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quinta-feira, 22 de novembro de 2012

O Ritual Reiki – Procedimentos preparatórios

Nas iniciações introdutórias ao Primeiro Grau de Reiki, alguns Mestres Reiki adotam e ensinam rituais antes e depois de um tratamento completo, isto é, um tratamento aplicado no corpo inteiro do paciente. Como acontece em todos os procedimentos formais, é proveitoso conhecer o significado e o uso dos rituais de Reiki, como o que se segue:

• Remover as
 jóias

Quase todos gostam de usar jóias: pedras preciosas ou semipreciosas, metais preciosos, objetos feitos de madeira ou couro, Por mais bonitas que essas coisas possam parecer, elas podem causar problemas no nível energético.

Metais e pedras atraem certas energias sutis e a terapia da medicina alternativa usa essa qualidade para tirar do corpo essas energias negativas. Mas, a capacidade desses auxiliares é limitada, pois os terapeutas que usam pedras preciosas ou semipreciosas (gemoterapia) sabem por experiência que precisam limpar regularmente as pedras usadas em processos de cura.

Se essas pedras não forem purificadas, elas não terão condições de curar ou, o que é pior, elas mesmas ficarão “doentes”. Além disso, pedras saturadas com energias negativas irradiam emanações equivalentes. Isto se aplica também aos metais, ao vidro e ao plástico. Os materiais orgânicos, como a madeira e o couro são menos suscetíveis do carregamento energético negativo.

As jóias que as pessoas usam durante todo o dia entram em contato com toda sorte de vibrações energéticas. Saturadas com as energias do ambiente, elas irão atuar como emissores em miniatura e irão causar efeitos adversos em seus portadores, de acordo com a susceptibilidade de cada indivíduo às vibrações sutis. Assim, sua dor de cabeça pode desaparecer rapidamente se você limpar seus óculos em água corrente, com regularidade. Brincos de qualquer modelo constituem-se em um caso especial: existem dezenas de pontos de acupuntura no ouvido externo que podem afetar o corpo todo. Os brincos são fixados diretamente ao lado desses pontos e por isso transferem sua emissão diretamente para os canais energéticos do corpo.

Anéis, correntes e relógios muitas vezes formam um circuito fechado de metal e estes por terem uma energia de forma implícita, podem impedir a livre circulação das energias sutis que circulam nos meridianos do corpo, não alimentando adequadamente os nádis e, conseqüentemente os chakras principais.

Como se pode aferir facilmente com um pêndulo ou por P.E.S., esses circuitos fechados reduzem o fluxo de energia sutil no corpo. A energia Reiki, por ser uma forma de energia mais elevada do que a energia comum, seu fluxo não será detido com facilidade. Entretanto, o sistema de energia sutil do corpo do paciente pode deixar de responder plenamente à energia Reiki, factuado que está pelo enfraquecimento provocado por esses circuitos de metal.

Os relógios de quartzo emitem vibrações que podem ser medidas eletronicamente ou através da radiestesia. Avaliados com um pêndulo, todos os relógios movidos à bateria e batimento vibratório dos cristais de quartzo, fatalmente indicarão uma energia negativa. Como o corpo humano também possui uma freqüência vibratória, mas diferente, o que não o torna invulnerável ao ritmo do relógio de quartzo, já que este atua como uma fonte constante de interferência a que o corpo humano precisa se contrapor. Essa interferência potencial precisa ser evitada, pelo menos durante uma sessão de Reiki. O ideal seria que as pessoas, sem qualquer intuito propagandístico, pensassem em usar relógios mecânicos, pelo menos a favor de sua própria saúde.

Naturalmente, todas essas orientações também se aplicam ao terapeuta reikiano, se ele pretende ser um mais eficiente canal da Energia Vital.

• Lavar as mãos

Para os conhecedores da Bíblia, em seu Novo Testamento, Pôncio Pilatos disse durante a condenação de Cristo: “Eu lavo minhas mãos; sou inocente”. Certamente, esse não é o exemplo mais positivo do simbolismo de lavar as mãos, mas ele contém a palavra-chave: inocência.

