamos falar sobre as Iniciações Espirituais:

Existem duas maneiras pelas quais podemos definir uma iniciação espiritual - em termos do seu significado ou de sua mecânica subjacente. Se olharmos para o significado interno de uma iniciação, uma boa maneira de defini-la seria dizer que é um processo que nos torna “mais conscientes de nós mesmos como almas encarnadas” segundo Djwhal Khul. A iniciação pode aumentar diretamente esse estado consciente, ou pode fazer com que esse estado evolua diretamente melhorando algum traço ou característica, como por exemplo, a capacidade de experimentar o amor incondicional.

Se olharmos para as iniciações em termos de mecânica, uma boa definição é aquela que Djwhal Khul usa nos livros de Alice Bailey, ou seja “uma iniciação é como uma seqüência progressiva de impactos direcionados de energia”.

Do ponto de vista esotérico, a iniciação implica uma transformação permanente nos campos de energia dos seus corpos sutis. É importante entender que a iniciação não envolve aprendizado intelectual, é uma mudança permanente na sua estrutura e por tanto, no seu ser. Do ponto de vista esotérico, cada um de nós está envolvido por uma seqüência de campos de energia alinhados. Embora a maioria das pessoas não tenha conhecimento desses campos, eles são reais e o seu estado exerce um efeito profundo em nossas consciências e em nossa maneira de ser no mundo - o modo como pensamos, agimos e sentimos em relação a nós mesmos, nosso meio ambiente e às outras pessoas.

Sabemos que em nossas vidas diárias até mínimas mudanças em nossa energia podem produzir mudanças significativas em nossos pensamentos e sentimentos. Por exemplo, se estamos deprimidos, podemos ouvir música, fazer exercício físico, ou abrir uma janela para permitir a entrada de uma maior quantidade de oxigênio. O propósito da iniciação é o de produzir uma transformação permanente em seu campo de energia que leva a uma mudança em sua forma de ser no mundo.

A iniciação é um tema de interesse para qualquer um que procure um crescimento pessoal e espiritual. A iniciação se encontra bem no âmago de como o Universo está estruturado. Para entender isso antes é preciso compreender um fato básico sobre evolução espiritual: ela nunca tem um fim.

Uma vez que você percebe que a evolução espiritual não tem fim, se torna claro o que cada um pode ganhar ao receber iniciações de seres que estão bem mais adiante na caminhada espiritual. Por exemplo, o mestre tibetano Djwhal Khul: nos escritos canalizados por Alice Bailey, ele fala sobre o seu relacionamento com seu mestre, Kuthumi, de quem recebeu ensinamentos e iniciações.

Atualmente, Djwhal Khul ainda está recebendo iniciações de Kuthumi e Kuthumi por sua vez ainda recebe ensinamentos e iniciações de seu mestre e assim por diante. Essa grande cadeia de iniciações em última instância se estende por todo o caminho de retorno a Deus, o único ser no universo que não se beneficia de iniciações, pois é a fonte da qual provem a energia para as mesmas.

Não somente nós seres humanos estamos recebendo iniciações, mas também a Terra as está recebendo. As iniciações da Terra correspondem às iniciações que a humanidade, como um todo, está recebendo. E ambas (iniciações da Terra e da humanidade) estão interligados com as iniciações que o nosso sol está recebendo e este está interligado com as iniciações que outras estrelas recebem. O universo por inteiro pode ser visto como uma gigantesca rede de sistemas de iniciação interconectados. A imensidão e a grandeza dessa rede é somente igualada por sua beleza.

Isso não quer dizer que é essencial que todos recebam iniciações. Você pode trabalhar sozinho e evoluir espiritualmente, mas cabe salientar que todos estamos juntos nessa egrégora. Essa é a grande lição que o Amor tem para nos dar. Não significa que você não possa fazê-lo sem ajuda, mas sim, que isso demandaria muito mais tempo.

É bom deixar claro que as iniciações não são um substituto da continuidade do trabalho em prol do nosso crescimento pessoal ou espiritual, embora as iniciações possam acelerar dramaticamente esse crescimento. A razão pela qual as iniciações energéticas podem acelerar tão efetivamente o crescimento é porque elas permanentemente concedem uma shakti (uma energia espiritual que se comporta inteligentemente) ao receptor. “Todos os benefícios conferidos pela iniciação espiritual se dão por meio das shaktis” (Texto extraído do livro “Energy blessings from the stars” de Virginia Essene)

Existem vários tipos de iniciações espirituais:

Dr. Joshua David Stone descreve em seu livro “Manual Completo de Ascensão” as iniciações do processo de ascensão. Estas são iniciações espontâneas são marcos dentro da evolução espiritual e conscientização do ser do “Tudo que é”.

Existem iniciações espirituais espontâneas, como as descritas por Patrick Zeigler, que podem ser consideradas iniciações secundárias do processo de ascensão; ou seja; elas podem ser definidas como uma ancoragem de energias superiores que possibilitam seu reencontro com sua alma e mônada e aceleram o processo de ascensão. Estas iniciações também ocorrem espontaneamente à medida que a pessoa esta realizando práticas espirituais específicas.

Existem as iniciações que recebemos da linhagem energética de um mestre ou ser espiritual específico. Estas iniciações podem ser recebidas no plano astral ou podem ser recebidas através do veículo de uma pessoa num corpo físico (desde que a pessoa esteja autorizada a passar esta energia através de uma iniciação).

Uma linhagem é um grupo de seres encarregados da responsabilidade de transmitir iniciações que são particularmente importantes, ou que requeiram uma informação detalhada para serem recebidas com segurança ou para serem efetivamente utilizadas. Uma iniciação de linhagem deve ser recebida de um oficial representativo da linhagem apropriada. Isso também requer algum nível de consciência por parte do receptor sobre o significado da iniciação, de como se beneficiar dela ou de como usá-la.

As iniciações geralmente possibilitam grandes limpezas kármicas, aumento da sua própria consciência, facilitação do caminho espiritual, curas específicas, entre outras coisas.

Reiki – Cores

A cor simbólica e usada para representação gráfica do Reiki é o Verde, a cor da cura e do Chakra Cardíaco, o chakra central. O Chakra Cardíaco é o chakra da conexão, do ponto de união entre os três Chakras relativos ao plano mais denso (Plexo Solar, Genésico e Raiz) e os três mais sutis, espirituais (Laríngeo, Frontal e Coronal).

Todos os ideogramas (Yantras) são desenhados na cor dourada fulgurante, a cor Cósmica.

Todas as visualizações e envios de Yantras são mentalizados / sentidos na cor dourada fulgurante.

Reiki é Luz que nos conecta à grande Luz.

Reiki e seus graus

Para se aprender o Reiki é necessário que a pessoa passe por vários graus de aprendizado, dependendo do objetivo que ela deseja atingir com o Reiki. Tanto uma pessoa humilde e analfabeta pode se tornar um reikiano, como a mais instruída das pessoas.

O Reiki possui o que se chama de Graus:

• Primeiro Grau: nesse Grau a pessoa é transformada em canal de Reiki. São aprendidas as técnicas básicas para o tratamento, as posições das mãos, como tratar a si mesmo, outras pessoas, animais ou plantas. Também nesse nível, o candidato recebe uma série de tratamentos ou sintonizações que harmonizam alguns chakras e purificam determinadas glândulas e canais chamados "nádis" nos sistemas orientais, por onde circula a energia vital. Nesse nível o reikiano trabalha apenas o físico do paciente, mas possui implicações também para o mental e o espiritual do mesmo.

• Segundo Grau: nesse novo Grau o candidato recebe uma nova série de tratamentos ou sintonizações. Ele aprende três chaves (símbolos) para trabalhar com a energia de forma mais eficaz, aplicando a mesma quantidade de energia que o Primeiro Grau, porém em menor intervalo de tempo. Essas chaves permitem, entre outras coisas:

• Entrar em contato com o subconsciente do paciente;
• Enviar Reiki à distância;
• Eliminar vícios e hábitos indesejáveis;
• Potencializar a realizações dos objetivos; tratar diretamente situações;
• Ajudar a resolver problemas de várias ordens relacionados ou não com a proteção e o bem estar de cada um.

• Mestrado: a pessoa é iniciada no símbolo Usui, o símbolo do Mestre. Estimula o despertar da consciência e é o grau de mestre interior. Esse é o grau de Mestre de Reiki onde se obtêm o conhecimento e a autorização necessários para iniciar outras pessoas. É iniciado também no símbolo de finalização.

Depois da iniciação do candidato em cada Grau do Reiki, é necessário que ele pratique durante um certo tempo para ascender ao Grau seguinte. Essa prática deve ser constituída por: auto-reiki diariamente, doar o Reiki aos outros sempre que possível e receber Reiki de outro praticante. Não se deve ascender a um Grau superior sem realizar essa prática por um determinado tempo, que varia de mestre para mestre.

Uma vez o neófito recebendo a iniciação, a possibilidade de transmitir Reiki permanece por toda a vida mesmo que o reikiano passe anos sem praticar.


Os Graus de Reiki são baseados nos seguintes princípios:


Shoden – são os primeiros ensinamentos, focados principalmente no corpo físico, com correlações com o mental, o emocional e o espiritual. Corresponde ao Primeiro Grau


Okuden – ensinamentos mais profundos, com foco nas estruturas mentais, emocionais e espirituais, pois quando essas estruturas estão em desarmonia, impedem o ser humano de realizar o seu potencial criativo. Níveis mais avançados de aprofundamento. Conhecimento para a maestria interior do ser. Corresponde ao Segundo Grau.


Shinpiden – Ensinamentos mais focados no campo espiritual. Conhecimento para a maestria do Reiki. Corresponde ao grau de Mestre Reiki

Noções sobre Reiki

A palavra japonesa Reiki significa a união da energia não-manifestada com a energia manifestada ou energia da matéria física: “O que está em cima é como o que está embaixo”- vamos ver isto diversas vezes em publicações a respeito. Destarte, Rei é a energia cósmica ou divina, que fica além (acima) das camadas mais densas da Terra e Ki corresponde à energia manifesta na matéria densa e por conseqüência, no homem. Se quem tivesse decodificado o Reiki fosse outra pessoa senão o Dr. Mikao Usui, de origem japonesa, uma pessoa de outra nacionalidade, certamente teria dado um nome diferente, mas com o mesmo significado ou significado semelhante. Todavia, o Reiki por si só é um mantra. Por ser muito antigo, seu nome deve ser mesmo anterior ao seu decodificador. A simples pronúncia entoada em forma de evocação, como nos mantras em geral, faz com que a energia se manifeste. Para explorar mais este entendimento, pense que Rei é a sabedoria sutil que está em todas as coisas, animadas ou inanimada. Em nível do humano, Rei atua como energia harmonizadora, nutritiva, curativa, orientadora e elucidativa, conforme a necessidade da situação do ser humano naquele momento e em todos os tempos, independente de se conhecer o Reiki ou não. É a energia que reina no Universo e atua sobre todas as coisas. Ki, por sua vez, é a energia que anima todas as coisas vivas e está fluindo em todos os seres vivos, incluindo minerais, vegetais, animais e seres humanos. Ao se pronunciar a palavra em sua devida entonação, a energia pertencente a Reiki vibra e entra em ressonância, atuando canalizadamente.

Quando as duas se encontram (Rei e Ki), elas naturalmente coabitam e nos são acessíveis, só que não se tem consciência disso. Em muitas ocasiões, essas duas energias se encontram e operam em unicidade. Esses eventos se dão constantemente nas igrejas, nos lugares de meditação, nos lugares de cura espiritual, nos centros de cura prânica. Até aqui, nada a ver com o Reiki exclusivamente. O que é de propriedade da Iniciação é o mecanismo que faz com que canalizemos a energia Rei através da nossa energia pessoal Ki, numa condição inconsciente e real, capaz de operar pelo simples ato de postura das mãos. Ao penetrar em nosso campo energético pessoal, Rei funde-se à energia Ki e passa a emanar Reiki. Reiki, portanto, é energia trina, que contém em si mesma a energia bipolarizada Ki e a energia una Rei.

