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domingo, 29 de março de 2009

Símbolos do Okuden – Teorias e Mitos

É normalmente referido no Primeiro Grau da maioria das escolas de Reiki, que o Doutor Mikao Usui, através da pesquisa de antigos sutras budistas, encontrou os símbolos que haviam sido escritos por um discípulo anônimo de Buddha, há cerca de 2500 anos. Conhecedor destes símbolos e após jejum no Monte Kurama, foi-lhe dado a conhecer divinamente, a forma de os utilizar.

Sabe-se hoje que tal não se passou assim. A história do Dr. Mikao Usui foi devidamente romanceada pela Senhora Takata para tornar o sistema mais palatável ao Ocidente, um povo essencialmente cristão.

Os símbolos redescobertos em pergaminhos antigos, realmente da era de Buddha, foram um dos últimos elementos a serem introduzidos por Mikao Usui no seu Sistema. Isso se deve ao fato dos seus alunos ter alguma dificuldade em conseguirem serem reikianos.

Segundo Hiroshi Doi (Mestre Reiki), o Doutor Mikao Usui não usava os símbolos, mas ensinava-os, dizendo aos seus alunos: "Usem bem os símbolos. Usem-nos mais e mais, e descobrir-se-ão num estágio onde já não precisarão deles. A mente humana consegue alcançar qualquer ponto do Universo imediatamente. Precisam crescer de forma a não precisar mais dos símbolos".

O que se depreende disso é que uma vez que se consegue aprender a focalizar a mente no trabalho com a energia Reiki, os símbolos acabam por se poder descartar, utilizando-os de uma forma totalmente mental e espiritual, pois os símbolos estarão agregados totalmente ao espírito do reikiano.

Segundo o que se entende das palavras de Usui, os símbolos são como as rodas laterais duma bicicleta. Quando aprendemos a andar de bicicleta, tiramos as rodas laterais, da mesma forma, quando integramos inteiramente o significado de cada símbolo, podemos deixar de usá-los de forma consciente.

Pode-se verificar que deixar de usar as rodas desta bicicleta (os símbolos) pode ser um processo moroso para a maioria das pessoas, que leva muitos e muitos anos, pois tudo depende da forma e da freqüência com que se trabalha com a Energia Reiki e da forma como se é utilizada essa poderosa ferramenta que é.

Hoje, os símbolos são uma grande fonte de alegria, mas também de contratempos. Isto porque a Senhora Takata ensinava aos seus alunos que os símbolos eram secretos e não deviam ser revelados, assim como o Dr. Hayashi também disse à Senhora Takata que os símbolos não deviam ser mostrados a pessoas não iniciadas em Reiki.

Os símbolos tornaram-se assim um dos pilares do Reiki e quase todas as escolas, em todo o mundo, os ensinam sendo considerados sagrados e secretos pela maioria das escolas de Reiki.

Em conseqüência deste secretismo surgiu um grande mito: "Estes símbolos são secretos e sagrados e deves guardá-los exclusivamente para ti". Conjuntamente com este mito, surgiram os altíssimos preços praticados ainda hoje por algumas escolas, “detentora da versão correta dos símbolos".

Curiosamente, segundo Frank Arjava Petter (um Mestre Reiki), depois da morte da Senhora Takata em 1980, os Mestres Reiki ao juntarem-se, verificaram que muitos tinham símbolos diferentes, ainda que dado pelo mesmo Mestre e aí, começou a discussão, até a nível mundial, sobre quais símbolos seriam os certos. A conclusão que se chegou é que todos tinham a versão certa, mas de um modo pessoal, porque na realidade mudavam em aspecto somente no tipo de caligrafia que cada ser humano usa. Os símbolos do Okuden não precisam ser rigososamente iguais, mas reconhecíveis como em qualquer caligrafia. O que importa de verdade é o poder que esses símbolos carregam em seu bojo.

