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terça-feira, 4 de outubro de 2011

O símbolo da Finalização / Concretização - RAKU










O outro símbolo do Mestrado é o Raku. Nem Usui, nem Hayashi e a Sra.
Takata usavam esse símbolo sânscrito, mas ele foi incorporado aos poucos o
seu uso pelas escolas modernas de reiki, entretanto a maioria dos mestres
parece ter pouca informação sobre ele, e não compreendem a sua importância.
Vemos hoje uma grande disseminação do uso do símbolo Raku no Reiki Usui,
mas, muitos mestres não o usam senão em suas Iniciações e há casos até em
que escolas como a Reiki Ryoho Gakkai sequer o usam.

Ao tentarmos analisar o caso mais em questão de raízes filosóficas e teóricas
do Usui Reiki Ryoho compreendemos que a necessidade do uso do Raku está
correlacionado mais propriamente às raízes do Budismo Mahayana, Vajrayana,
Theravada, Tendai e Shingon, que culminam com os Ensinamentos dos 5
Buddhas Nyorai que mostravam os 5 Caminhos da Iluminação (um instrumento
para a meditação que conduz ao crescimento espiritual).

Cada uma dessas cinco deidades está ligada a cada um dos símbolos do Reiki,
pelos seus aspectos divinos, estando também associados a um elemento (ar,
fogo, terra, ar ou éter), a uma direção cardeal e um dos reinos cósmicos, a uma
cor, a uma forma (que compõem as cinco formas da Stupa), a uma energia
feminina ou complementar, a um mudra e um mantra evocativo da divindade
ligado à sílabas semente do sânscrito. Todos os aspectos de cada divindade
unem-se em suas qualidades a cada um dos símbolos que Mestre Usui aplicou
em seu sistema. Entretanto, Usui não usou inicialmente o Raku como símbolo
integrante do seu método.

Indene disso, cada símbolo estudado e depois revelado por Mikao Usui,
durante a sua meditação, ao alcançar o seu satori, possuem sua energia
interna específica, além dos aspectos já citados, bem como possuem mantras
específicos à sua ativação que trazem para junto do reikiano a energia do
Buddha Nyorai.

Apesar de Usui, nos primórdios do reiki, não ter usado o Raku como símbolo
do seu método, pelas explanações aqui constantes, dá para se perceber
porque mais mestres no mundo, que perceberam a grandiosidade do Raku,
estarem usando-o como aspecto de integração final das sintonizações que não
usam o Reiju como método integrativo de energia Rei.

Portanto, nos aprofundando nas raízes budistas vemos que existem quatro
Caminhos indissociáveis entre si o que acaba por gerar o quinto Caminho
Síntese ou Estado De Iluminação Superior que abarca o Todo.

Como no Reiki o Raku é utilizado nas Iniciações este ato vem de encontro a
expressar no Iniciado um estado de Iluminação que se acerque dos outros
quatro símbolos preconizados por Usui (Cho Ku Rei, Sei He Ki, Hon Sha Ze
Sho Nen e Dai Ko Myo), inundando assim seu ser com sabedoria e
discernimento no uso da energia dos demais símbolos. Para que possamos
melhor compreender esta energia e ressonar em nosso ser, passamos agora a
uma síntese do quinto Caminho presidido pelos ensinamentos de Dainichi
Nyorai ou Vairocana:
· Vairocana representa a profunda consciência da realidade – sabedoria
que é informe e por isso sua representação na Stupa é o Vazio. O nome
Vairocana significa personificação da Luz ou Luminoso.
· Dainichi significa Grande Sol; portanto esta divindade está relacionada
com a força da vida que ilumina o universo.

Todos os Buddhas são então emanações de Dainichi Nyorai, cujo atributo de
certa qualidade lhe é pactado, por isso vemos as estátuas que o retratam com
o Mudra do sexto elemento nos indicando a unicidade dos cinco elementos.
Sua cor é branca por possuir a qualidade de todos os outros buddhas em si,
pois se acredita que represente a totalidade absoluta da realidade.

