Os autênticos símbolos do Reiki não podem ser usados negativamente; eles têm uma proteção interna. Existem conversas e textos não comprovados que havia originariamente trezentos e cincoenta e três símbolos do Reiki, 22 dos quais atualmente estavam sendo usados. Eles estariam arquivados em bibliotecas no Tibet e na Índia.
Diz-se que: “Quando chegar a hora de o Ocidente e de o Reiki terem esses símbolos de volta, ser-nos-ão dados de tal forma que poderão ser imediatamente reconhecidos como os autênticos símbolos do Reiki”. O futuro dirá.
Quanto aos símbolos do Mestrado em Reiki, o assunto se esgota por aqui.
Apesar de que Reiki não é uma religião e sim uma manifestação, o grande problema com a religião/manifestação são as pessoas. Um grande número de pessoas, na atualidade, querem dar a impressão de ser os novos “Mikaos Usuis”, haja vista o grande número de símbolos “canalizados” e que são absorvidos pela massa e usados imediatamente, à parte do longo processo de estudo que Mikao Usui empreendeu para chegar ao ponto que hoje estamos.
No começo dos ensinamentos sobre o Reiki, os alunos em geral perguntam o que é uma iniciação. Diga-lhes que só pode descrever o processo como sendo um pequeno milagre. A iniciação tem de ser vivida — não pode ser descrita racionalmente. Ninguém sabe por que ou como a iniciação em Reiki funciona, ou por que a combinação das mãos, dos símbolos, da respiração e de outros controles tem um efeito tão profundo.
Os que já receberam iniciações em Reiki sabem que sua vida se altera profundamente. As iniciações são um ponto alto na vida de muitas pessoas, e a maioria de nós, que já passamos por elas, fica completamente deslumbrada durante o processo.
A diferença entre o Reiki e outros sistemas de cura pela imposição das mãos é a iniciação. Outros sistemas podem usar a imposição das mãos sobre os chakras e trabalhar com a energia do Ki, mas só o Reiki tem o benefício extraordinário da iniciação. Nas iniciações Tradicionais do Reiki, existem quatro iniciações para o Primeiro Grau e duas únicas iniciações para o Segundo Grau e o Mestrado.
As iniciações em Reiki abrem e expandem o Ki, mantêm a capacidade da Linha do Hara e eliminam os bloqueios dos canais energéticos, além de equilibrar e iluminar os chakras da Linha do Hara e do duplo etérico. Durante uma iniciação, o Ki Celeste, carregando os cinco símbolos do Reiki, desloca-se do chakra da coroa para o do coração do receptor. O Ki Terrestre é absorvido pelas pernas e pelos chakras inferiores, sendo levado do Hara ao chakra do coração. O suprimento de Ki Original é restabelecido no Hara, e qualquer bloqueio ao uso da energia se desfaz. Tudo isso ocorre em poucos minutos.
A iniciação é uma forma de pagamento kármico. Durante o processo, o karma é retirado do receptor como pagamento por se tomar um curador. Isso ocorre quando o Mestre/Instrutor permanece num nível energético muito elevado durante a iniciação, o que também eleva o nível do Ki no receptor. A ocorrência é automática, sem a intenção ou interferência do Mestre, apenas fluindo através dele. O ego não é envolvido. O Mestre simplesmente faz os movimentos físicos, e tudo o mais se segue.
O processo iniciático pode ser considerado hoje uma das coisas mais sagradas na Terra. Desde o momento da iniciação, um novo curador é criado — ou melhor, despertado. A capacidade de curar faz parte do código genético humano impresso no nosso DNA. A iniciação Reiki acende uma luz numa casa escura, reativando dons que um dia foram universais, mas que hoje estão praticamente esquecidos. O Reiki é uma das maiores forças deste planeta na evolução das pessoas. As iniciações curam o nosso DNA, ligando-nos novamente à Luz.
Ao receber a iniciação em Reiki, cada pessoa tem uma experiência diferente. Ela pode ver cores, ter sensações estranhas, visualizar a imagem de si mesma em vidas passadas ou entrar em contacto com espíritos-guias, ou encher-se de felicidade e alegria. Algumas pessoas choram ou tremem. Outras dizem que não sentiram nada, mas apresentam as faces coradas e um largo sorriso. A abertura para a energia é evidente ao se olhar para elas. A maioria das pessoas sente imediatamente as mãos quentes, o que é típico do canal Reiki, embora algumas possam levar mais tempo até manifestarem o calor nas mãos, à medida que as utilizarem na cura.