Apesar disso, do secretismo e do mito, foi-se à especulação, começando-se a imaginar teorias sobre os símbolos e sua origem como, por exemplo, as civilizações perdidas da Atlântida, Lemúria e Mu, onde supostamente havia cerca de 300 símbolos de Reiki.

Outros associaram o Reiki ao Tibet e trouxeram para o Sistema Usui, outros símbolos tibetanos. Hoje há sistemas de Reiki que ensinam cinco, sete, doze, algumas dezenas e outras centenas, como o Ken Reiki que ensina trezentos e o Shamballa Reiki que se diz detentor de trezentos e cincoenta e dois símbolos de Reiki. Como se percebe, o ser humano é absolutamente impressionante na sua tentativa de tornar mais atraente o seu “produto”, esquecendo-se miseravelmente da Fonte que os provê.

Felizmente nos dias atuais, sobretudo através das investigações de Mestres Reiki de respeito, a exemplo de Frank Arjava Petter e Chetna Kobayashi, entre outros, muitos aspectos têm sido clarificados.

Um dos aspectos mais importantes neste campo, é que os símbolos originais eram quatro. Três são ensinados aos praticantes do Segundo Grau (Okuden) e um reservado ao Grau de Mestre Reiki (Shinpiden), o último Grau do Reiki, tal como se faz ainda hoje na escola de Reiki de Mikao Usui, a Usui Reiki Ryoho Gakkai.

Apesar disto, algumas escolas bastante famosas como Raku Kai Reiki, Reiki Essencial, Blue Star Reiki, Reiki Usui Tibetano, Reiki Tibetano, e Mestres Reiki das escolas ocidentais tradicionais como a Reiki Usui Shiki Ryoho (Reiki Tradicional) ensinam também um quinto símbolo, o Raku (símbolo trazido do Tibet), no Grau de Mestre Reiki, por esse símbolo conter uma energia concretizadora das várias Iniciações do Primeiro Grau, Segundo Grau e Mestrado em Reiki.


Os Símbolos do Reiki

Os símbolos devem ser vistos, usados e vivenciados pela própria alma, pois sua linguagem é diretamente ligada à essência humana, que tem muitas simbologias.

Os símbolos sempre foram usados, desde o início da humanidade, como forma de comunicação entre os seres. Hoje, muitas simbologias ainda não foram decodificadas, mas o próprio Reiki, através de seus símbolos já descobertos, abrem canais para que o ser humano tenha acesso aos seus registros de inconsciente e possam tentar compreender a si mesmo e ao universo.

A união entre mantra (som) e yantra (desenho), os símbolos são direcionadores da Energia Reiki tão importante para despertar o que já sabemos.

Os símbolos são sagrados e desperta a sabedoria que existe em nós. Os símbolos podem ser desenhados no ar com a mão, ou imaginá-los. Sempre, que um símbolo for usado, seu mantra correspondente deve ser repetido três vezes.

Precisa-se lembrar que o que conta é a intenção.Reiki é vida, Reiki é Amor Universal.Reiki é uma dádiva de Deus.

Os Símbolos e os Mantras

Durante os últimos anos estão seguidamente surgindo novos símbolos e mantras que foram considerados por diferentes escolas como pertencentes ao Reiki.

É importante ressaltar o seguinte: O sistema tradicional japonês de Reiki era dividido em seis diferentes níveis, na ordem inversa do que foi trazido para o Ocidente. O sexto nível, chamado Shoden, era o nível inferior (o primeiro nível no Ocidente). Este, por sua vez, subdividia-se em Loku-to (sexto nível), Go-to (quinto nível), Yon-to (quarto nível) e San-to (terceiro nível). Neste nível de formação não havia sintonizações e ensinamentos sobre os símbolos do segundo nível conforme o sistema ocidental. O conteúdo abordado era o tratamento por contato, o desenvolvimento da percepção sutil e ensinamentos espirituais e técnicas específicas. Portanto, esses quatro níveis correspondem basicamente ao primeiro nível habitualmente usado no Ocidente.