Além do propósito higiênico óbvio, o ato de lavar as mãos tem ainda um significado estético. As mãos tocam continuamente muitas coisas e também transpiram, para certas pessoas. Nas posições iniciais do tratamento completo, o terapeuta coloca as mãos diretamente sobre o rosto, ou próximo a ele (Reiki sem toque); o paciente pode imediatamente sentir odores e as próprias mãos através dos nervos faciais, extremamente sensíveis. Se as mãos tiverem um cheiro neutro e se não grudarem na pele do paciente, sem dúvida o tratamento será muito mais agradável.

Outro motivo, mais sério, para lavar as mãos antes e depois de um tratamento com Reiki, se localiza no plano sutil. O corpo humano é envolvido pela aura, que desempenha nesse plano uma função semelhante à que a pele exerce no plano mais denso: ela protege o corpo energético interno e é responsável pela transferência da informação sutil e das energias que fluem para dentro o fora do corpo. Como acontece com a superfície da pele, a aura também absorve com muita intensidade as impressões das coisas com que ela entra em contato. Essas impressões podem causar irritações em sensitivos, mas são facilmente eliminadas com água corrente. O terapeuta reikiano pode começar o seu trabalho, convicto dessa pequena limpeza áurica. Todavia, se por algum motivo, o terapeuta não dispuser de água, pode obter o mesmo efeito de limpeza energética, expondo as mãos à chama de uma vela por alguns segundos.

• Enxaguar a boca

Pelo mesmo princípio exposto da necessidade de lavar as mãos antes da aplicação do Reiki e depois também, evidentemente por uma questão de higiene física e áurica, a boca contém todas as premissas áuricas da pele. Mais ainda que a pele com os seus detalhamentos, quando ingerimos alimentos, a boca permanece com resíduos mínimos mesmo que feita adequada higienização. Os alimentos industrializados com os mais variados produtos químicos para a sua conservação produzem resíduos de inevocável negatividade.

A higiene da boca, incluindo os dentes e a língua é crucial para a própria saúde de qualquer indivíduo. O simples ato de enxaguar a boca antes de uma sessão de Reiki não retira a necessidade da higienização.

No Segundo Grau do Reiki, a utilização dos símbolos é intensa e uma das técnicas é exatamente aquela em que a boca é utilizada: soprar os símbolos já mentalizados em qualquer região do corpo do paciente e, certamente, não seria nada agradável pelo menos para o receptor, receber um ar inconveniente. Repleto de “n” símbolos, sem dúvida, mas desprovido do frescor e leveza necessários.

• A auto-centralização

Antes de se iniciar um tratamento completo ou mesmo pontual e emergencial, reunindo-se as condições necessárias, o terapeuta reikiano deve fazer a invocação da Energia Vital.

Pessoas que já estudaram sobre o poder das velas, têm entendimento que estas, acesas para um determinado fim, carregam no seu bojo uma espécie de retransmissor dos pedidos e orações realizados diante delas. Enquanto arde a chama da vela, os pedidos vão se repetindo no éter de uma forma constante, levando essa corrente ou forma-pensamento para se juntar a egrégora formada por milhares de criaturas que participam dessa mesma forma de pensar, caracterizando-se então um retorno poderoso às criaturas inseridas nesse contexto. Não podemos deixar de anotar a questão da religiosidade de cada um; porém esse é apenas um aspecto subjetivo nessa relação. A fé expressada em uma dimensão não palpável, onde o antropocentrismo do ser humano fez nascer diversas religiões e credos que existem, sem dúvida empresta ao ser humano uma benesse a mais nos seus atos concretos.

A incerteza de quem somos, de onde viemos e para onde iremos e, principalmente o medo oculto da morte faz o ser humano procurar respostas na fé e nas incertezas dessa mesma fé.