O Mestre, ao fazer a iniciação, sempre sente algo diferente, mas em geral o sentimento é de uma alegria intensa. O processo transforma o corpo num pára-raios. A energia do Ki primeiro se movimenta no corpo do Mestre/Instrutor, para depois ser transmitida ao aluno. Este é um processo fisicamente cansativo, razão de não haver tempo para se pensar durante a iniciação, só para movimentar a energia pelo corpo. Não há outras considerações além dos movimentos físicos; a energia toma conta de si própria.
A iniciação é uma experiência que envolve a Kundalini, atinge os níveis do Hara e do duplo etérico.
Qualquer pessoa que queira transmitir o Reiki aos outros recebe toda a ajuda necessária. Faça o máximo. Quando se tem a intenção de ensinar o Reiki, recebe-se a ajuda.
O método de iniciação que se segue apresenta uma iniciação para cada um dos graus do Reiki. Também se trata da mesma iniciação para os três graus e ele tem sido transmitido oralmente.
A iniciação para o reikiano até o Grau de Mestre é a mesma. Isso ocorre, em parte, devido à intenção e à capacidade que o receptor tem de conservar o Ki. Ao fazer a iniciação para o Reiki Primeiro Grau, provoca-se uma abertura na aura, pois a expansão áurica ainda não se iniciou. O aluno que está recebendo o Primeiro Grau não se abre totalmente durante a iniciação. À medida que seus corpos energéticos se expandem e se ajustam a uma maior quantidade de Ki, ele se torna capaz de lidar com mais energia e, portanto, começa a se abrir. A abertura completa para o Primeiro Grau leva de três a quatro semanas, num ciclo que leva de três a quatro dias em cada chakra.
Quando se faz a iniciação no Reiki Segundo Grau, acontece o mesmo. O reikiano do Primeiro Grau atinge um grau de abertura da Linha do Hara, e é assim que o Segundo Grau se manifesta. Diz-se que o nível de energia no Reiki Segundo Grau é matematicamente elevado à segunda potência. Novamente, o aluno passa por um período de adaptação, à medida que aumenta sua capacidade de canalizar o Ki. No Mestrado, o nível de energia se expande novamente, a partir do ponto atingido no Reiki Segundo Grau. O processo é semelhante ao Primeiro e Segundo Grau, num nível energético mais expandido, pois o reikiano pode manipular uma maior quantidade de energia.
Esses períodos de adaptação são a causa da reação de desintoxicação que alguns reikianos sentem depois de receber as iniciações. Se há bloqueios energéticos nos chakras, na Linha do Hara, ou na capacidade para canalizar o Ki, eles se dissolvem pela energia das iniciações e essa dissolução causa reações.
Se os bloqueios são eliminados do corpo etérico, as reações são físicas — diarréia, coriza, inapetência por alguns dias, ou dor de cabeça. E isso é mais freqüente no Primeiro Grau. Se os bloqueios se deslocam dos níveis emocional ou mental, a desintoxicação também ocorre nesses níveis. Essa é a desintoxicação que ocorre no Segundo Grau, e pode demorar vários meses, causando o desenvolvimento e as mudanças de vida.
Alterações no corpo espiritual ocorrem no Mestrado. Na maior parte das vezes, não se manifestam como desintoxicação, mas na forma de um autoconhecimento cada vez maior, e uma impressão de comunhão e união com o Universo. Para a maioria dos iniciados, a reação mais freqüente no Mestrado é a alegria pura. A purificação já ocorreu. Às vezes, o novo Mestre Reiki necessita de mais horas de sono durante os dias subseqüentes, à medida que seus níveis energéticos e corpos vibracionais se reajustam para se adaptar à expansão da energia.
Tradicionalmente, de acordo com a maioria dos instrutores de Reiki da atualidade, o Daí Koo Myo só é colocado nas mãos durante a iniciação em Mestrado. Nos três graus, ele é introduzido no chakra da coroa, mas no Primeiro e Segundo Grau ele não é colocado na palma das mãos.
Tradicionalmente, outros símbolos do Reiki são colocados no Chakra Coronal, mas existem tendências que no Segundo Grau eles só são colocados numa das mãos, que é chamada de “mão dominante”.
Isso não deve ser feito, pois resulta num desequilíbrio energético, que pode ser um tanto incômodo. As duas mãos devem ser iniciadas para se obter o equilíbrio energético do Ki e também pela praticidade durante as aplicações.
Ao tomar-se Mestre, comece a fazer iniciações para uma pessoa de cada vez. Não inicie os cursos enquanto não tiver aprendido corretamente a forma de fazer a iniciação. O primeiro grupo deve ser pequeno — no máximo, quatro pessoas; aumente o número delas à medida que se tomar mais forte.