A energia Reiki não vem do terapeuta, mas da Fonte Universal. O agente de cura é o canal através do qual a energia flui chegando onde é necessária. Ela penetra o canal (reikiano) principalmente pelo chakra coronal, localizado no alto da cabeça, se concentra no coração do doador e flui através das mãos. É necessário que o canal de Reiki receba a Iniciação ou Sintonização adequada feita por um Mestre Reiki durante os cerimoniais de Iniciação, para que não corra o risco de passar a sua própria energia, o que poderá causar uma perda de vitalidade ao canal, sem contar que energias possivelmente negativas vindas do receptor possam igualmente prejudicá-lo. No caso da energia Reiki só existe um caminho: do canal ao receptor.

O fluir do Reiki
Antes de iniciarmos uma sessão de Reiki, podemos realizar a evocação da Fonte Universal, nos ligando à Luz e aos Mestres do Reiki através da mentalização, da oração, da meditação, pedindo que o Universo nos ilumine, nos proteja e nos direcione da melhor maneira durante uma sessão. A evocação é uma forma de demonstrar respeito e, também, de reconhecimento do fato de que não somos nós que estamos harmonizando determinada pessoa, mas a Fonte Universal, através de nós.

O fluir do Reiki varia de acordo com o grau de desarmonia do receptor. O fluxo é totalmente independente das expectativas do terapeuta, funcionando de acordo com leis próprias. Quando um canal Reiki posiciona suas mãos sobre ou perto de um organismo vivo energeticamente desarmonizado, a energia Reiki flui normalmente e automaticamente. Não é necessário nenhum esforço consciente por parte do canal, porém, observa-se que o Reiki flui com mais intensidade se o canal posiciona as suas mãos com uma intenção consciente de amor.


A simplicidade do Reiki
Algumas pessoas estranham quando escutam que existem diferentes variedades de Reiki, porque consideram que o Reiki é apenas aquele que o Dr. Usui ensinou. Segundo essa forma de ver as coisas, nenhum outro método deveria receber o nome de Reiki. Entretanto não podemos esquecer que a palavra Reiki já existia no Japão muito antes do Dr. Usui receber esse método curativo. Por essa razão é que seu método não se chama simplesmente Reiki, mas Sistema Usui de Reiki, para deixar claro que se trata de uma variedade específica de Reiki.

No momento em que se ensinam outros métodos curativos semelhantes ao Usui Reiki Ryoho, porém com outras vibrações e outros resultados, fica claro que existe uma série de métodos curativos que, com justa razão, podem ser considerados como Reiki.

Pensando assim, como podemos decidir se um método é ou não Reiki? Se analisarmos o Reiki que foi ensinado pelo Dr. Usui, encontramos quatro características que outorgam à técnica a condição desse Reiki ser um método curativo. Essas características podem ser definidas do seguinte modo:
• A capacidade de dar Reiki se origina de uma sintonização e não provém de algo que se tenha adquirido ao longo do tempo e com a ajuda de meditação ou de outro tipo de exercício.
• Todos os métodos de Reiki pertencem a uma corrente. Equivale dizer que o método é transmitido do professor ao aluno por meio de uma sintonização, que começa com aquele que primeiro ensinou a técnica.
• Não é necessário dirigir a energia com a razão, já que ela é guiada por um poder superior e conhece seu caminho e seus efeitos próprios.
• Por isso o Reiki não pode produzir nenhum dano.

Se um método curativo possui essas quatro características, pode então ser considerado um método Reiki.

O Reiki e a cura
O Reiki visa a cura integral. Através dele podemos tratar as desarmonias do corpo físico, mental e emocional. Atuando sobre nossos centros energéticos, os chakras, sobre nossa malha magnética, os meridianos que envolvem o corpo físico; e da aura, a luz que nos mantém, a energia Reiki equilibra e restabelece a circulação da energia vital, corrige desvios nos padrões mentais do inconsciente, ativa o poder de restabelecimento do corpo físico através das glândulas endócrinas e dos órgãos e nos reconecta com o Espírito Universal.

Curar-se é conhecer-se, aceitando nossas imperfeições e nos perdoando, valorizando nossas qualidades e fazendo bom uso delas. Este é o sentido holístico da cura. É a cura integral. A manifestação física de uma doença é apenas o resultado de desequilíbrios mentais e emocionais, conscientes e inconscientes, que precisam ser trabalhados e compreendidos. Através do Reiki podemos ativar nosso poder de cura e receber a ajuda que precisamos para corrigir estes desequilíbrios.

A energia Reiki age sobre todo nosso sistema energético, mental, emocional, físico e espiritual. Não é possível prever o que irá acontecer durante uma sessão. Isto está além do alcance do terapeuta: é uma prerrogativa do Universo. O agente de cura pode orientar e garantir que o Reiki beneficia qualquer um que o pratique e o receba, mas não pode garantir que a sessão de Reiki curará uma doença em particular ou que tenha qualquer outro resultado específico. O poder de curar-se está dentro de cada um. A orientação de um bom terapeuta visa levar a pessoa a conhecer-se e ensiná-la a fazer deste poder em seu próprio benefício.
O Reiki trabalha com a Energia Vital, que é uma energia natural a todo ser vivo, portanto não causa danos em nenhum sentido. Entretanto, devemos entender que ao iniciarmos um processo de cura, estamos mudando algo estabelecido e tido como certo. Isto certamente mexerá com nossas emoções e com nossos padrões de pensamento. Pessoas sem compreensão dos processos de cura holística – ou seja, a cura integral – podem interpretar mal o que vêm a sentir.

Quando passamos por um processo de cura holística, pode haver um período de tempo em que sentiremos algum desconforto. O corpo físico reage às mudanças que ocorrem nos corpos emocional e mental, e neste período de adequação energética é preciso que tenhamos muita paciência e amor conosco. Tonturas e algum mal-estar podem ocorrer neste período, pois você estará rompendo com padrões de pensamentos muito arraigados a você e limpando bloqueios emocionais, cujo espaço será preenchido por novas energias. Portanto, fique tranqüilo e exerça o amor por você mesmo, respeitando seus limites, cuidando de você, ajudando o Universo a te ajudar.

Iniciação ou Sintonização

A Iniciação ou Sintonização é a abertura dos canais do futuro doador para recebimento da energia Reiki, através de quatro atos cerimoniais para o Primeiro Grau, um ato cerimonial para o Segundo Grau e um ato cerimonial para o Mestrado, entre os alunos e o Mestre. É como uma cirurgia espiritual, onde serão desobstruídos os dutos por onde a energia correrá e será carreada através das mãos para o receptor. Durante as iniciações algumas pessoas visualizam cores e luzes, outras vêem desenhos, algumas relembram vidas passadas, outras se sentem cheias de luz, paz e harmonia. Quando o aluno começa a praticar, colocando as mãos em outras pessoas para ativar e canalizar a energia Reiki, o novo agente de cura de Reiki sente pela primeira vez o calor radiante da energia Reiki fluindo pelas suas mãos, então percebe novas possibilidades cuja existência desconhecia.

O funcionamento do reiki
Ao colocar as mãos sobre alguém com o intuito de utilizar a energia Reiki, o agente de cura mescla-se à Energia Cósmica, porque a coisa não funciona como nos casos de passes magnéticos, das massagens terapêuticas ou prânicas ou de qualquer outra forma de cura através das mãos, onde se usa a própria energia Ki. A energia Ki á automaticamente modificada ao entrar em contato com a energia Rei, liberando-se de todas vibrações pessoais que poderia conter. Este fator é muito positivo, pois nem sempre um agente de cura está com suas vibrações perfeitamente em ordem, e estas poderiam de alguma forma prejudicar o receptor, bem como prejudicar o doador ou agente de cura com as energias negativas que o receptor poderia enviar ao agente de cura. No caso do Reiki, o agente de cura está devidamente protegido pela própria energia Rei que quando unida à energia pessoal Ki do agente de cura tem um caminho unilateral: do Cosmos ao receptor tendo o agente de cura como um caminho. Não há desgaste físico ao se aplicar a energia Reiki no agente de cura. Com o Reiki acontece uma coisa especial e benéfica: ao sobrepor as mãos sobre um receptor, o reikiano recebe a energia Rei integralmente. Ao entrar em contato com a energia Ki, o corpo do próprio reikiano retém para si cerca de 30% da energia Rei, que é o suficiente para equilibrá-lo e nutri-lo energeticamente. Quando a energia sai pelas mãos do reikiano ela já está transformada em energia Reiki e o reikiano já está recebendo a energia na parcela que o irá recompor amplamente. Desta forma, aplicar o Reiki é benéfico também para quem o aplica e, através desse processo, que se dá instantaneamente, a energia pessoal gasta já é imediatamente reposta.

Como funciona a energia Reiki
O praticante de Reiki direciona a energia do Universo para o corpo físico, estimulando a capacidade inata de restabelecimento do receptor. Esta prática terapêutica pode ser aplicada tanto para cuidar ativamente de si mesmo como para tratar outras pessoas.

Os efeitos da energia Reiki

• Equilibra as energias do corpo
• Equilibra os órgãos e glândulas e suas funções corporais
• Relaxa e reduz o stress
• Potencializa a energia vital
• Fortalece o sistema imunológico
• Alivia a dor
• Libera as toxinas
• Libera bloqueios e emoções reprimidas
• Amplia a consciência pessoal e facilita os estados meditativos
• Trata holisticamente
• Promove o potencial de recuperação natural da saúde


A energia Reiki é:

• Energia divina de amor compassivo e incondicional
• Uma arte de terapia simples, segura e universal
• Uma revitalização e harmonização do corpo e da mente
• Uma maneira fácil de toque com as mãos
• Uma experiência de transformação única
• Uma chave que conduz à luz
• Uma energia amorosa e inteligente
• Ativação de energia vital
• Independente de qualquer religião e compatível com qualquer outro tratamento


O Reiki não é:
• Uma religião, filosofia ou credo
• Massagem
• Um dogma ou uma doutrina
• Imposição de mãos
• Um passe espiritual ou magnético
• Magia
• Uma terapia verbal
• Poder mental
• Ponto de compressão
• Fenomenologia
• Mediunismo
• Para ser recebido só quando se está doente


A energia Reiki pode ter aplicações em:
• Autotratamento
• Tratamento de outras pessoas, animais ou plantas
• Aliviar rapidamente dores físicas
• Ajudar, prevenir e tratar distúrbios
• Equilibrar o corpo, a mente e as emoções
• Liberar bloqueios
• Desintoxicar
• Equilibrar os chakras (centros de energia)
• Relaxar
• Aumentar a autoconfiança
• Promover a paz interior
• Aumentar a concentração


Vantagens e benefícios da energia Reiki:

• O Reiki se encontra ao alcance de todos inclusive de crianças, anciãos e pessoas doentes.

• Todos podem ser canais de Reiki, não existe limite de idade nem condição prévia alguma exigida.

• O treinamento da técnica não é demorado podendo cada Grau ser ensinado em seminários de um ou dois dias.

• É uma técnica segura, sem efeitos colaterais ou contra-indicações, compatível com qualquer tipo de terapia ou tratamento convencional.

• Não é composto por um sistema religioso, filosófico, com restrições e tabus.

• Não utiliza talismãs ou qualquer objeto para sua aplicação prática.

• A técnica não fica obsoleta, sendo a mesma há milhares de anos.

• Após a sintonização energética ocorrida durante o encontro com o Mestre Reiki, pode-se aplicar Reiki imediatamente, pelo resto de sua vida. Mesmo que por um longo período não o faça, não há necessidade de nova ativação para o mesmo nível.

• A energia não é polarizada, sem positivo ou negativo (Yin e Yang).

• O Reiki é como ondas freqüênciais e pode ser aplicado no local ou à distância com o mesmo sucesso.

• Rompe o tempo e espaço, permitindo reprogramar eventos passados e coordenar eventos futuros.