A auto-centralização é simplesmente um ato de fé. Para um terapeuta seguidor de uma determinada religião, sua invocação certamente se dará em nome de Deus, de Cristo ou aos seus santos de louvação. Para um ateu, que nega a existência de Deus, apesar de ser paradoxal, pois quem nega alguma coisa por não conhecê-la, nos seus aspectos íntimo e subliminar, admite a existência dessa coisa, pois se não houvesse suporte, não teria porque negar a existência de algo que não existe. Seria no mínimo, ilógico. As mentes humanas são complexas, mas para esse ateu, supondo ele como um terapeuta reikiano, a fé ou convicção naquilo que está por fazer já significa um alento.

Portanto, a auto-centralização é a ligação que o reikiano tem com a sua parte divina, naquilo que ele acredita como divino nele mesmo e naquilo que ele acredita como divino fora de si. E essa invocação pode ser feita à maneira de cada um: rezando, meditando, conversando com o seu próprio eu, mas antes de tudo, fortalecendo a sua fé no trabalho terapêutico do Reiki.

É muito importante interceder, pedir pela recuperação de seu paciente, mesmo fora de qualquer padrão religioso, pois mesmo assim estará erigindo uma importante forma-pensamento.

• A Evocação da Energia Universal

Para um reikiano do Segundo Grau, ele irá trabalhar com três símbolos: o Hon Sha Ze Sho Nen, o Sei He Ki e o Cho Ku Rei. Estes símbolos irão acompanhá-lo para o resto de sua existência. O terapeuta tem que tê-los permanentemente em sua memória e alma.

Após a Auto Centralização ele pode desenhar a seqüência dos símbolos, fechando a série com o Cho Ku Rei, gesticulando no ar com uma mão e com a outra aposta ao chakra Cardíaco, mantralizando cada yantra desenhado. Pode ainda, e este processo é mais fácil e denso, mentalizar os yantras e os mantras respectivos, isso, com as duas mãos apostas ao chakra Cardíaco. O reikiano deve esperar alguns instantes, para que ocorra algum indício da conexão com a Energia Vital, como por exemplo, uma pequena aceleração na respiração, no batimento cardíaco, um calor subindo ou descendo pela coluna, formigamento ou calor nas mãos ou uma pequena e suavíssima tontura. Cabem aqui somente alguns exemplos do momento da conexão com a Energia Vital (Rei); poderão ser muitos e variados e cada um terá a sua compreensão desse momento. Pode-se ter apenas um desses sintomas, partes, ou o conjunto deles.

Para o mestre, simplesmente usará o símbolo Dai Ko Myo, da seguinte forma:

Desenha mentalmente o símbolo no seu chakra coronal, repete o mantra três vezes, e "empurra" o símbolo, entrando pelo coronal e fixando-o no cardíaco, para depois com as duas mãos juntas no cardíaco, esperar pela conexão mais forte com a energia Rei, ao notar que seu coração poderá bater um pouco mais forte, seguido de uma leve tontura. Pronto! Poderá então começar seus trabalhos, devidamente conectado à energia Rei.

Que se anote que a energia Reiki sempre estará presente independente de rituais. Basta a um reikiano tocar em algo, que já estará canalizando a energia. Esfregar as mãos, para muitos, é um código particular para a energia começar a fluir. Isso depende da emergência ou a preferência de cada um. Todavia, o ritual de Evocação como descrito agrega uma corrente-pensamento muito poderosa ao terapeuta e seu trabalho se dará dentro de uma atmosfera mais densa sob o aspecto energético e facilitará também a conexão emergencial.

• A Reverência à Energia Reiki

Sem nenhum conteúdo místico ou religioso, o terapeuta reikiano deve ter em conta que o processo de canalização da Energia Vital se envolve em aspectos que a física quântica tenta explicar sem sucesso, portanto esbarra na questão do extraordinário.

O indivíduo se conecta a uma Energia não-palpável, transmite-a ao paciente e seus efeitos são inquestionáveis dado às recuperações de dores, doenças físicas e emocionais, muitas vezes sem acompanhamento médico, como soe acontecer com a população carente de recursos.