O nível imediatamente superior (segundo nível) se chama Okuden e se subdividia em duas partes: Okuden-Zenki (primeira metade) e Okuden-Koki (segunda metade). Na primeira parte se ensinava os símbolos e na segunda a cura mental e o tratamento à distância. Esses níveis correspondem basicamente com o segundo nível habitualmente usado no Ocidente.

O nível seguinte se chama Shinpiden e só é dado a alguns poucos eleitos pelo professor de Reiki. Se o aluno havia recebido a sintonização no Shinpiden, podia obter autorização para tratar profissionalmente outras pessoas. Somente alguém que houvesse sido aprovado no Shinpiden, podia tornar-se assistente do professor. Esta função se chamava Shihan-Kaku. A palavra Shihan-Kaku tem o significado semelhante a “assistente do professor”.

Quando o professor considerava conveniente, autorizava seu aluno a fazer seus próprios encontros e ter suas próprias turmas. Essa função se chamava Shihan. A palavra Shihan significa “professor”. Esse termo supostamente inclui o sentimento de autoridade, exemplo, fortaleza moral e sabedoria.

Estes dois últimos níveis correspondem basicamente ao terceiro nível do sistema de classificação do Ocidente. Os símbolos do sistema japonês eram os mesmos que hoje conhecemos.

Dr. Usui não ensinou outros níveis nem outros símbolos.

O estudo sobre os símbolos e seus mantras é muito importante para todo Reikiano. Quanto mais se entender seu significado e se conhecer suas raízes, com maior facilidade e exatidão funcionará a intuição e tanto melhor poderá ajustar-se o trabalho com Reiki às circunstâncias particulares, e desenvolver-se com mais força a criatividade necessária para a solução de problemas que possam aparecer. Além disso, uma compreensão mais profunda dos símbolos e mantras ajuda a aproveitar o sistema Usui de Reiki como caminho espiritual. Os símbolos e seus mantras são, por assim dizer, as chaves das portas do palácio.

O manejo consciente e apropriado dos símbolos e mantras permite uma estreita relação com eles. Suas qualidades podem ser sentidas e experimentadas cada vez mais. Juntamente com o conhecimento técnico sobre suas funções e seu lugar no sistema de Reiki este trabalho consciente é uma chave importante para alcançar o significado espiritual essencial dessas ferramentas. Ao usá-los, não só cumprirão sua função, mas também trarão a quem utilizar o Reiki seus guias espirituais, de maneira que se incremente a vibração do seu ser e melhore sua intuição. É importante utilizá-los com clareza e não de maneira supersticiosa. Só assim produzirão um efeito pleno e durável e se poderá trabalhar com eles de maneira correta e com criatividade.

Em princípio vale o seguinte: os símbolos são traçados mentalmente ou com a mão dominante. Depois, se repete seu mantra três vezes, verbal ou mentalmente.

O Segundo Grau de Reiki está disponível a quem recebeu o Primeiro Grau de um Mestre habilitado e sente-se pronto a dar mais um passo na jornada de Reiki.

Para isso, o aluno irá receber uma nova Iniciação (sintonização energética) que elevará seu padrão vibratório e o possibilitará a utilizar os símbolos que lhe serão ensinados. Neste nível, 3 yantras são colocados nas suas mãos. Novamente o aluno passará por um processo de purificação e adaptação ao novo padrão vibratório, que poderá durar aproximadamente 21 dias.

A energia, agora, toma novas dimensões, a capacidade de cura (harmonia e equilíbrio em níveis físico, emocional, mental e espiritual) amplifica-se intensamente. Com a utilização dos Símbolos Cósmicos a energia atua na quarta dimensão, no continnunn de tempo/espaço (tempo e espaço são inexistentes), podendo ser enviada para qualquer lugar no Universo ou a qualquer época de nossas vidas (passada ou futura).