• A energia não é manipulativa, o terapeuta simplesmente coloca as mãos e a energia flui na intensidade e na qualidade determinada por quem a recebe.

• Não é necessário despir o paciente durante a aplicação, pois a energia penetra através de qualquer coisa.

• O terapeuta não precisa conhecer o diagnóstico da patologia para efetuar com sucesso o tratamento.

• O Reiki energiza e não desgasta o terapeuta, pois a técnica não utiliza o "chi" ou "ki" do praticante, e sim da Energia Vital do Universo.

• O Reiki atende a pessoa de forma holística, nos corpos físico, emocional, mental e espiritual, não visando apenas suprimir a patologia, mas à volta a um estado natural e desejável, de bem estar e felicidade.

• A prática Reiki está inserida no contexto das práticas terapêuticas alternativas reconhecidas pela Organização Mundial da Saúde (O.M.S.).



Desintoxicação

Desintoxicação é o período de 21 dias que ocorre após o recebimento das iniciações. É um período de limpeza e adaptação ao recebimento da energia Reiki ao iniciado reikiano. O iniciado pode se sentir aéreo, ter sonhos muito vívidos, ou apresentar sintomas, como por exemplo: diarréia, náuseas ou coriza. Se o processo se tornar incômodo, o simples fato de realizar um autotratamento ou de outra pessoa, reequilibra a energia do agente de cura e diminui as sensações desagradáveis. Pode-se vislumbrar, também neste período, soluções para problemas que até então aparentemente sem solução, além de recebermos uma boa dose de energia para implementar mudanças em nossas vidas.

É importante que o iniciado tenha tranqüilidade e compreensão durante este período de 21 dias, para o que está ocorrendo consigo. Seu corpo físico e os corpos sutis estão sendo adaptados a uma quantidade maior de energia. Para tanto é necessário desobstruir os canais, eliminado emoções e pensamentos negativos. Algumas vezes, dependendo do estado geral do iniciado, alguns sintomas continuam após este período, indo até ao ponto onde a pessoa consiga harmonizar a sua própria vida.

Quem pode ser reikiano
Qualquer pessoa pode receber a Iniciação em Reiki, desde que queira. Aliás, nem sempre é preciso querer. No caso de crianças (sempre acima de 7 anos) são os pais ou responsável quem as levam para serem iniciadas. As pessoas muito doentes, em estado terminal ou que sofrem de algum mal que afeta o cérebro na sua tarefa de pensar, também não decidem por si, mas podem ser iniciadas, com o intuito de melhorarem seu quadro e, em alguns casos, até de se recuperarem por completo. Elas não têm consciência, não escolhem e mesmo assim são iniciadas e passam a conectar e transmitir a energia Reiki, para si e para outros. Pode se fazer a Iniciação em Reiki mesmo uma mulher estando grávida. Aliás, é altamente benéfico para o bebê, que desde o começo passa a receber Reiki.

Quando o Mestre Dr. Mikao Usui encontrou e compreendeu os símbolos do Reiki e seu poder, começou a transmiti-lo tal qual havia recebido para si. Ocorreu que as pessoas as quais iniciou não suportaram a força e potência daquela energia. Curaram seus males corpóreos, mas não seus males espirituais e tiveram muita dificuldade em encontrar harmonia e equilíbrio na nova condição, chegando a ponto de acusarem Dr. Usui de tê-los criado um sério problema. Então, o Mestre decidiu dividir a iniciação em Reiki em graus gradativos de transmissão daquele poder, criando para o primeiro nível uma condição inicial leve, onde a energia atua apenas no corpo físico e não requer o uso de símbolos. A idéia funcionou, foi aperfeiçoada por um de seus alunos e desde então passou a ser possível para qualquer pessoa ser iniciada em Reiki.

A qualidade do Reiki
O Reiki não muda de qualidade em nenhuma circunstancia. Não existe diferenciação qualitativa sob quaisquer aspectos. A diferença entre os níveis iniciáticos está pura e exclusivamente na potencialidade do Reiki. Quanto maior for o nível iniciático da pessoa e, por conseqüência, quanto maior for seu tempo de prática, mais fácil, rápido e profundamente se dará a atuação do Reiki. Mas isso não quer dizer que a qualidade deste é melhor que daquele. O Reiki é o Reiki em todas as pessoas, em todos os lugares e em todos os níveis.

Depois de iniciado o Reiki sozinho não vai melhorar a sua vida. Nada vai. O que melhora a vida de uma pessoa é a disposição da própria pessoa em querer levar uma vida melhor. Se você deixar que o Reiki entre em sua vida verdadeiramente, ele vai ajudá-lo a manter seu equilíbrio pessoal, em todos os níveis, propiciando um centramento, para que você viva o aqui e o agora. E é isso que vai melhorar a sua vida.

Reiki: uma religião ou não?
O Reiki não é religião do ponto de vista religioso, dogmático, não. Do ponto de vista do sentido da palavra, sim. A palavra religião vem do latim “religare” que significa religar-se, ou seja, tornar-se uno com Deus ou como se compreende a Divindade. Este é exatamente o trabalho que Reiki exerce através de sua prática. Através do Reiki, retomamos nossa unidade em nós mesmos e com Deus / Divindade. A base de todas as religiões é cultural e antropológica. O Reiki, por trabalhar com a Energia Vital, como já comentado, que é natural e inerente a todo ser vivo, independe de religião ou credo. Uma planta, um animal, os elementos – água, terra, fogo e ar, a matéria e o éter – enfim, tudo que nos cerca possui energia. Podemos aplicar o Reiki em todos, seja para a cura das pessoas, animais e plantas; ou para melhorar o meio físico em que vivemos. A Terra agradece.

O Reiki não tem ressonância com a expressão “ter que”, que é uma expressão condicionante e limitadora, para aqueles que acham que serão obrigados a praticar o Reiki depois de iniciados. Você pode fazer a Iniciação, depois perceber que tem preguiça ou desinteresse de praticá-la e então deixar de fazê-lo. O que não conseguirá, no entanto, é desfazer a sua iniciação.

Uma vez iniciado, para sempre iniciado. Ou seja, mesmo sem querer praticar o Reiki como se recomenda, sempre que você colocar a mão no corpo o Reiki estará ali, sendo captado e transmitido por você. E atuará sempre em você e através de você, mesmo que você tente evitar isso.


O poder do Reiki
O único poder que Reiki nos oferece é o de poder estar conectados e o poder de sermos nós mesmos. Esse poder você pode ter sem o Reiki. Com o Reiki, no entanto, você promove a autocura, acima de tudo, e a cura do semelhante, no caso de aplicá-lo em outras pessoas. Se você deixar de praticar o Reiki ou de aplicá-lo em outras pessoas, ainda assim continuará captando a energia Reiki e ele continuará fazendo efeito sobre você. A diferença está no tempo de atuação. Sem as práticas, você vai levar muito mais tempo para conseguir um resultado de efetiva mudança (não existe cura sem mudança) do que levaria com as práticas.

Apesar de promover a cura Reiki não é terapia e sim manifestação. A manifestação chamada Reiki é curadora. Terapia é método de cura que compreende o estudo e o tratamento de sintomas e causas. Reiki não atua sobre sintomas, mas sim sobre as causas. É muito mais um elemento para autotransformação do que uma técnica de cura. No entanto, é utilíssimo como apoio a todas as terapias inclusive aos tratamentos clínicos alopáticos. Neste campo, Reiki tem a propriedade exclusiva de intensificar o efeito positivo dos remédios alopáticos a anular seus efeitos colaterais.

O Reiki e os “milagres”
Considerando se Reiki faz milagres. Todo e qualquer milagre ocorrido sobre a Terra ocorre através da Energia Crística. Não há nenhum modo de operar milagres sem que seja através do própria Energia Crística. No entanto, Reiki é uma Energia Divina e, por extensão, Energia Crística. Se quiser um milagre, use o Reiki, mas peça-o ao Cristo. Por outro lado, o Reiki tem possibilitado curas que são verdadeiros milagres. Mas para isso acontecer, no caso dos seres humanos, há de se considerar três fatores: a fé do receptor na energia Reiki em sua extensão divina; o momento que a pessoa está passando, ou seja se é o momento certo na vida do receptor para entrar em contato com a energia Reiki e finalmente o merecimento da cura em toda a sua extensão. Neste último item, há de se considerar a questão kármica que envolve o receptor.

Sobre a questão da religiosidade, Reiki não é uma religião, portanto quem for iniciado em Reiki não precisa abdicar da religião a que esteja ligado. O Reiki vai ajudá-lo mais ainda na sua fé e em seu fervor, porque manifesta a presença de Deus em seu coração.

A origem do Reiki
Conta-se que a existência do Reiki antecede ao nascimento de Jesus. Há indícios de que esta técnica já era utilizada na Lemúria, região terrena que abrigou a civilização humana. A Lemúria, que depois ficou conhecida como Mu, corresponde hoje ao atual Golfo Pérsico. Com a queda da Lemúria, tão violenta e devastadora que até hoje a região sofre com isso, numa espécie de karma, tendo seus povos constantemente em estado de guerra religiosa, a essência e a sabedoria do Reiki se dispersaram. Depois foi reencontrada e perdida vária vez, tendo inclusive passado pela era de Bhudda, que deixou anotações a respeito do assunto. Alguns monges tinham conhecimento do Reiki, assim como outros mestres templários, mas em determinado tempo pareceu perdido, até que o Dr. Mikao Usui conseguiu resgatar alguns pergaminhos que continham os símbolos e os segredos do Reiki, trazendo a técnica de volta à tona e divulgando-a mais amplamente.


O Reiki como terapia
As pessoas que fazem a Iniciação podem se tornar profissionais se quiserem. Um reikiano profissional pode apenas fazer aplicações de Reiki. Para trabalharem como terapeutas de diagnóstico pessoal, no entanto, vão precisar de outros cursos complementares. Toda pessoa que quiser tornar-se um profissional terapeuta em Reiki deve conhecer assuntos como anatomia e funcionamento dos órgãos, chakras e centros energéticos, reflexologia, polaridades do corpo físico, meridianos do corpo, glândulas e seus funcionamentos, entre outros cursos.

O terapeuta em Reiki não pode emitir diagnóstico para o receptor, apenas guardá-lo para si, para uma visão mais apurada dos problemas do receptor em questão. Isso se explica no fato de que o Reiki, apesar de ser uma terapia alternativa reconhecida pela O.M.S. (Organização Mundial de Saúde), diagnose é especialidade médica. A não ser que o reikiano em questão seja alguém formado em Medicina. Quanto mais conhecimento do terapeuta reikiano não-médico a respeito de onde o Reiki atua, melhor. Conhecimentos de psicologia e linguagem terapêutica (hipnótica ou inespecífica) também são de extrema utilidade.

O Reiki e a cura

O Reiki cura mesmo. Não existe cura sem fé, sem crença na cura (estudos médicos já comprovaram isso). Ainda assim, deixando de lado o lado didático, doutrinário, sim, o Reiki cura mesmo. O que ocorre é que às vezes o processo do Reiki é mais lento do que o processo exigido pelo nível em que o mal ataca a pessoa. Por isso, é sempre recomendado usar-se o Reiki como uma terapia de apoio e não como terapia exclusiva de tratamento.

Lembre-se de que o Reiki atua na causa e não nos sintomas. Quando os sintomas são insuportáveis para o receptor, não se deve lançar mão exclusivamente do Reiki. Nunca, em hipótese alguma deve-se indicar ao receptor a paralisação da tomada de seus remédios. Como já dito, o Reiki potencializa o aproveitamento do remédio, bem como minimiza seus efeitos colaterais, mas não os substitui.


O trabalho da energia Reiki

O Reiki proporciona a cura de forma sutil e profunda. De uma maneira clara e resumida, o Reiki atua em nível profundo, onde irá atingir a causa de todos os problemas. Em primeiro lugar, o Reiki trabalha no aqui e no agora, tempo-espaço para onde nos conduz imediatamente. Sendo assim. concentra todas as emanações, equilibradas ou não, do passado, do presente e do futuro, para um único ponto e momento, que é onde estamos.