Barbara Ann Brennan, autora do livro Mãos de Luz, em seu segundo livro, “Luz Emergente” tenta equacionar a questão dos curadores (não-reikianos) com experiências de laboratório, onde um doador e um receptor são conectados para leitura de seus respectivos eletro encefalogramas. Discorre a Dra. Bárbara, que após o começo da doação da energia, ambos, doador e receptor, que estavam com o cérebro em estado de vigília, normalmente na freqüência de 13/14 ciclos por segundo (13/14 Hz), começaram quase de imediato a entrar no chamado estado Alfa, na freqüência de 7,8 ciclos por segundo (7,8 Hz).

Ocorre que já é fato consumado na ciência médica que o cérebro, trabalhando nessa freqüência Alfa, trabalha a favor da pessoa, agindo diretamente no sistema imunológico que, por algum motivo depauperado, retoma seu ritmo normal, combatendo doenças físicas instaladas.

A Dra. Bárbara afirma ainda em seu livro, que a freqüência do campo eletromagnético em volta da Terra pulsa a 7,8 ciclos por segundo (7,8 Hz), concluindo então que o doador capta esse campo eletromagnético e, sendo a fase eletromagnética conhecida pela radiestesia como curativa, e o transmite para o receptor, razão pela qual o cérebro de ambos entram em ressonância entre si e a Terra.

Trocando em miúdos, afirma-se que o processo seria a captação do campo eletromagnético pelo doador e condensado através das suas mãos, adentraria na aura e no corpo do receptor, onde então se daria a cura dos mais diversos males que afligem os seres humanos.

O argumento parece ser concreto, todavia seria duvidoso seguir apenas por esse caminho. Não estamos todos à mercê do campo eletromagnético da Terra? Então, quais as razões das doenças?

Se interagirmos por outro ângulo, poderíamos nos perguntar: como a Terra e os seres humanos surgiram? O universo? O infinito? Não há explicações plausíveis nem pela ciência, nem pelos mais nobres pensadores que já tentaram explicar, sem demonstrar, teorias e mais teorias sobre a Criação. O aporte de tudo isso só pode se resguardar por hipóteses sem estofo. Entramos então, na natureza sobrenatural das coisas.

E por sobrenatural, não inoculado de explicações clarificantes, temos que nos ater aos efeitos que a Energia Vital (Rei) em conjunto com a energia que dá vida aos corpos (Ki), canalizada por um indivíduo (doador), trabalha em padrões alterados física, emocional, mental e espiritual em outro indivíduo (receptor) e o recupera aos padrões de naturalidade. E isso se dá há centenas, senão milhares de anos, uma vez que a Energia Vital já era conhecida e utilizada há mais de 2.500 anos.

Destarte, quando se fala em Reverência à Energia, presume-se que estamos adentrando no campo sobrenatural e este, por proporcionar o bem-estar aos seres humanos, deve ser respeitado por tal motivo.

O Reiki não é religião e sim manifestação. E há de se ter respeito por uma manifestação não palpável, porém de visibilidade ímpar, pelos seus feitos e efeitos.

Então, reikiano, agradeça e reverencie a Energia Vital pelo simples fato dela existir e poder ser transmitida através de você.

• A Reverência à Pessoa

Após todos os procedimentos descritos, onde o terapeuta pede, ora, para que a Energia Vital flua através dele e que seja um bom canal e concomitante intercede pelo receptor para a recuperação dos seus problemas. Realizada a conexão com a Energia Vital, o terapeuta aproxima-se lentamente do paciente e, a mais ou menos um metro de distância, une as palmas das mãos e aproxima-as a altura do Chakra Frontal e saúda o paciente dizendo: “Namastê” (e o nome da pessoa).

Namastê é uma palavra que significa de imediato “o Divino que está em mim, saúda o Divino que está em você”, além de outros significados com outras palavras, mas com o mesmo teor reverencial.

O terapeuta deve ter a consciência de que mesmo que esteja trocando seus serviços por pecúnia ou caridade, o ser humano ali, à sua frente, merece todo o respeito que se possa dar e principalmente o Amor.

