"A oxitocina é produzida principalmente no cérebro (núc
leos supra-ótico e parvoventral do hipotálamo) e nos ovários e testículos. Ela tem uma importante ação na conduta de afiliação ou, de outro modo, na associação da cria com sua mãe ou com outro criador. A produção da oxitocina também facilita a resposta sócio-sexual nos répteis, pássaros e, também, nos seres humanos.
Além disso, a oxitocina liberada durante o parto apresenta um efeito sobre a contração uterina e na produção do leite materno. A oxitocina é ainda liberada durante a estimulação dos órgãos sexuais (mamilos, clitóris, pênis) e durante o orgasmo, quando há um aumento de sua produção e liberação, tanto nas mulheres como nos homens.
A oxitocina, por todas essas ações, é vista por muitos como funcionando “como um selecionador” ou estabilizador das preferências relacionadas às ligações amorosas. Assim, quanto mais o namorado fica apaixonado, perdido ou seduzido pelo outro, mais elevados serão os níveis de oxitocina produzida e liberada em seu organismo. Parece que, conforme haja maior produção de oxitocina, haverá maior atração e apego ao companheiro (o responsável pelo estado corporal sentido) não só pelo prazer obtido, mas, também, pela calma que ocorre no amante sortudo. A oxitocina é uma forte candidata para mediar os sentimentos de aceitação nas ligações sociais. De modo simples: amamos uma pessoa porque a presença dela leva nosso organismo a produzir oxitocina. Esta, uma vez liberada, nos transforma numa pessoa feliz e calma. Desse modo, “amamos” uma pessoa porque ela transforma nosso organismo do mal-estar para o bem-estar.
Enquanto um beliscão aumenta os níveis de cortisol preparando o animal para atacar ou fugir, uma escovada, ao contrário, diminui os efeitos ruins do beliscão, possivelmente devido ao efeito antiestresse da oxitocina. Um carinho ou um sorriso espontâneo nos faz bem, nos tranquiliza, devido ao aumento da oxitocina cerebral que produz uma diminuição da ansiedade. Além disso, a produção da oxitocina devido ao sorriso, ao tom agradável da voz ou ao assunto interessante ventilado irá diminuir a pressão arterial e produzir aumento da insulina circulante, possivelmente devido à ativação do vago. Mas o poder da oxitocina vai mais longe. Através da amamentação ou de massagens delicadas realizadas em humanos, cães, gatos e ratos, ao elevar os picos de oxitocina cerebral, liberadas pelo contato amável do corpo, produz efeitos calmantes e altamente agradáveis. Quem experimentar, verá.
Os estudos mostraram que esses efeitos agradáveis e calmantes produzidos pela liberação desse peptídeo são bloqueados (interrompidos) pela liberação do cortisol, da prolactina e por qualquer outro antagonista da oxitocina (substâncias liberadas durante o beliscão, a briga, a conversa e visita chatas, a gritaria, o discurso político e milhares de outros aborrecimentos). O estado corporal do “anti-oxitocina” é sempre acompanhado por tensão muscular e transtornos viscerais (hipertensão, acidez do estômago, espasmos intestinais, taquicardia, etc.) além de dificuldade para solucionar problemas.
O efeito da oxitocina, como descrevi, assemelha-se aos elixires lendários ao liberar uma série de condutas sexuais e maternais, além de facilitar as interações sociais e induzir as ligações entre os parceiros amorosos. Para exemplificar: um roedor denominado arganaz, após um primeiro dia de cópula com a fêmea, permanece junto a esta até a morte - como muitos amantes, até que a morte os separe – e o macho fica hostil a todos, menos para sua parceira que é ajudada tanto em torno do ninho quanto nos cuidados da prole. A fêmea também não procura outro rato macho. Segundo as pesquisas, se colocarmos a fêmea fiel do rato macho diante de outro rato, ela o agride e não aceita seus carinhos. Entretanto, se fizermos a mesma experiência e injetarmos na fêmea oxitocina, ela se transforma e aceita a proposta do rato estranho. Isso indica que a conduta dela, como a nossa, é, em grande parte, comandada por nossos estados emocionais e estes, por sua vez, são desencadeados pela produção e liberação de determinadas substâncias químicas.
Para muitos, o amor, a generosidade, a bondade, a compaixão, a honestidade e outras características humanas louváveis, examinadas sob o ângulo do “espírito” ou “alma”, ou, ainda, “mente”, não são mais do que o resultado de uma regulação neurobiológica orientada para a sobrevivência. Isto é, ela ajuda a pessoa a descobrir quem faz ela se sentir bem. Na realidade, esta conduta, como ficar perto de quem gosto e fugir de quem não gosto, é uma atitude bastante egoísta, ainda que ajude o outro também. Mas agimos assim porque nos faz bem, pois a pessoa se apega a outra porque o contato está sendo muito bom para ela mesma. Sempre vigora o egoísmo. Para essa idéia não existe altruísmo. Este sempre é uma escolha que agrada ao executor denominado bonzinho, caridoso, etc."