Destarte, ficamos temporariamente fora de lugar e de tempo. Muitas pessoas têm visões ou sensações de vidas passadas, presentes ou futuras durante a sessão de Reiki por causa disso. Uma vez concentrando tempo e espaço, o Reiki promove o alinhamento dos nossos corpos, por sobre o mesmo ponto que já concentrou tempo e espaço.

Feito isso, energiza com sua energia transformadora e terrivelmente amorosa todo o conjunto. Isso se dá muito rapidamente, durante as primeiras posições sobre a cabeça, onde se encontra o chakra coronal, do qual fazemos a conexão com o mundo superior.

No primeiro momento, que é a primeira hora de aplicação ou a primeira aplicação de uma série de quatro, o Reiki promove a limpeza deste nosso “eu concentrado”.

Com o canal limpo, ele segue para o segundo tempo (segunda hora ou segunda aplicação, no máximo vinte e quatro horas depois da primeira), onde vai harmonizar nosso “eu concentrado”.

No terceiro e quarto momentos, que é a terceira e quarta aplicação, separadas também de no máximo vinte e quatro horas, o Reiki vai fixar-se naquele ponto. Se o receptor ficasse imóvel e com a mente limpa a partir de então, não seria necessário de mais aplicações de Reiki, pois Reiki ficaria, por força de inércia, atuando ali indefinidamente.

No entanto, tanto no corpo físico como nos demais, mais sutis, existem movimentações constantes que quebram aquele momento concentrado, dispersando-nos novamente através do tempo e espaço. É isso que requer novas aplicações. Se houver constância nessas aplicações em no máximo uma semana após a quarta aplicação consecutiva, o Reiki não vai mais precisar limpar e harmonizar, passando a atuar diretamente na fixação. E é aí que começa a produzir a cura.

A energia Amor, que é Reiki, é poderosa arma transformadora. Onde penetra, esta energia ajusta as partes, conserta o que está quebrado, dissolve o que está obstruído, harmoniza as polaridades, enfim todo nosso ser, de modo a agir e vibrar em sintonia com o Universo. Durante esse processo, que poderia ser por toda a nossa vida e mais um pouco, todas as nossas enfermidades, tanto físicas, quanto emocionais, mentais e espirituais, vão se dissolvendo, tranformando-se e nos transformando. Uma vez iniciada, a pessoa fica com a energia para sempre em atuação, até que se dê a transformação ou cura total e volte a ser uno com Deus. Os males menores, os males físicos, são os primeiros a serem atingidos e é por isso que temos tantos registros de curas físicas surpreendentes através do Reiki. Considere-se também o fato de que muitos receptores são extremamente sensíveis à energia Reiki, e resultados satisfatórios, senão surpreendentes são conseguidos apenas nas quatro aplicações iniciais.

Há grupos de aplicadores de Reiki que se dedicam, na Terra, a tratar pacientes com AIDS. Como essa doença, se já estiver manifestada, é praticamente incurável, o Reiki através de suas aplicações, dá uma qualidade de vida superior e uma sobrevida maior que o esperado. Se já manifestaram-se as doenças oportunistas decorrentes da AIDS, o processo de cura provavelmente atuará apenas no corpo físico, deixando para a pós-morte o complemento de sua atuação. No entanto, em a pessoa com AIDS manifestada fazendo a Iniciação, sua cura é garantida, pelo menos espiritualmente falando.


Outras aplicações do Reiki

O Reiki também pode ser aplicado em animais como em plantas e até em minerais. Tudo o que é natural se alimenta desta energia naturalmente. Quando se canaliza o Reiki, direcionando-o propositadamente, o que ocorre é uma intensificação desta energia natural, que provoca a potencialização de seus efeitos. É assim que Reiki pode curar. Os animais de estrutura mais densa, semelhante a do homem, sofrem praticamente os mesmos efeitos, só que mais rapidamente ainda que o homem. As plantas se desenvolvem com muito mais saúde, sem agrotóxicos. A água que ingerimos e a comida que comemos também podem ser energizadas com Reiki, para que suas vitaminas, minerais e processos nutritivos sejam mais bem aproveitados pelo organismo.

O Reiki é benéfico para qualquer pessoa e pode ser recebido por qualquer um, sem distinção, desde que respeitado o livre arbítrio da mesma.

O Reiki também possui símbolos que possibilitam a aplicação em ambientes, fazendo com tudo e todos os presentes sejam absorvidos por esta energia

Anotações de um diário antigo de Hawayo Takata

“Em minha intenção de escrever em poucas palavras este ensaio sobre a arte de curar, tratarei de ser mais prática do que técnica, porque o que eu vou descrever não está associado com nenhum ser material ou visível, não tem forma nem nome”.

Creio na existência de um Ser Supremo, o Infinito Absoluto, uma força dinâmica que governa o mundo e o universo. É um poder espiritual invisível que vibra. Faz que os restos das forças se tornem insignificantes a seu lado e por isso é Absoluto.

Este poder é insondável, imensurável, e sendo uma força da vida universal, é incompreensível para o Homem. Sem impedimentos, todos e cada um de todos os seres vivos recebem os seus benefícios, tanto estando despertos como dormindo.

Diferentes professores e mestres chamam-no de Grande Espírito, a Força da Vida Universal, ou a Energia da Vida, porque quando se aplica vitalizam os sistemas inteiros, também lhe chamam de Onda de Éter, porque alivia a dor e nos faz entrar em estado de profundo sono como se estivéssemos abaixo de efeitos de uma anestesia, e porque irradia sensações de regozijo e nos eleva a um estado de harmonia.

Eu lhe chamarei “Reiki”, porque eu o estudei sob essa denominação. Reiki são ondas que se transmitem de maneira semelhante às ondas de rádio. Pode-se aplicar com êxito tanto localmente como à distância, como a onda curta.

Reiki não é eletricidade, nem rádio, nem raios X. Pode penetrar em capas finas de seda, panos, porcelana, madeiras ou gesso, porque vem do Grande Espírito, do Infinito.

Não destruindo tecidos delicados nem nervos, é absolutamente inócuo e por isso é um tratamento prático e seguro. Devido que é uma emissão universal, este tratamento beneficia a todo ser vivo, aves, animais, como assim também todos seres humanos, quer sejam crianças ou anciões, pobres ou ricos.

Deve-se aplicar e utilizar diariamente de forma preventiva. Deus nos deu este corpo, um lugar onde viver e o pão de cada dia. Fomos postos neste mundo com algum propósito e por isto devemos estar sãos e felizes.

Este é o plano de Deus e Ele nos proporciona tudo o que necessitamos. Nos deu as mãos para que as apliquemos e curemos, para que conservemos a saúde física e equilíbrio mental, para que nos liberemos da ignorância e vivamos em um mundo iluminado, para que convivamos em harmonia com nós mesmos e com os demais, para que amemos todos os seres.

Se aplicarmos estas regras diariamente, nosso corpo responderá e tudo o que queremos e desejamos conseguir neste mundo estará a nosso alcance. Saúde, felicidade e o caminho para a longevidade que todos buscamos. Isto é que eu chamo de perfeição.

Ao ser uma força que é proveniente do Grande Espírito pertence a todos que buscam e desejam aprender a arte da cura.

Reiki não conhece raça, credo ou idade. O estudante encontrará seu caminho quando estiver preparado para aceitá-lo. Ser-lhe-á mostrado. A iniciação é uma cerimônia sagrada em que se estabelece o contato. Dado que tratamos com o Espírito Divino não cabe o erro nem devemos duvidar. É absoluto!

Uma vez estabelecido o primeiro contato ou iniciação, as mãos irradiam vibrações ao colocá-las sobre a região enferma, aliviando a dor e detendo o sangramento de uma ferida aberta. Tuas mãos estão preparadas para curar enfermidades agudas e crônicas dos seres humanos, das plantas, das aves e animais.

Nos casos agudos só são necessários alguns minutos de aplicação. Nos casos crônicos o primeiro passo e encontrar a causa e seus efeitos.

Não é necessário que o paciente se desvista completamente, mas é melhor desapertar qualquer roupa apertada para que o mesmo possa relaxar. O mais importante é encontrar a causa da enfermidade.

Começa-se o tratamento pelos olhos, seios frontais e nasais e glândulas pituitárias. Segue com as têmporas, medula oblongata, a garganta, a tireóide, o timo. Depois se trata os pulmões, o estômago, a vesícula biliar e o fígado, o pâncreas e o plexo solar o intestino delgado e o grosso. Depois a flexão sigmóide, os ovários, a bexiga.

Faz-se que o paciente se vire e tratam-se os ombros, os pulmões, os nervos simpáticos, os rins e a próstata.

Durante o tratamento confie em suas mãos. Atente para as vibrações e suas reações. Se no paciente dói alguma coisa, sentirás dor nas pontas dos dedos e na palma das mãos. O mesmo sucederá se o paciente sentir fisgadas. Se a dor é profunda e crônica, você notará pulsações surdas, e se a dor é aguda você notará pontadas superficiais.

Tão pronto como o corpo responde ao tratamento, desaparecerá o mal-estar agudo, mas a causa principal permanece. Investiga essa causa diariamente e com cada tratamento verás melhoras.

Depois de tratar os órgãos dessa forma, eu termino o tratamento com umas massagens rápidas dos nervos que regulam a circulação. Ponho algumas gotas de azeite de sésamo ou qualquer azeite vegetal puro, coloco os dedos polegar e indicador sobre o lado esquerdo e os três dedos restantes com a palma apoiados sobre o lado direito da coluna vertebral, e dou massagens descendentes (de 10 a 15 toques), até o extremo inferior da coluna vertebral. Somente em casos de diabetes é que os toques são da forma inversa. A massagem das pernas e braços é sempre na direção do coração.

O tratamento explicado anteriormente se chama tratamento básico. Consome o tempo de uma hora ou mais, segundo as complicações e gravidade do caso.

Ao tratar o corpo em detalhes, as mãos se tornam sensíveis e podem chegar a determinar a causa da enfermidade, assim como detectar a mais ligeira congestão interna, quer seja física ou mental, aguda ou crônica. Reiki é um tratamento estritamente não-invasivo e sem medicamentos que fará que o corpo volte à sua normalidade.

Em um período de quatro dias a três semanas vemos grandes mudanças no corpo, todos os órgãos internos e glândulas começam a funcionar com maior vigor e ritmo. Os sucos gástricos voltam a fluir de forma normal, os nervos congestionados se relaxam, desaparecem as aderências, o cólon se ativa, a matéria fecal cai das paredes intestinais e gases são expulsos.

As toxinas acumuladas durante anos são eliminadas através dos poros, produzindo uma transpiração pegajosa. Aumentam-se as defecações, que são escuras e de odor forte.

A diurese também aumenta, a urina se torna escura e carregada, e outras vezes se torna branca como farinha misturada na água. Isto pode durar de quatro a seis dias. Sem impedimentos, tenho tido pacientes que reagiram com um só tratamento.

Quando isto ocorrer, comprovarás que se está produzindo uma reabilitação geral dos órgãos intestinais. Depois desta depuração tão completa, o corpo se ativa, os nervos intumescidos recuperam o sentido do tato, aumenta o apetite, o sono profundo se torna natural, os olhos brilham e a pele resplandece como seda.

Ao renovar-se o sangue e a circulação e restabelecer-se os nervos e as glândulas, pode-se rejuvenescer de cinco a dez anos. Neste momento é muito importante o que comes. Durante os tratamentos de saúde de Reiki somos vegetarianos e comemos todos os tipos de frutas da estação.

A natureza nos provê com abundância, mas não para que nos derrotemos. Comer em excesso é um pecado contra si mesmo. Coma com moderação e com um sentimento de gratidão para reconhecer o Grande Espírito que é o Criador, o Todo-Poderoso que faz que todas as coisas cresçam, floresçam e dêem frutos.