Aqui, cabe um importante destaque: Rei é uma energia, que se unindo à energia pessoal do terapeuta (Ki), se transforma na energia Reiki. Entenda-se como “trocar seus serviços por pecúnia ou caridade”, mormente a primeira hipótese, o terapeuta não está cobrando, nem poderia, cobrar por algo que permeia todo o Universo e está à disposição de qualquer um que queira, através de uma Iniciação, utilizá-la para a sua benesse ou de terceiros. O terapeuta pode quando muito receber algo em troca, pela sua disposição e o seu tempo, como em qualquer outra profissão.

• A Aproximação

Após a Reverência à Pessoa, o terapeuta deve se aproximar muito lentamente do paciente, com os braços estendidos e com as palmas das mãos viradas para frente.

A aproximação deve ser gradual e isso se explica pelo fato que o terapeuta envolto com a sutileza das suas camadas áuricas, se aproxima e se adentra e interage com as também sutis camadas áuricas do paciente.

Como cada chakra, em sua forma de cone invertido, quando das interações humanas, saem do seu bojo, fios etéricos que se unem, entrelaçam com qualquer pessoa que esteja dentro do seu campo áurico e seus respectivos fios etéricos.

Há de se considerar e compreender que, na maioria dos casos, quando uma pessoa procura um tratamento holístico e alternativo, já está de certa forma, desiludido com a medicina ortodoxa. Para muitos, psicologicamente, trata-se da sua “última esperança”. Então, fora os problemas pertinentes à sua procura pelo tratamento alternativo, some-se a ansiedade em ter a sua questão física, emocional ou mental resolvida. A aura desse indivíduo carrega-se das impressões de seus problemas, mais a ansiedade adicional, sem falar as possíveis doenças ou problemas plasmados na sua aura e ainda não densificados nos seus corpos físico e mental.

Mesmo no campo dos relacionamentos interpessoais, é negativo para os envolvidos aproximarem-se com muita rapidez de pessoas conhecidas, ou pior, desconhecidos. A interação das pessoas quer uma, quer as duas ou mais, pode ser uma experiência negativa para algumas delas, pelo sentimento densificado do problema alheio em sua própria aura.

Para o terapeuta reikiano em especial, a atenção deve ser redobrada, porque estará em definitivo, diante de uma pessoa com problemas. As aproximações graduais, que deveria ser dessa forma ou em todas as relações humanas são importantes para o terapeuta, dado que os fios etéricos que saem pelos chakras se entrelaçam suavemente e não uma interação energética tão poderosa naquele momento.

Igualmente, após o tratamento / sessão, a desaproximação também deve ser lenta, senão mais ainda, para que esse entrelaçamento etérico se desfaça naturalmente, sem rompimentos, para que não haja resquícios áuricos negativos, absorvidos da outra pessoa. Diz-se que a energia Reiki só tem um caminho: do Universo passando pelo doador diretamente ao receptor e que não existem retornos negativos do receptor para o doador. Isto é verossímil, porém, cuidados adicionais são de excelente aceitabilidade.

• Acariciamento ou Alisamento da Aura

Aproximando-se do paciente, o terapeuta desenha com uma mão, o símbolo Cho Ku Rei, da cabeça até o final do tronco e entoa o seu mantra, uma vez.

A seguir, com uma das mãos aposta sobre o seu plexo solar, começa o Acariciamento ou Alisamento da Aura.

A finalidade precípua do Alisamento da Aura tem por proporcionar um relaxamento inicial para o paciente. Muitas pessoas que entram em contato com a energia Reiki pela primeira vez vêm acompanhadas de uma ansiedade natural pelos resultados passíveis de serem alcançados com o tratamento, fora, evidentemente seus problemas físicos ou emocionais, que pode incluir deveras, a própria ansiedade. Ao proceder dessa forma, o terapeuta também estará retirando em parte, resíduos tóxicos já presentes na Aura do paciente.