Com a utilização contínua da energia e dos Símbolos Cósmicos nossa percepção é expandida e resgatamos a harmonia e equilíbrio de nossos corpos físico, emocional, mental e espiritual. Nossos potenciais se amplificam e novos se manifestam. Passamos a ter uma maior conexão com o Deus de nossa devoção, assim como com os elementos da natureza. Nossa sensibilidade também se amplifica.

Conforme nossa abertura e dedicação nas práticas, passamos a ter uma maior compreensão do que ocorre à nossa volta, percebemos mais intensamente quaisquer mudanças, desde a energia do ambiente até mesmo emoções e pensamentos conflitantes que se aproximam. Desta forma estaremos atentos e preparados para transmutá-los.

É uma ferramenta de valor inestimável para a busca e jornada espiritual, possibilitando-nos alcançar novos patamares de consciência.

A energia passará a ser direcionada para além do plano físico, transformando, não apenas os sintomas, mas trabalhando a origem dos desequilíbrios e bloqueios, para que a cura se manifeste.

Neste nível se ampliam as possibilidades de percebermos a presença dos Seres de Luz (Guias, Protetores, Anjos, Hierarquias, Mestres, etc...) que nos auxiliam durante as sessões de cura.

Não são raras as situações em que o receptor percebe mais mãos além das do terapeuta, participando do tratamento. Pode-se, também, perceber determinados aromas (que representam a manifestação dessas energias) ou, se possuirmos essa capacidade, poderemos “ver” nossos iluminados ajudantes.

Devemos sempre lembrar que toda criação é resultado de 1% de inspiração e 99% de transpiração. Toda Iniciação é o início de uma jornada. Cria-se uma abertura, um portal. Para que possamos alcançar todos os benefícios disponíveis na prática do Reiki, em qualquer nível, será necessário praticá-lo. Preferencialmente, exercitando o “Círculo da Prática” (aplicar/auto-aplicar/receber).

Quanto maior o poder, maior a responsabilidade. O reikiano passa a fazer parte do grupo de agentes que contribuem para a elevação do padrão vibratório do Planeta, assim como, do Universo.

Conforme a história “oficial” da Redescoberta do Reiki, Mikao Usui encontrou, em sua busca, antigos sutras budistas que continham símbolos sagrados que haviam sido escritos por um discípulo de Buda. Ao meditar sobre eles no Monte Kurama por 21 dias, descobriu a chave que permitia despertar essa maravilhosa técnica de cura.

Os símbolos são representações de um aspecto da energia, são poderosas ferramentas sagradas, compostos de yantras (desenhos energéticos) e mantras (sons energéticos). Após nossa sintonia com eles, passam a ser uma chave para conectar determinados padrões de energia. Não é necessário estarmos em estado meditativo para que eles funcionem. Porém o ideal é que estejamos concentrados, receptivos e abertos para o Amor.

Para que possamos utilizar os Símbolos de Reiki, é necessário que sejamos sintonizados com eles. Essa sintonização nos permite acessar uma determinada freqüência energética que permite sua ativação.

Para ativarmos os símbolos, devemos traçar o yantra e entoar o mantra uma vez.

Os símbolos poderão ser traçados no ar, com a mão em concha (mãos de Reiki), ou simplesmente visualizados, mentalizando seu mantra. De qualquer forma será devidamente ativado.

Os símbolos, assim como a caligrafia não possui uma única forma de serem traçados. O importante é que o façamos da forma mais próxima ao que nos foi ensinado.

Um comentário:

  1. Bom dia kerido colega,
    Sou reikiana ii nivel e concordo plenamente c/ esse texto que vc postou.
    Na minha opinião inventaram tantas coisas em cima desse tema somente p/ capitalizarem, acho um absurdo, pois ñ entra em minha mente tanta gana pelo dinheiro, sendo que usui prestou tdos seus ensinamentos p/ que fossem gratuitamente passados de geração em geração.
    muita paz, luz e amor.
    att, tania

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