Sentemos à mesa com pensamentos agradáveis. Não comam quando estiverem preocupados. Deve-se evitar o leite, o açúcar branco e as féculas se o paciente tem estômago delicado. Com a alimentação adequada o paciente responde com mais rapidez aos tratamentos.”

O Reiki no Ocidente quando trazido do Japão pela Senhora Hawayo Takata

O Reiki no Ocidente quando trazido do Japão pela Senhora Hawayo Takata

A Senhora Takata acrescentou modificações de modo a tornar o sistema aceitável a um povo essencialmente ocidental e capitalista.
Antes de morrer, passou a tarefa de liderar o movimento Reiki à sua neta, Phyllis Lei Furumoto e à Doutora Bárbara Weber. Phyllis e Bárbara, depois de quase um ano trabalhando juntas, acabaram se separando por razões pessoais.
Cada uma fundou a sua própria organização:
• All International Radiance Associates – Dra. Bárbara Weber
• Reiki Alliance International – Phyllis Lei Furumoto

No início da década de 80, o Reiki chegou à Europa através de Brigitte Muller. A organização da Dra. Bárbara Weber mudou de nome: The Radiance Technique Association International, com sede em São Francisco, Califórnia. O Reiki da Doutora Bárbara Weber tem sete graus e a Reiki Alliance tem três. O primeiro utiliza outros símbolos e mantras.
Além disso, há inúmeras diferenças no conceito da tradição, em geral nas técnicas de aplicação e no ritual de Iniciação do Reiki. Há outras organizações, principalmente nos EUA e Canadá: Traditional Reiki Network – Nova York, Universal Masters Association – Califórnia, The Center for reiki Training – Minnesota, The Reiki Touch Inc – Texas, Reiki Plus Institute – Tennesee entre outros.
A arte do reiki é simples, mas a cabeça do homem é complexa. Temos hoje o Reiki Tera-Mai, Reiki Seichim, Reiki Plus, Osho Reiki, Kahuna Reiki, Reiki Tibetano, Ken Reiki-Do, The Way of the Heart, Reiki Magnificado (Cura Quântica), Orixá Reiki, entre tantos outros.
A consciência é de cada um e a escolha também. É tudo uma questão de afinização vibracional. O Reiki começou com o Dr. Mikao Usui e são dos apontamentos dele que retiramos nossos estudos, onde encontramos a simplicidade e força do Sistema Usui de Cura Natural ( também chamado de Reiki Tradicional).

O significado da palavra Reiki




“Rei” é a Sabedoria Universal, a Fonte Primeira, Deus/Deusa, o Criador, Aquele que È, a Chama, o Buddha, Cristo, Brahma, a Ordem Natural, o Todo, Tupã, a Energia. Cada civilização, cada cultura, em seu tempo e costume, conheceu ou conhece por um nome diferente.

“Ki” significa Energia Vital, em japonês. Os chamam-na de Prana, os chineses de Chi, os egípcios de Ka, os gregos de Pneuma, os judeus de Nefesh, os kahunas da Polinésia chamam-na de Mana, os russos de Bioenergia, os alquimistas de Fluido da Vida e os cristãos de Luz ou Espírito Santo

Reiki é a energia natural, harmônica e essencial a todo ser vivo. É a dádiva da Luz às criaturas vivas. Reiki é a energia vital (Ki), direcionada e mantida pela Sabedoria Universal (Rei).

Representa idéias e segundo o contexto, esses ideogramas podem ter várias leituras:
• Chuva Maravilhosa de Energia Vital
• Chuva Maravilhosa que dá Vida
• Algo que vem do Cosmos e que em seu contato com a Terra produz o milagre da vida
• Chuva Maravilhosa que produz o milagre da Vida
• A comunhão de uma energia superior com uma energia terrena, mas ambas se pertencem.
• Uma Energia maravilhosa que está acima de todas as demais, está em você e você pertence a Ela.

O Reiki e sua verdadeira história

As raízes teóricas do Reiki fundamentam-se em uma rica mistura do Budismo Mikkyo, do Qigong chinês e do Shintoísmo japonês e sua beleza reside em múltiplos aspectos. O Reiki não é semelhante à arte de curar no nível físico e psicológico, pois não afeta apenas o corpo físico, vai muito além dele, abrangendo os corpos emocional, mental e espiritual. A cura é apenas um aspecto importante do trabalho com o Reiki na relação cura/doença.

Cura, trabalho com energia, terapia e assim por diante são apenas atributos com os quais revestimos o Reiki, de modo a torná-lo mais fácil de entender e de ser aprendido pela mente racional.

Um artista aprenderá a transformar a energia em arte com mais facilidade, um homem de negócios transformará o Reiki em dinheiro, um cozinheiro criará pratos carregados de energia e um religioso será um melhor religioso. Um mestre na arte de viver transformará o Reiki em prazer de estar vivo. O Reiki é um caminho de humanização. Embora estejamos na Terra como humanos, esse estado é apenas um potencial e, nesta vida, nos é permitido lutar por sua realização.

Através do Reiki podemos unir Céu e Terra. Ele é nossa raiz energética aqui na Terra, e quanto mais enraizados estivermos, mais alto nossa coroa se estenderá em direção ao Céu.

O Reiki é um sistema de auto-ajuda perfeito, que se ajusta àquele que o usa e não requer intermediários, independentemente de você ser um iniciante no mundo espiritual, um intelectual calejado, um estudante de yoga que enfatiza o corpo, uma dona de casa ou um devoto. Ele nos põe de novo em contato com a energia vital há muito esquecida, mas que a tudo permeia, e nos ensina como amar a nós mesmos novamente. Ajuda-nos a cruzar o vão aberto pelo homem entre nossos semelhantes humanos e a natureza, para que assim possamos viver de novo em harmonia.

Para alguns, o Reiki é uma das muitas formas de atividade física; para outros, é uma arte de cura alternativa da Nova Era; e para outros ainda, é uma técnica de meditação. Tudo depende do ponto de vista de quem o pratica.


4.A versão de Hawayo Takata
Atualmente existem centenas de livros sobre Reiki e a maioria deles apresenta como a história do Reiki aquilo que Takata contou. A pergunta é porque todos os autores repetem a mesma história, uma vez que ela não está avalizada pelos fatos. Isto se deve, em parte, a que muitos desses livros surgiram antes que os fatos verdadeiros fossem conhecidos. Por outro lado, ninguém se preocupou em investigar a veracidade da história. Por exemplo, segundo Takata, Dr. Usui foi Presidente da Universidade de Doshida em Kyoto e, em lugar de simplesmente considerar como certa esta afirmação, qualquer autor poderia ter contatado sem dificuldade a Universidade para comprovar a informação.

À medida que alguns estudiosos investigaram a história de Hawayo Takata, foi ficando cada vez mais claro que ela estava cheia de erros e contradições e, já que sua versão se incorporou a tantas publicações, é importante que aqueles que a conheceram e que a transmitiram a seus alunos, considerem os aspectos comprovadamente falsos e, em seu lugar, dêem a eles informações corretas. Dessa maneira se obtém uma versão mais precisa da história e se compreende melhor o modo como influiu o testemunho de Takata na prática do Reiki no Ocidente.

Takata afirmava ser a única Mestra de Reiki do mundo, uma vez que todos os outros no Japão haviam morrido durante a guerra. Todos os folhetos de anúncio de seus cursos são prova de que ela agia assim. Hoje se sabe que, no Japão, os professores de Reiki continuaram ensinando tanto antes quanto depois da guerra. No Japão continua-se a praticar Reiki e a sociedade fundada pelo Dr. Usui, a Usui Reiki Ryoho Gakkai, em Tóquio, continua sendo sua representação institucional. O Sr. Kanichi Taketomi foi presidente dessa organização durante a guerra, permanecendo nesse cargo até sua morte em 1960.

Takata considerava que o Reiki tinha uma tradição transmitida oralmente e, portanto, seus alunos não recebiam material escrito e não podiam fazer anotações ou gravações. Esta regra foi estritamente observada e transmitida a todos os Mestres formados por ela como parte essencial do método Usui de Reiki. Isso talvez explique porque a formação em Reiki através dos Mestres de Takata teve um alcance tão limitado.

Hoje sabemos que o Reiki, de nenhuma forma, é uma tradição de transmissão oral. Tanto o Dr. Usui quanto o Dr. Hayashi elaboraram notas que entregavam a seus alunos. Estão disponíveis exemplares de manuais que eles escreveram que contêm muitos e importantes exercícios e técnicas para o tratamento de doenças específicas.

Sabe-se com exatidão que Takata tinha o manual do Dr. Hayashi e que entregou cópias a alguns de seus alunos, mas sem documentação escrita e sem autorização para tomar notas ou fazer gravações ficava difícil aprender. Takata se considerava representante de Reiki segundo o Dr. Usui e garantia estar ensinando sem nenhuma modificação o método original. Graças a outros manuais, comprovou-se que muitos exercícios que o Dr. Usui havia ensinado foram ignorados.

Takata dizia ter aprendido Reiki no Japão em 1935 com o Dr. Hayashi. Foi comprovado que o Dr. Hayashi deixou a Usui Reiki Ryoho Gakkai e desenvolveu sua própria variedade de Reiki. Esta é diferente em muitos aspectos do que o Dr. Usui ensinou e do que ele aprendeu na Gakkai. Isto pode ter sido positivo em muitos sentidos, mas é claro que em virtude disso ele criou seu próprio estilo de Reiki, o que foi comprovado pelo nome de sua clínica, que era Instituto de Reiki Hayashi.

Os seguidores de Takata insistem que ela ensinava o Reiki segundo o Dr. Usui e por isso sentem-se no direito de considerar como “tradicional” sua forma de praticar Reiki, e de serem os únicos representantes do Reiki autêntico. Mas Takata não praticava o Reiki “tradicional”, ao contrário. Ela seguia o trabalho desenvolvido pelo Dr. Hayashi e, após a morte dele, continuou introduzindo modificações em seu método, deixando de lado, inclusive, muitos exercícios importantes do sistema Usui.

Outra das afirmações de Takata foi que o Dr. Usui era cristão. Segundo a Gakkai ele nunca foi cristão, mas sim budista. Esta informação se sustenta pelo fato de que ele está enterrado junto ao Templo Saioji, um templo budista. Além disso, segundo ainda Takata, o Dr. Usui terminou seus estudos e se graduou com o teólogo na Universidade de Chicago. O que, mais tarde, foi comprovado pela própria Universidade não ser verdade.

Takata é a única fonte que afirma que o Dr. Usui “redescobriu” o Reiki em um texto em sânscrito, em um sutra budista, em um templo Zen, mas a história contém muitas imprecisões, uma vez que em seu manual “Reiki Ryoho Hikkei” ele diz que o Reiki é absolutamente original e não pode ser comparado a nenhum outro caminho espiritual no mundo.

Após a morte de Takata, Barbara Weber Ray se autodenominou Grã Mestra de Reiki. Segundo ela, Takata queria que ela assumisse a responsabilidade sobre o Reiki como Grã Mestra. Pouco depois apareceu outra mulher, Phyllis Furumoto, dizendo o mesmo. Em torno dessas duas pessoas se agruparam duas organizações diferentes de Reiki. Esse título de Grã Mestra nunca foi e nem é usado no Japão e só passou a ser usado no Ocidente após a morte de Takata.

A organização criada pelo Dr. Usui, a Usui Reiki Ryoho Gakkai, teve como seu primeiro presidente o próprio Dr. Usui que, logo depois de sua morte foi substituído pelo Sr. Juzaburo Ushida. O Dr. Hayashi nunca foi presidente da Gakkai e nem poderia ter sido, já que se desligou dela para criar seu próprio grupo. Logo, nenhum dos seguidores de Hayashi poderia ter sido presidente daquela organização.

Desta maneira pode-se ver que Takata nunca ensinou Reiki da mesma forma que o fazia o Dr. Usui e que tão pouco pertenceu à organização que ele havia fundado. Em razão disso, nenhum de seus discípulos pode avocar para si o título de representante do Sistema Usui de Reiki.