O terapeuta começa o Alisamento da Aura a partir da cabeça, rodeando o corpo inteiramente, acompanhando a silhueta do paciente, com a mão livre sempre virada para si, “desenhando” o corpo do paciente a uma distância máxima de 3,0 cm da pele. Depois de completadas três voltas no entorno do corpo do paciente, o terapeuta toca em qualquer parte (normalmente no ombro) do corpo do mesmo e, a partir daí, começa o tratamento, sem deixar pelo menos uma mão em contato com o paciente. Cabe observar que esse movimento de alisamento deve ser lento e contínuo. Pessoas com grande sensibilidade podem dentro de um movimento muito rápido pelo terapeuta, sentir tonturas ou náuseas.

Após os Tratamentos Sistemáticos com o Reiki, estando o terapeuta com uma das mãos no corpo do paciente, realizará o mesmo Alisamento da Aura, finalizando com o influxo da energia na direção conveniente, conforme a necessidade e o problema do paciente.

O terapeuta retira as mãos lentamente e desenha novamente o símbolo Cho Ku Rei e desta vez, repete o mantra três vezes. Abre os braços com as palmas das mãos viradas para sua frente e desaproxima-se lentamente e, na mesma distância anterior, faz novamente a Reverência à Pessoa e afasta-se, desacoplando-se do paciente, esfregando as mãos vigorosamente e soprando-as por três vezes, isso, para diluir uma possível injunção kármica terapeuta / paciente.

A Reverência à Energia é válida no final do processo, agradecendo pela oportunidade de ser um doador e pedindo pelo restabelecimento do paciente. E, se houver vela acesa, deve ser apagada sem soprá-la.

Tratamento Sistemático com o Reiki

Inicialmente o processo começa com quatro aplicações por quatro dias consecutivos. Após esse período, passa-se a fazer uma sessão semanalmente, e com a progressão do tratamento, o número de sessões vai diminuindo (quinzenalmente, mensalmente, até a alta). Vamos considerar como “alta”, a percepção do paciente que já se considere curado ou atenuado do seu problema.

O reikiano sempre deverá ter o cuidado de não retirar impressões erradas a respeito do seu paciente, pois somente este é que pode avaliar os benefícios a curto ou em longo prazo em função da terapia. Tecnicamente quem se dá “alta” é o próprio paciente.

O terapeuta deve fazer avaliações periódicas quanto ao estado dos chakras entre outros aspectos do problema do paciente e informá-lo do progresso do tratamento.

Deve-se evitar maneira delicada, que o paciente desenvolva dependência das aplicações de Reiki. Os aspectos subjetivos da mente humana travam verdadeira batalha contra a cura. Isso, porque às vezes a doença é uma válvula de escape para muitas pessoas. Sentimentos de abandono, rejeição entre outros tantos, podem levar o paciente não querer que a doença seja curada, pois assim continua sendo alvo de atenções e preocupações por parte de seus parentes e entes queridos.

Muitas vezes o paciente é “empurrado” pela família ou amigos para um tratamento que ele não deseja, pois assim perderia o status da atenção e preocupação.

Há pessoas, indene de quaisquer dúvidas, acham, por princípios religiosos, fé em algo fora de si, consciência ou inconsciência de atos praticados no passado ou presente, que merecem tal doença, tal problema emocional, etc.

Para essas pessoas, sentir-se melhor durante e após as sessões de terapia reikiana, é quase um sofrimento insuportável, pois logo terá que se apresentar à sua realidade.

Daí resulta num “vício” ou círculo vicioso, onde o paciente faz a terapia, sente-se bem, mas não quer perder o que já tinha conseguido com sua doença. Pode voltar inúmeras vezes para tratamentos longos com aparente melhora e recaídas constantes. O processo pode ser consciente ou inconsciente.

O que o terapeuta deve sempre fazer é explicar os aspectos do tratamento reikiano ao paciente e suas correlações. Uma recaída inicial nos dois primeiros dias de tratamento é normal, uma vez que o processo de cura do Reiki começa a se dar a partir da terceira aplicação. Nem todos tem a experiência dessa recaída, pois cada paciente reage a seu modo ou ao modo que seu organismo e sua mente sente à presença da Energia Vital.

