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terça-feira, 28 de setembro de 2010

Aos futuros reikianos

Não poderia me furtar em tecer alguns comentários sobre o tema Iniciação.

Normalmente, quando as pessoas, em geral, buscam a sua Iniciação, têm em mente que serão desvelados segredos guardados a sete chaves, o incrível irá ser revelado e o abstrato se tornará concreto.

É importante sempre lembrar, que no nosso dia-a-dia somos Mestres e Discípulos. Mestres, porque estaremos de alguma forma proporcionando um caminho àqueles que não o viram, e Discípulos, pois neste planetóide, ninguém é sabedor de tudo: se o fosse, não estaria entre nós.

Numa abordagem simples, Iniciação pode ser interpretada como início para uma ação ou mesmo ação de início. Toda perspectiva, sob a minha ótica, visa o auxilio momentâneo para o despertar interior, que sempre será o nosso mestre que, quem sabe, não sejamos nós mesmos.

Infelizmente, a agitação dos dias atuais, onde as pessoas são formadas e forjadas para a competição, perdem-se, momentaneamente, oportunidades para o desenvolvimento e crescimento de todos. Valores ou premissas individuais tentam prevalecer sobre premissas coletivas, pois na quase totalidade das vezes, pelo menos no que já tive a oportunidade de conhecer, há o princípio de "obediência incondicional", onde a verdade relativa de alguns tem de ser apreendidas como verdades absolutas.

O processo iniciatório vai além de conceitos próprios de filosofia, ciências, religião, artes, forma de ver o mundo físico ou astral. A Iniciação transcende os valores que conhecemos, pois a perspectiva é a de fazer, ou melhor, auxiliar no crescimento das pessoas como seres, para algo muito maior do que o rótulo de nossas convicções.

Para a relação de Mestre e Discípulo, a princípio, não há necessidade de que pessoas sejam afins ao mesmo projeto de vida, pois a Iniciação não é uma escola e sim a catalisação de valores individuais, que já estão latentes nos indivíduos. Iniciação não é uma instituição e sim um processo individual, pois cada ser tem diferentes aspirações, vontades, determinações, carências, qualidades, etc. O aspecto religioso, por exemplo, é apenas um facilitador ou mesmo um dificultador.

Devemos considerar que o neófito, quando da sua Iniciação como reikiano, só estará recobrando aquilo que já lhe era intrínseco e apenas estará sendo despertado para algo que já existia dentro de si.

Swami Paatra Shankara

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