5.O Reiki no Ocidente
Muitos professores de Reiki descrevem o movimento ocidental do Reiki da seguinte maneira: antes de sua morte, o Dr. Usui passou seu conhecimento a muitos outros e fez do Dr. Chujiro Hayashi, um comandante da Marinha Imperial Japonesa, um Shihan de Reiki com a responsabilidade de guiar todos os outros professores de Reiki.

Foi ele quem levou o Reiki do Japão para os Estados Unidos, quando visitou o Havaí no final de 1936 para se encontrar com uma de suas alunas, Hawayo H. Takata. A Sra. Takata era uma “nikkeijin” (imigrante japonesa vivendo no exterior) nascida na ilha de Kauai, Havaí, em 24 de dezembro de 1900.

Não se sabe quantas pessoas receberam o grau de Shihan do Dr. Hayashi, mas sabemos que de fato ele fez da Sra. Takata uma Shihan de Reiki quanto visitou o Havaí em 1938. Um pouco antes de sua morte, em 10 de maio de 1941, ele nomeou a Sra. Takata Shihan de Reiki e líder do movimento.

Takata abriu duas clínicas de Reiki no Havaí (Hilo e Honolulu), onde realizou tratamentos e formou alunos até o segundo nível. Tornou-se uma terapeuta muito conhecida e viajou para os Estados Unidos e outros países para ensinar e dar tratamentos. Em 1970 começou a ensinar a seus alunos o Shinpiden, ou grau de Mestre, como ela o denominou. Em que pese tratar-se de um curso de apenas um fim de semana e sem parte prática, recebia por isso 10.000 dólares.

Até sua morte em 11 de dezembro de 1980, Takata iniciou vinte e dois Mestres de Reiki e, pouco antes de morrer, entregou uma lista com os nomes à sua irmã e deixou como herança o título de grã-mestra à sua neta Phyllis Lei Furumoto. Todos os seus alunos tiveram que prestar um juramento sagrado pelo qual ensinariam exatamente o que haviam aprendido, com o objetivo de preservar o método Usui. Entretanto, está claramente documentado que ela mesma não tinha agido assim. Seu método de ensino remetia ao Dr. Usui, mas o que ela ensinava e praticava tinha pouco a ver com o que o Dr. Usui considerava importante. Talvez o mais correto seja chamar seu método de “Reiki Takata”.

Por causa dos altos preços cobrados, muitos não podiam desfrutar do Reiki e por isso ele se difundiu muito lentamente. Isto contradizia a vontade do Dr. Usui, já que sua intenção sempre foi tornar o Reiki algo acessível para todo o mundo e não restrito apenas a um grupo determinado.

Depois da morte da Sra. Takata o movimento de Reiki no Ocidente dividiu-se em duas direções: A “Reiki Alliance”, orientada por Phyllis Furumoto e a “The Radiance Technique”, liderada por Barbara Ray e sediada nos Estados Unidos.

Nos últimos vinte anos o Reiki passou por enormes mudanças no Ocidente. No princípio foi introduzido por Takata com todas as suas regras e idéias particulares e restritivas, e os primeiros passos do Reiki não correspondiam em alguns aspectos com o autêntico espírito do Reiki. O importante, entretanto, é que independentemente disso o Reiki tornou-se conhecido e devemos agradecer a Takata pelo fato dela tê-lo trazido para o Ocidente. Mais tarde o espírito do Reiki encontrou sua própria cura.

À medida que o tempo passou começaram a surgir documentos escritos, manuais e novos dados sobre a vida e a obra do Dr. Usui. Estas informações vinham de fontes confiáveis e confirmaram o que muitos já haviam suposto: o Reiki deveria ser ensinado de uma forma aberta e acessível a todos.


6.O Reiki no Japão atual
Logo após a morte do Dr. Usui, o movimento do Reiki no Japão se dividiu em diferentes grupos, entre os quais, o Hayashi Shiki Reiki Ryoho, do Dr. Hayashi. Por razões desconhecidas, em algum momento o Dr. Hayashi se desligou da Usui Reiki Ryoho Gakkai, o que foi comprovado pelo fato dele ter criado seu próprio método. Outro fato leva a essa conclusão, uma vez que ele transmitiu a Takata o nível de Mestra professora de Reiki, o que não faz sentido, já que somente o presidente da Gakkai poderia entregar a alguém o título de professor (Shihan).

Afirma-se que Hayashi foi bastante famoso em sua época e que a quantidade de seus seguidores superou em muito a do grupo originário da Gakkai. Entretanto, a organização criada por ele praticamente desapareceu após sua morte, embora sua esposa, Chie Hayashi, tenha continuado a ensinar Reiki.

No Japão se afirma que a história do “suicídio interior” de Hayashi e que muitos de nós leram em livros ocidentais de Reiki, é apenas uma lenda. O fato é que, como o Dr. Hayashi viajava com freqüência aos Estados Unidos para ensinar Reiki e quando se estabeleceu a guerra os dois países tornaram-se inimigos, surgiram rumores de que ele era um agente, razão pela qual decidiu tirar sua própria vida.

Os grupos de Reiki no Japão ou eram muito pequenos o tinham ares enigmáticos e, por isso, cresceram pouco. A maior parte deles acabou depois da segunda guerra. Muitos deles desapareciam após a morte de seu fundador e outros mudavam seu conteúdo para satisfazer a determinados interesses. Alguns dos pequenos grupos religiosos que existem hoje no Japão foram criados por alunos do Dr. Usui.

Entre os anos 40 e 80 houve um grande vazio na história do Reiki e faltam informações sobre os fatos mais significativos.

A cultura japonesa é conhecida e, de certo modo ridicularizada, pelo fato de que certos métodos desenvolvidos no país e exportados para o Ocidente devem ser novamente introduzidos lá para que os próprios japoneses o aceitem. Aconteceu isso com a cultura macrobiótica, que se tornou conhecida depois que se popularizou nos Estados Unidos e foi levada de volta para o Japão. O mesmo aconteceu com o Aikido, com o Shiatsu e com o Reiki. Em razão disso, somos obrigados a nos referir como “Reiki Ocidental” àquele ensinado por Takata e como “Reiki Japonês” àquele ensinado segundo os métodos da Gakkai e de outros grupos relacionados a ela.

Em poucos anos o Reiki Ocidental de difundiu por todo o país e em 1999 o Reiki havia se convertido em uma técnica muito conhecida, entretanto, passaram a existir muitos tipos de escola de Reiki Ocidental. Considerando-se que os japoneses são muito bons para sintetizar, tornam-se hábeis quando se trata de encampar um sistema de pensamento, um conceito, uma máquina, uma técnica ou uma religião e mudam tudo isso totalmente. Com freqüência o resultado obtido é muito melhor que o produto original.

No caso do Reiki ocidental praticado no Japão, a corrente de transmissão não tem grande importância. São muito poucos os professores de Reiki que se interessam por saber com quem seu aluno aprendeu Reiki. Logo, é perfeitamente possível perguntar ao professor qual linha ele segue sem com isso ser descortês. Nos círculos de Reiki ocidental, ser japonês e ensinar Reiki é considerado um símbolo de status.


7.O desenvolvimento do Reiki no Japão
Segundo relato de Frank Arjava Petter, que foi quem pesquisou as origens do Reiki Usui tradicional, por volta de 1997, comprovou-se que o sistema original criado pelo Dr. Usui estava na realidade baseado na intuição. O praticante deveria obedecer a suas mãos. Uma vez que o Reiki se aprende e é praticado no Japão há muitos anos, não era necessário um sistema determinado de posições e uma duração fixa de tempo em cada uma delas. Os sistemas de doze, quatorze ou mais posições foram criados no Ocidente. Do manual do Dr. Hayashi entende-se claramente que ele não criou posições “ocidentais” das mãos. É possível que ele as tenha criado a partir do encontro com Hawayo Takata. Isso não quer dizer que não se deva utilizar as posições ocidentais de mãos. Elas cumprem seu objetivo e são de grande ajuda, especialmente para os iniciantes.

Sob a direção do Dr. Usui, na sede da Usui Reiki Ryoho Gakkai realizavam-se quatro reuniões mensais, e nelas se realizavam as seguintes atividades:

Recitavam-se me voz alta os poemas de Meiji-Tenno (O Imperador Meiji), já que o Dr. Usui era muito afeto a ele e falava dele com muito respeito. Os imperadores japoneses são considerados como encarnação do deus Shinto e até hoje muitos japoneses reverenciam seu imperador e toda a família imperial. Mesmo hoje em dia, em muitas casas se encontram fotografias da família imperial.

Do ponto de vista político, a Reforma Meiji (1868-1912) foi uma época de muitas transformações e desordem, ou seja, uma época em que se quebraram várias estruturas e se criaram novas. Nos primeiros anos desse período, o budismo e o cristianismo foram violentamente perseguidos.

Quando o budismo foi introduzido no Japão no século V, se mesclou com a religião japonesa original, o shintoísmo, e muitos japoneses eram adeptos de ambas as crenças. A Reforma Meiji tinha por objetivo separar as duas religiões e declarar o shintoísmo como religião de Estado. Nesse processo foram mortos muitos monges budistas, fecharam ou destruíram muitos monastérios e seus habitantes foram obrigados a decidir aderir ao shintoísmo ou sofrer severas conseqüências. Muitos grupos cristãos passaram à clandestinidade ou se dissolveram completamente.

Essa violenta frente de grupos religiosos deve ter sido o motivo pelo qual o Dr. Usui integrou os princípios Meiji ao seu trabalho com o Reiki. Provavelmente quis escapar do destino de tantos outros grupos de sua época dedicados à cura energética. O Taireidou (grupo de cura pelas mãos), por exemplo, foi proibido e para sobreviver dividiu-se em numerosos grupos.. O cargo do Dr. Usui como secretário de Shinpei Goto, um político de alto nível de sua época, foi um fato importante naquelas circunstâncias.

Suas conexões políticas e o fato de que muitos praticantes de Reiki na época do Dr. Usui vinham de setores da alta sociedade, (um artigo de um periódico do ano de 1929 dizia que o presidente do Banco de Tókio era um praticante de Reiki) salvaram o movimento Reiki das perseguições. Entretanto, durante a segunda guerra mundial, alguns praticantes de Reiki temiam que seu grupo fosse associado ao movimento pacifista, e esse talvez tenha sido o motivo pelo qual a Gakkai suspendeu suas atividades durante a guerra. Depois de 1945 ela as retomou.

Durante as reuniões de Reiki do Dr. Usui, os participantes diziam em voz alta os poemas e ouviam depois uma palestra sua. Parece que tinha muito humor e uma grande energia vital. Muitas pessoas queriam tocar suas roupas para poder conectar-se e absorver essa energia transbordante. Isso acontecia com os santos da Índia e seguramente era o caso também dos santos católicos.

Após recitar os poemas do Meiji Tenno, o Dr. Usui explicava o Reiki aos participantes, de onde vinha e como devia ser utilizado e descrevia um caso para ilustrar suas explicações. Os participantes praticavam a meditação Gassho e a técnica respiratória Joshin Kokyuu-Ho e depois se tratavam entre si.


8.Usui Reiki Ryoho
A palavra “tradição” pode ser definida de várias maneiras: - transmissão de elementos de uma cultura de geração a geração, especialmente de maneira oral - modelo de pensamento ou de conduta seguido por um povo de geração em geração, um uso ou um costume - diferentes usos ou costumes que são considerados como uma unidade de casos precedentes que influem sobre o presente: tradições familiares em relação à vestimenta e à conduta que devem ser cultivadas. - preceitos religiosos não escritos - um ou vários usos antigos.

A palavra “tradição” é de origem latina. “Traditus” é particípio passado do verbo “tradere”, cujo significado é “legar”, “confiar”.