A partir das explicações iniciais, o terapeuta, com o decorrer do tratamento vai se defrontar com um aspecto quase que universal nos tratamentos com Reiki: o paciente passa por uma catarse e começa, com o desenvolvimento da confiança no terapeuta, a expor-se de uma maneira mais relaxada e tranquila.

É quando o terapeuta se quiser ter um sucesso no processo do tratamento, deve-se preparar para algo que os especialistas do divã sabem muito bem: ouvir.

Ouvir e pouco interferir, a não ser, é claro, que seja um profissional nessa área da saúde.

O terapeuta deve ouvir e apenas dar sua opinião somente se consultado, enfatizando que a opinião relatada é de cunho pessoal, ou seja, atitude que tomaria se ele, terapeuta, estivesse no lugar do paciente.

O terapeuta deve sempre lembrar que existem pessoas altamente sugestionáveis e que uma palavra ou um palpite mal colocado pode ativar atitudes no paciente que se mal conduzidas, podem redundar num estrondoso fracasso, com conseqüências desagradáveis para o paciente e para o terapeuta leigo, este principalmente por invadir uma área da medicina ortodoxa sem ter preparo para tanto.

O Reiki, certamente é praticado também por profissionais da área da medicina ortodoxa, mas o maior número de reikianos situa-se entre os leigos e, apesar da terapia reikiana estar enquadrada na Organização Mundial de Saúde (O.M.S.) como apoio alternativo à medicina convencional, o terapeuta reikiano leigo deve-se inteirar das complicações legais e no âmbito da lei, quanto ao exercício da profissão.

Os limites de atuação do terapeuta reikiano devem ser observados com o rigor necessário para não cair no descrédito. Por isso, todo cuidado é pouco quando se invade o espaço de um paciente com pretensões que não seja aquela de doar a energia Reiki, pura e simplesmente.

Nenhum profissional da área da medicina ortodoxa seria inconseqüente em prometer curas, quer no âmbito físico e principalmente nos meandros do mental e emocional. O terapeuta reikiano deve seguir a mesma conduta, principalmente sendo leigo. Vemos muitos “reikianos” por aí, prometendo curas a todos os males que afligem a humanidade. Além de um despropósito, poderia esse procedimento ser considerada charlatanice, curandeirismo, entre outras denominações.

O terapeuta reikiano deve ter em conta que o Reiki não é uma panacéia para todos os males humanos, mesmo apesar de muitos tratamentos poderem até serem considerados “milagrosos”. Coincidência ou merecimento? Fé pelo paciente ou momento certo para entrar em contato com a Energia Vital? Perguntas demais, respostas de menos. Nem os mais estudiosos e eloqüentes defensores do Reiki poderiam responder essas perguntas a não ser com conjecturas.

O importante para o terapeuta reikiano é a sinceridade com os seus pacientes, não prometendo nada que não tenha certeza que vai objetivar-se. O ser humano pode ser comparado em seu funcionamento como um perfeito computador. Quanto às interações cérebro, corpo, mente, alma, nem os mais doutos se atrevem a conclusões, quando muito a suposições e hipóteses, apesar dos avanços da medicina.

O Reiki cura? Sim, o Reiki cura. Muitos tentam explicações doutoradas a respeito, porém as diversidades de opiniões são tantas que se torna impossível saber em quem acreditar. O cérebro, a mente, a alma, o homem ainda não consegue explicar a não ser por teorias, normalmente sem estofo suficiente para se auto-sustentar.

Destarte, o importante dessas divagações para o terapeuta reikiano é que os sentimentos comezinhos não lhe subam à cabeça e não se sinta um deus. Fora isso tudo é colocar muito Amor no que faz, assim como em qualquer aspecto da vida. O resto, Deus, como quer que seja concebido, provê.

O Reiki sim, impulsiona o processo natural de cura através da ativação de energias de auto-cura do paciente, estas últimas já comprovadas pela ciência, porém não substitui os cuidados médicos e nem os remédios.

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