Com este breve comentário, percebemos o significado de atrelar a imagem de
Vairocana ao Raku, por ser o que traz a sabedoria em sua totalidade (através
dos outros quatro Caminhos) com sua força luminosa. Assim percebemos o
simbolismo do Raio, de Raku em nossas vidas.

Acreditamos que os mestres ulteriormente estudaram o Budismo Esotérico
como uma das vertentes do Reiki, que ainda provém de outras fontes, tais
como: a magia japonesa Shugendô, no Xamanismo e ainda nas lições dos
deuses xintoístas e no Taoismo mágico da China. Estes mestres notaram, que
pelo Budismo Esotérico, que o símbolo Raku poderia e deveria ser usado no
processo de sintonização para honrar a história do Reiki conforme as
divindades preconizados nas vertentes Mahayana, Vajrayana , Theravada,
Tendai e Shingon, que nos remetem à divindade Buda Dainichi Nyorai e sua
contraparte feminina, Dai Marishi Ten e seus ensinamentos.
O Raku só é usado durante as iniciações, nunca no trabalho de cura, com
apenas uma exceção: existem terapeutas que o usam para ajudar os seus
clientes a serem mais fortes animicamente e mais independentes,
harmonizando através do Raku, ligações doentias. Estas são geralmente
pessoas que apresentam sintomas de estagnação, preguiça ou então, estão
completamente bloqueadas em todos os aspectos das suas vidas. O símbolo
se parece com um raio luminoso branco brilhante. Sua definição foi dada
como o símbolo que "domina o fogo".

Ele é conhecido como completador e concluidor, alcance do nirvana inferior,
esvaziamento do ego, liberdade, iluminação, paz total, liberação do mundo
material, libertação do corpo e da reencarnação (budismo).

Este símbolo, no budismo, é usado dos pés até o chakra Coronal para afastar
um espírito, entidade obsessora ou ser de um corpo.

No Reiki, é usado do chakra Coronal aos pés para absorver a Energia do
Universo para o corpo / ser. É o uso material do símbolo, enquanto no
pensamento budista é a Iluminação. Na definição dada pelo Reiki: o raio de luz,
conclusão e integração.

Ao finalizar ou concretizar a iniciação, o Raku é usado para reter a energia
Reiki no receptor. Isso é tudo o que a maioria dos Mestres em Reiki sabe; mas,
de fato, sua função vai bem, além disso. Ele ativa a linha do Hara, ajudando o
iniciado a trazer a energia Reiki para seus canais condutores do Ki, e a fixam
no centro do Hara (Tanden).

Durante a iniciação, as auras do Mestre e do aluno se unem, e algo mais
ocorre nesse momento. Durante esses poucos instantes, os guias espirituais
do Reiki usam a energia para retirar o karma negativo da pessoa que recebe a
iniciação em Reiki.

O Mestre que realiza o processo capta o que é liberado através do contato das
auras e realiza a integração; em geral, ele é totalmente inconsciente disso. O
Raku ainda separa as auras no final da iniciação. Também deixa o Mestre e o
aluno com muito mais energia do Ki original do que dispunham antes. Essa
liberação kármica durante a iniciação explica a purificação e a reorganização
do corpo físico e do emocional que se seguem à iniciação.

Com todas as variações dos símbolos hoje em dia, é interessante notar que há
apenas uma variação para o Raku.

Esta simplesmente suaviza as curvas do raio luminoso, que forma uma linha
tortuosa. Usado dessa forma, o símbolo se transforma no Poder da Serpente
Kundalini. Entretanto, o raio luminoso é a Vajra do Budismo Vajrayana — o
símbolo do caminho de diamante do Budismo Mahayana no Tibet, porém, a
forma em ziguezague do símbolo original parece ser a mais correta.

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