Fala-se de “tradição Reiki”, “Reiki tradicional”, “seguindo a tradição do Dr. Usui”, etc. Porém, lamentavelmente, no mundo ocidental sabe-se quase nada sobre a tradição do verdadeiro Reiki. Os mais de vinte e cinco anos de tradição Reiki no Ocidente se baseiam no que Hawayo Takata ensinou sobre ele. Tradição é algo que muitas pessoas transmitem, não apenas uma. Dessa forma ficaria fácil investigar como uma tradição foi transferida.

No que diz respeito ao Reiki Ocidental é extremamente difícil saber o que ocorreu entre o Dr. Usui e o Dr. Hayashi e entre este e Hawayo Takata, porque as testemunhas de seus feitos já não vivem mais. Investigações posteriores realizadas no Japão mostraram que na Usui Reiki Ryoho Gakkai o Dr. Hayashi era considerado “persona non grata”. Isto se explica, porque ele deu as costas ao grupo principal e criou seu próprio método. Por sorte ele o fez, caso contrário ninguém no Ocidente teria podido aprender Reiki.

Depois que se separaram os caminhos do Reiki no Oriente e no Ocidente, do começo dos anos quarenta até a metade dos anos oitenta, ocorreu algo curioso: aos alunos ocidentais foi dito que no Japão já não existia nenhum seguidor de Reiki. Foi-lhes dito também que Hawayo Takata teria sido a única mestra praticante de Reiki em todo o mundo e que todos os seguidores de Reiki haviam morrido durante a segunda guerra. Realmente poderia ter sido verdade que todos os seguidores de Reiki houvessem morrido durante a guerra, já que cidades inteiras foram arrasadas naqueles tempos, porém a realidade é que o Reiki japonês, o verdadeiro Usui Reiki Ryoho, sobrevive até hoje.


9.O fundador como visto no Ocidente
O Reiki foi descoberto e desenvolvido pelo Dr. Mikao Usui que, entre outras coisas, foi monge budista.

Nasceu em 15 de agosto de 1865 no pequeno povoado de Yago, no distrito de Yamgata, pertencente à província de Gifu, no sul do Japão. Esta província fica perto da atual Nagoya. Casou-se com Sadako Suzuki e tiveram dois filhos. Por ter estudado e viajado muito, acredita-se ter pertencido a uma rica família japonesa, o que era usual no Japão.

Presume-se que, durante sua juventude aprendeu Kiko no templo budista Tendai, situado no sagrado monte Kurama, ao norte de Kioto. Kiko é a variante japonesa do Qi Gong, uma série de exercícios cujo objetivo é melhorar a saúde através da meditação, das técnicas respiratórias e dos movimentos lentos. No método curativo Kiko é possível armazenar, através de exercícios correspondentes, uma provisão de energia que será utilizada no processo de curar. Se não se usa este método, acaba-se extenuado, já que o Kiko nutre também a própria energia pessoal. Este ponto foi importante para o Dr. Usui e cresceu como uma semente em seu pensamento.

Dr. Usui viajou buscando o conhecimento pelo Japão, China e Europa. Na medida do possível, estudou várias disciplinas, por exemplo, medicina, psicologia, religião e desenvolvimento espiritual. Seu forte interesse por todo tipo de conhecimento, ajudou-o a formar uma base espiritual que serviu para compreender o significado da benção que lhe foi conferida alguns anos mais tarde.

Graças à sua formação e ao seu organizado intelecto, trabalhou como secretário de Shinpei Goto, diretor da carteira de Saúde e Bem-estar e, mais tarde, prefeito de Kyoto. Nesta atividade, Dr. Usui conheceu gente muito influente no Japão. Estes contatos o ajudaram a tornar-se independente e, finalmente, vir a ser um próspero homem de negócios.

Durante um tempo foi muito bem nos negócios, mas a partir de 1914 as coisas tomaram outro rumo. Como tinha certos conhecimentos sobre o budismo, decidiu converter-se num monge budista. Concentrou-se nessa prática e regressou ao monte Kurama, onde havia estudado ainda rapaz. Lá, decidiu fazer um retiro por 21 dias, jejuando, cantando, rezando e meditando. Como parte de suas meditações, colocava-se debaixo de uma pequena cascata e deixava que a água batesse em sua cabeça. Até hoje ainda se medita assim no monte Kurama. O objetivo é abrir e purificar o chakra coronário.

Em março de 1922, ao fim do seu período de recolhimento, sentiu penetrar em sua cabeça uma poderosa luz espiritual, experimentando, assim, um satori, uma vivência reveladora. Esta luz era a energia Reiki, que chegou sob forma de sintonização. Pelo ocorrido, sua consciência começou a expandir-se mais e mais e ele concluiu que estava possuído por uma força poderosa, porque podia curar as pessoas sem precisar usar sua própria energia para isto.

Em abril de 1922 viajou a Tókio, onde criou a Usui Reiki Ryoho Gakkai (Sociedade do Sistema Usui de Reiki). Abriu uma clínica em Jarajuku nas imediações do belo Meiji Jingu (santuário Meiji) no centro de Tókio e ali começou a fazer conferências e a praticar Reiki.

Finalmente desenvolveu seis níveis de Reiki ou graus de formação. Numerou estes sei níveis na ordem inversa da usada no Ocidente. O primeiro nível era o de número seis e o nível superior o de número um. Os primeiros quatro níveis, do seis ao três, correspondem ao que Hawayo Takata ensinava como Reiki I. O correspondente ao Reiki II subdividia-se em duas partes e o último nível, o número um, correspondia ao Reiki III (Mestre), ou grau de Professor (Sensei).

Cabe aqui esclarecer que o termo “mestre” nunca foi usado pelo Dr. Usui, pois no Japão sequer se conhece esse termo. Takata usou esse termo quando começou a ensinar o primeiro nível de Reiki em 1970. Teria sido melhor não se utilizá-lo, já que, nas práticas espirituais, o conceito de “mestre” se aplica apenas a quem experimentou uma revelação, que constitui um acontecimento espiritual excepcional, dispensado apenas a poucos seres humanos.

À medida que o Reiki e o grau de Mestre e tornaram mais conhecidos, algumas pessoas acharam por bem tornar equivalente o grau de Mestre de Reiki ao de Mestre Espiritual ou Mestre Iluminado. Assim surgiu uma idéia falsa sobre o estado espiritual de um Mestre de Reiki. Muitas pessoas, inclusive, quiseram obter o grau de Mestre de Reiki, não pela possibilidade de entregar algo valioso a outras, mas apenas pelo status social associado a ele.

Se no Ocidente fosse seguida a denominação Sensei para um professor formado no original primeiro nível de Reiki, o Reiki não teria alcançado essa aura de glorificação egocêntrica que nos rodeia a partir dos anos setenta, quando se começou a ensinar o grau de Mestre no Ocidente.

Dr. Usui ensinou a mais de 2000 alunos e formou 16 professores de Reiki. Faleceu em 9 de março de 1926, aos 60 anos, de uma apoplexia cerebral, enquanto dava uma aula de Reiki em Fukuyama. Foi enterrado ao lado do Templo Saioji, em Suginami-Ku, Tókio. Seus alunos colocaram junto à sua tumba um memorial de pedra, onde está descrita sua vida e obra com o Reiki.


10.O fundador como visto no Oriente

Mesmo que o Sr. Usui não tenha sido médico no sentido convencional da palavra, referimos-nos a ele como Dr.Usui, uma vez que ele foi médico no sentido real da palavra, isto é, a obra da sua vida foi curar o corpo e a mente de outras pessoas. No Japão dos velhos tempos, seus estudantes o chamavam de Usui-Sensei, que significa professor.

A biografia do Dr. Usui é obscura e cheia de mistérios. Muito da tão falada informação “japonesa” que circulou sobre ele e seu movimento fora do Japão teve suas proporções exageradas, ou então não foi pesquisada apropriadamente. Seu prenome verdadeiro não era sequer conhecido até que fosse descoberto, e o kanji do Reiki era freqüentemente escrito errado.

Quase todos os livros sobre Reiki afirmam que o Dr. Usui foi Diretor da Universidade Doshisha, de Kyoto, e que mais tarde estudou na Universidade de Chicago. Arquivistas de ambos os institutos, quando consultados, informaram que Mikaomi Usui não se matriculou em nenhum curso, nem lecionou em nenhuma das escolas. Em vários livros, o movimento Reiki original de Usui, o qual é chamado de Usui Shiki Ryoho, é mencionado como “Usui Shiko Ryoho”. A palavra japonesa “shiki” quer dizer estilo, forma ou sistema. A palavra “shiko” significa urina!

O fato é, porém, que Usui-san foi agraciado pelas suas boas ações pelo próprio imperador Meiji do Japão, embora, milhares também o fossem a cada ano.

Muitas fontes afirmam que o Dr. Usui era cristão. Até hoje não foi achada nenhuma prova disso nos seus ensinamentos. Imagina-se que os aspectos aparentemente cristãos do Reiki foram acrescentados nos Estados Unidos para torná-lo mais facilmente aceitável nos países cristãos. Entretanto, é possível que o Dr. Usui possa ter abraçado o cristianismo por um breve período, durante sua busca espiritual. Presume-se que o Dr. Usui tenha trabalhado em favelas curando mendigos, seguindo uma orientação bastante cristã.

Ele prestou ajuda às vítimas do grande terremoto Kanto, que devastou Tóquio em 1923. Mesmo que tenha preferido o cristianismo, isso não quer dizer que ele fosse um cristão no sentido clássico.

Até o período Meiji, o Japão tinha deliberadamente se isolado do resto do mundo. Então, um tanto repentinamente, abriu seus horizontes para idéias ocidentais. Intelectuais progressistas achavam que era muito sedutor estar envolvido em qualquer coisa estrangeira.

A sede pela cultura ocidental no Japão ainda não foi mitigada. Restaurantes, fast-food e centros de diversões eletrônicas foram construídos ao lado de santuários xintoístas e de lojas de quimonos. À superfície, parece que o Oriente e o Ocidente finalmente se encontraram, mas ao examinarmos mais de perto, vemos que estão apenas coexistindo. Os ocidentais geralmente pensam no Japão como um país zen, das cerejeiras em flor e da limpeza. Mas o estrangeiro que vai ao Japão pela primeira vez está propenso a passar por um forte choque cultural. O fato é que a religião e, até certo ponto, a família foram substituídas pela sociedade corporativa. A religiosidade tornou-se uma mera formalidade.

11.Os fundamentos budistas do Reiki
A inscrição no túmulo do Dr. Usui nos diz que ele sentiu a energia Reiki durante um retiro de jejum de 21 dias no monte Kurama.

O monge Gantei, discípulo de Ganjin (fundador do Templo Toshodaiji, em Nara), fundou o imponente Templo Kurama no ano 770, depois de passar por uma experiência religiosa profunda nesse local. Até 1949, o Templo Kurama estava ligado ao budismo Tendai; após essa data, ele se transformou na sede da Seita Kurama Kokyo. Na secretaria do templo, recebemos informações seguras de que ali nunca foram realizados retiros de jejum/meditação de 21 dias.

Entretanto, houve insinuações de que uma pessoa ou outra poderia ter realizado essas práticas por iniciativa própria, especialmente no passado. Graças às dimensões, à forte energia e às antigas e extensas florestas de cedros, o monte Kurama oferece um ambiente perfeito para meditação e para a busca de si mesmo. Hoje é possível passar um dia e uma noite meditando e elaborando mantras no Templo Kurama fazendo-se reserva com antecedência.

Alem disso, o monte Kurama e seus arredores ainda conservam alguns pequenos e belos santuários xintó. Preciso mencionar particularmente o Kubune Jinja (santuário), localizado aos pés do Kurama, na estrada para Quioto. O xintoísmo e o budismo estão profundamente interligados no Japão, e por isso nem sempre é fácil para um leigo saber se ele está num templo budista ou num santuário xintoísta. O Dr. Usui era budista e a seguir, estão os conceitos que influenciaram mais intensamente o Dr. Usui.