Além disso, a oxitocina liberada durante o parto apresenta um efeito sobre a contração uterina e na produção do leite materno. A oxitocina é ainda liberada durante a estimulação dos órgãos sexuais (mamilos, clitóris, pênis) e durante o orgasmo, quando há um aumento de sua produção e liberação, tanto nas mulheres como nos homens.
A oxitocina, por todas essas ações, é vista por muitos como funcionando “como um selecionador” ou estabilizador das preferências relacionadas às ligações amorosas. Assim, quanto mais o namorado fica apaixonado, perdido ou seduzido pelo outro, mais elevados serão os níveis de oxitocina produzida e liberada em seu organismo. Parece que, conforme haja maior produção de oxitocina, haverá maior atração e apego ao companheiro (o responsável pelo estado corporal sentido) não só pelo prazer obtido, mas, também, pela calma que ocorre no amante sortudo. A oxitocina é uma forte candidata para mediar os sentimentos de aceitação nas ligações sociais. De modo simples: amamos uma pessoa porque a presença dela leva nosso organismo a produzir oxitocina. Esta, uma vez liberada, nos transforma numa pessoa feliz e calma. Desse modo, “amamos” uma pessoa porque ela transforma nosso organismo do mal-estar para o bem-estar.
Enquanto um beliscão aumenta os níveis de cortisol preparando o animal para atacar ou fugir, uma escovada, ao contrário, diminui os efeitos ruins do beliscão, possivelmente devido ao efeito antiestresse da oxitocina. Um carinho ou um sorriso espontâneo nos faz bem, nos tranquiliza, devido ao aumento da oxitocina cerebral que produz uma diminuição da ansiedade. Além disso, a produção da oxitocina devido ao sorriso, ao tom agradável da voz ou ao assunto interessante ventilado irá diminuir a pressão arterial e produzir aumento da insulina circulante, possivelmente devido à ativação do vago. Mas o poder da oxitocina vai mais longe. Através da amamentação ou de massagens delicadas realizadas em humanos, cães, gatos e ratos, ao elevar os picos de oxitocina cerebral, liberadas pelo contato amável do corpo, produz efeitos calmantes e altamente agradáveis. Quem experimentar, verá.
Os estudos mostraram que esses efeitos agradáveis e calmantes produzidos pela liberação desse peptídeo são bloqueados (interrompidos) pela liberação do cortisol, da prolactina e por qualquer outro antagonista da oxitocina (substâncias liberadas durante o beliscão, a briga, a conversa e visita chatas, a gritaria, o discurso político e milhares de outros aborrecimentos). O estado corporal do “anti-oxitocina” é sempre acompanhado por tensão muscular e transtornos viscerais (hipertensão, acidez do estômago, espasmos intestinais, taquicardia, etc.) além de dificuldade para solucionar problemas.
O efeito da oxitocina, como descrevi, assemelha-se aos elixires lendários ao liberar uma série de condutas sexuais e maternais, além de facilitar as interações sociais e induzir as ligações entre os parceiros amorosos. Para exemplificar: um roedor denominado arganaz, após um primeiro dia de cópula com a fêmea, permanece junto a esta até a morte - como muitos amantes, até que a morte os separe – e o macho fica hostil a todos, menos para sua parceira que é ajudada tanto em torno do ninho quanto nos cuidados da prole. A fêmea também não procura outro rato macho. Segundo as pesquisas, se colocarmos a fêmea fiel do rato macho diante de outro rato, ela o agride e não aceita seus carinhos. Entretanto, se fizermos a mesma experiência e injetarmos na fêmea oxitocina, ela se transforma e aceita a proposta do rato estranho. Isso indica que a conduta dela, como a nossa, é, em grande parte, comandada por nossos estados emocionais e estes, por sua vez, são desencadeados pela produção e liberação de determinadas substâncias químicas.
Para muitos, o amor, a generosidade, a bondade, a compaixão, a honestidade e outras características humanas louváveis, examinadas sob o ângulo do “espírito” ou “alma”, ou, ainda, “mente”, não são mais do que o resultado de uma regulação neurobiológica orientada para a sobrevivência. Isto é, ela ajuda a pessoa a descobrir quem faz ela se sentir bem. Na realidade, esta conduta, como ficar perto de quem gosto e fugir de quem não gosto, é uma atitude bastante egoísta, ainda que ajude o outro também. Mas agimos assim porque nos faz bem, pois a pessoa se apega a outra porque o contato está sendo muito bom para ela mesma. Sempre vigora o egoísmo. Para essa idéia não existe altruísmo. Este sempre é uma escolha que agrada ao executor denominado bonzinho, caridoso, etc."
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