O budismo esotérico tântrico chegou ao Japão no início do século XIX com o monge japonês Kukai (Kobo Daishi, 774-835) e com Saicho (Dengyo Daishi, 767-822), que haviam estudado na China. Kukai foi aluno de Huikuo (japonês: Keika, 746-805), discípulo do monge indiano Amoghavajra, que por sua vez foi aluno do famoso instrutor indiano Vajrabodhi. Os dois indianos viveram no Templo Tahsingshan, em Changan, centro atual da Associação Budista Shensi na China. Depois da morte do seu professor, Kukai voltou ao Japão e ensinou o que havia aprendido na China. Ele se tornou o fundador do budismo Shingon. Saicho estudou no monte Tien-tai, na China. Ao voltar, fundou o budismo Tendai, com sede em Kyoto.

No Japão, essas duas escolas são em geral conhecidas pelo nome Mikkyo.

O santo padroeiro do budismo esotérico no Japão é Dainichi Nyorai (Mahavairocana Tathagata), e os escritos mais importantes e sagrados são o Dainichi-Kyo (Mahavairocana Sutra) e o Kongocho Gyo (Vajrasekhara Sutra).

Em resumo, o objetivo do budismo esotérico é Shunyata, o vazio. Esse vazio não é um estado negativo de ausência; deve, sim, ser entendido como transcendência da dualidade. Quando o “eu” não se distingue mais do “outro”, a unidade do todo é restabelecida, O “eu” só existe na nossa imaginação, na nossa mente. Nós criamos o ego e o mundo com os nossos pensamentos. Nosso estado natural de ser é o vazio, não afetado pelos atributos, pelo passado e pelo futuro.

Para muitos de nós, esse objetivo também está ligado ao Reiki de modo semelhante: sentindo sua unidade com o cosmos, voltando às origens, à unidade.


12.Autêntico ou não?
Existe uma velha controvérsia na comunidade reikiana: a questão sobre o Reiki “original”. Quais são, na verdade, os métodos originais, o que foi mudado e por quais razões, e o que possivelmente melhorou desde o tempo da morte do Dr. Usui?

Como sabemos o Dr. Usui foi o fundador e primeiro presidente da Usui Reiki Ryoho Gakkai (a organização de Reiki que ele próprio criou). Depois de sua morte, a direção passou para um de seus amigos mais íntimos, seu colega Sr. Ushida, que também escreveu a inscrição para a pedra do memorial no Cemitério Saihoji, em Tóquio. O Sr. Ushida foi, portanto o sucessor de Usui. Após a morte de Ushida, o seguinte na série de sucessores foi o Sr. Taketomi, seguido pelo Sr. Watanabe. O Sr. Wanami aposentou-se de seu posto no início de 1998. O presidente atual do Usui Reiki Ryoho Gakkai é o Sr. Kondo, juntamente com a Sra. Koyama, uma mulher carismática na casa dos 90.

No Japão, nunca houve um título como “Grão-Mestre” ou “Portador da Linhagem”. Entretanto, o Sr. Chujiro Hayashi, que foi treinado pelo Dr. Usui e era um aluno estimado, recebeu permissão para ter alunos próprios de Reiki e treiná-los, mas nunca foi designado como sucessor de Usui. Ele foi apenas um dos muitos alunos que receberam esse privilégio.

Nos círculos japoneses de Reiki, muito pouca gente ouviu falar da Sra. Takata. É verdade que o Sr. Hayashi operava uma dojo (clínica, escola) em Shinano-Cho (Cho significa cidade, Shi significa cidade grande) com dez camas. De acordo com relatos de pessoas da época, essas camas estavam sempre ocupadas. Essa afirmação aparentemente se refere à “clínica de Reiki” que dizem que o Sr. Hayashi dirigia. Essa, porém, é provavelmente uma tradução imprecisa da palavra japonesa Byoin, que muitas vezes é falsamente traduzida como clínica. Até o consultório muito pequeno de um médico recebe esse nome em japonês.

Quando dizem que havia muitas clínicas de Reiki no Japão na época de Usui, provavelmente estão se referindo a pequenos estabelecimentos. Jamais foi encontrado um hospital ou uma clínica grande que tenha trabalhado com Reiki.

Muitos de nós temos a tendência de ouvir o que desejam ouvir e o que somos capazes de entender. O trabalho com o poder do Reiki naturalmente continuou a desenvolver-se e passou por certas mudanças. É certo que cada professor de Reiki instrui à sua própria maneira e muda o sistema de modo a adequá-lo à sua abordagem pessoal e a harmonizá-lo com sua compreensão pessoal.

Em ambas as linhas do Reiki, porém, ainda mais no sistema ocidental do que no japonês, houve mudanças enormes. Muitos aspectos importantes do trabalho do Reiki foram removidos do sistema tradicional por Hayashi ou Takata. Não se sabe qual deles fez tais mudanças, mas eles também acrescentaram muitas coisas positivas.

Há muitas razões culturais e lingüísticas para as diferenças dos sistemas ocidental e oriental do Reiki. Muitos de nós achamos os japoneses misteriosos, amigáveis, mas reservados, sempre sorrindo, mas nunca muito alegres. Quase sempre os vemos em grupos, e é difícil estabelecer com eles um contato pessoal.

O Leste e o Oeste diferem fundamentalmente em seu modo de pensar e sentir. Por exemplo: os japoneses usam principalmente o hemisfério cerebral direito intuitivo. A razão para isso, entre outras coisas, está nos milhares de anos de evolução da língua japonesa. Os caracteres japoneses, chamados kanji, não são sons como as letras de nosso alfabeto, mas figuras. Isto significa que os japoneses pensam de uma forma abstrata, em imagens, desde a infância. A lógica não é um tópico de interesse no Japão. Isto não deve ser tomado como avaliação: os japoneses simplesmente pensam de maneira diferente, que não é, de modo algum, pior ou inferior à nossa. O pensamento intuitivo é uma habilidade maravilhosa, e o mundo seria mais rico se os ocidentais dominassem também esta arte.

A fim de difundir em uma nação ocidental o sistema Reiki japonês, que é organizado de uma forma muito intuitiva, ele teve de ser dividido em passos lógicos. A energia do Reiki naturalmente não sofreu com isso, e seja qual for o sistema usado, isso não tem a menor importância.

No Reiki ocidental, os rituais de iniciação foram estabelecidos de uma forma muito sistemática.

No Reiki tradicional japonês, foi dado ao professor mais liberdade para seguir sua inspiração. Mas também não era simples tornar-se professor de Reiki, e apenas certos alunos espiritualmente desenvolvidos foram selecionados com este propósito. Certamente poderíamos discutir se é melhor treinar apenas alunos espiritualmente desenvolvidos para serem professores de Reiki — mas quem quer decidir isso? Ambas as direções devem ser respeitadas.

Acho que um ritual de iniciação detalhado e testado pelo tempo é absolutamente necessário no Ocidente, onde o nível de professor de Reiki está à disposição de qualquer pessoa que possa pagar. Uma iniciação não ocorre por si mesma, por meio de um livro ou de um vídeo. Ela deve ser sempre ajudada por um catalisador, neste caso, um professor. No entanto, as iniciações espirituais dos iluminados são uma história completamente diferente, que não pode ser aplicada às iniciações de Reiki: mestres espirituais como Jesus, Buda ou Osho iniciam milhares de pessoas sem conhecê-las individualmente, sem olhar para elas ou tocá-las, quanto mais falando com elas. Para fazer isso, o mestre nem precisa mais estar em seu corpo material.

Doze posições de mãos, que não existem no sistema japonês, também foram acrescentadas ao sistema ocidental. No sistema japonês, naturalmente também há algumas diretrizes, mas as mãos recebem uma rédea mais solta a fim de encontrar os lugares do corpo para os quais a energia deve ser dirigida. As partes afligidas do corpo também podem ser tocadas ou receber pancadinhas, olhares e sopros, a fim de que os poderes de cura do corpo sejam postos em movimento.

Pessoalmente, as posições de mãos são muito úteis para os iniciantes em particular, uma vez que elas dirigem a energia a todo o corpo e, ao mesmo tempo, ligam tanto o paciente como o terapeuta à Terra. A intuição é certamente uma ferramenta importante, mas não de todo inofensiva, uma vez que os limites entre a intuição e a ilusão podem ser um tanto nebulosos.

Também pode ser que o Sr. Hayashi ou a Sra. Takata simplesmente não compreendessem o significado de algumas coisas, ou que os métodos tradicionais não fossem compatíveis com a inclinação cristã que o povo desejava dar ao Reiki nos Estados Unidos (e talvez fosse preciso dar, para que o Reiki sobrevivesse em uma sociedade cristã). Podemos imaginar a situação logo antes da Segunda Guerra Mundial e durante o conflito. Teria sido absolutamente impossível propagar nos Estados Unidos um sistema de cura japonês voltado para o budismo sem enfrentar terríveis problemas. Os ocidentais provavelmente jamais teriam ouvido falar sobre Reiki se ele tivesse sido ensinado no Havaí, seu lugar de origem no Ocidente. Devemos agradecer à Sra. Takata, por abrir-nos a porta do Reiki. Contudo, hoje não é mais necessário descrever o Reiki como cristão, pois o Dr. Usui não era cristão.

Os métodos japoneses de Reiki devem agora ser ensinados e aprendidos mais uma vez. Foi dito aos alunos ocidentais do Reiki que todos os praticantes de Reiki do Japão morreram durante a Segunda Guerra Mundial. Naturalmente, isso é um absurdo. O fato é que o Usui Reiki Gakkai teve de se mudar com freqüência durante a guerra. Como muitos de seus membros procediam das fileiras dos Marinheiros Imperiais, precisaram ser cuidadosos durante a guerra para não serem vistos e perseguidos como parte do movimento pela paz. Durante um tempo, a sede do Usui Reiki Gakkai foi em Togo Jinja, um santuário xintoísta em Harajuku, Tóquio.

Somente em Tóquio há pelo menos quatro correntes “tradicionais” diferentes de Reiki. A linha principal ainda é dirigida pelo Sr. Kondo. Cada uma delas tem seu próprio caráter e sua própria individualidade. (No Japão, o Reiki que foi e ainda é praticado pelos monges budistas atua com exercícios de respiração e meditação. Outra fonte combina Reiki e macrobiótica. Uma terceira Reiki e xintoísmo, e assim por diante).

Nenhuma das escolas japonesas tradicionais de Reiki aceita, em seus círculos, estrangeiros ou japoneses que residam em outros países. Sob a direção da Sra. Koyama, a sede não tinha interesse em um intercâmbio com não-japoneses. Não devemos condená-los por essa atitude, depois de todas as experiências negativas que eles tiveram com estrangeiros. Se os ventos irão mudar neste aspecto, sob a liderança do Sr. Kondo, ainda é uma interrogação.

Há agora milhares de professores de Reiki no Japão que ensinam o sistema ocidental. Por estranho que pareça, algo importado de volta para o Japão muitas vezes é mais bem recebido do que algo que teve lá suas origens e nunca saiu do país. A situação da macrobiótica é semelhante.

O Reiki ocidental que é ensinado no Japão absorveu, com o passar do tempo, muitos aspectos da Nova Era e é, portanto, semelhante ao Reiki conhecido no Ocidente. Alguns dos professores japoneses de Reiki estudaram com outros mestres e uniram diversos sistemas. Outros combinaram os sistemas ocidental e japonês. O Reiki adapta-se às habilidades e interesses daqueles que o praticam.

Por que isso acontece? No Reiki tudo gira em torno de um eixo, o eixo da energia. E esta energia é a mesma em todos os lugares, seja qual for o país, a orientação ou a filosofia. A energia do Reiki é e permanece a energia do Reiki sem quaisquer atributos ou limitações. Sem dívida, esta é uma peculiaridade que devemos comemorar, pois a mistura ainda hoje não desvendada, por mais que alguns poucos puristas querem-na divulgada, não retira do Reiki o seu mais belo significado, que é a procura da evolução pessoal e a caridade entre os seres humanos.