Imagina-se que até dez pessoas seria adequado, pois o desgaste físico grande e muitos Mestres só o sentem posteriormente. Durante as iniciações, ocorre apenas uma grande elevação da energia. A pessoa ignora o excesso de tempo despendido; portanto, deve dar ouvidos à sua intuição para saber se está indo longe demais.
Seria de grande importância fazer iniciações para pessoas que estejam à beira da morte, gravemente doentes ou passando por grandes crises. Se a pessoa for capaz de usar o Reiki Primeiro Grau para se curar, isso seria ótimo, mas a iniciação, em si, já é uma grande cura. Não importa que essas pessoas não se tomem reikianos, chamados de agentes de cura, embora algum dia talvez o sejam. O que importa é a cura e o grande benefício que uma iniciação proporciona no momento em que tanto se necessita.
Frequentemente, os alunos que já passaram por instruções voltam apenas para repetir as iniciações. Isso não é necessário, pois as iniciações se fixam para sempre, o que não invalida a iniciativa do Mestre em refazê-la, apenas pelo prazer e respeito que alguns sentem a mais pela energia Reiki. Também é perfeitamente correto que um novo Mestre pratique o modo de fazer as iniciações e isso deve ser estimulado.
Ao começar a realizar iniciações em Reiki, inicie pelo Primeiro Grau. Depois de ter dado várias instruções e sentir-se completamente à vontade com o processo iniciático do Primeiro Grau, passe ao Segundo Grau. Siga adiante só quando sentir que pode lidar bem com qualquer problema relacionado com o Primeiro Grau. O ensino do Reiki já é a sala de aula do Mestre em Reiki, contudo convém começar pelos ensinamentos básicos e depois passar aos estágios mais avançados.
A melhor maneira de se preparar para as instruções do Reiki é fazer tanto o trabalho de cura direta como a distância o quanto mais possível, e praticar o processo iniciático. Conhecendo o Reiki profundamente, você se prepara para ensiná-lo aos outros.
A maioria dos iniciados Mestres se pergunta: "Como sei que alguém se abriu à energia depois de ter recebido a iniciação?". A resposta é muito simples: olhe para o rosto deles depois da iniciação e saberá.
Uma maneira simples, de especial ajuda aos novos Mestres, é perguntar. Depois de fazer a iniciação a todos no grupo, perguntar que viram ou o que sentiram. Se alguém não quiser falar, não insistir. Depois de uma ou duas pessoas terem se manifestado, outras, em geral, fazem o mesmo. Dizer a elas que fiquem alerta para sensações sutis, em vez de esperarem grandes acontecimentos; e, quando compreenderem que algo aconteceu, poderão querer participar da discussão. Ao descreverem o que se passou, o Mestre saberá que elas se abriram à energia. As pessoas descrevem uma grande variedade de sensações, particularmente no Primeiro Grau. Em seguida, perguntar: "Há alguém que não tenha sentido nada?".
De vez em quando, um entre 8 ou 10 alunos diz que não sentiu nada. Primeiramente, pedir para sentir as mãos da pessoa — se elas estiverem quentes, ela definitivamente se abriu à energia, quer ela compreenda ou não. Entretanto, a rigor, mãos quentes não denunciam por si só, a abertura à energia Rei.
Perguntar o que ela sentiu ou viu durante a iniciação — alguns alunos esperam acontecimentos grandiosos, em vez de sensações sutis, de quietude. Em geral, quase todos os problemas são resolvidos dessa forma. Se as mãos continuarem frias e o aluno não sentiu nada durante a iniciação, perguntar se ele tem alguma dúvida em relação à energia. Os alunos que tiveram educação fundamentalista, embora possam tê-la rejeitado, podem ter dificuldade ou medo de aceitar a cura psíquica. Porém, isso não importa, pois a iniciação é para sempre e não pode ser desfeita.
Antes de descrever o processo iniciático, é necessária a esta altura uma reflexão sobre as iniciações. A palavra iniciação também significa sintonização. E essa palavra, em sânscrito, significa fortalecimento.
O Reiki dá forças a quem quer que o receba e também ao Mestre que o difunde. Um instrutor de Reiki é chamado de Mestre ou Shihan, mas o termo não tem a conotação de alguém que tem poder sobre outrem, nem de hierarquia. O Mestre é simplesmente um instrutor. Se alguma honra acompanha o título, é a de ter o Reiki em si. Recebendo as instruções e iniciações de um Mestre, o aluno pode chegar até o Mestrado, mas é através do seu compromisso e empenho que alguém se transforma num Mestre. Nenhum instrutor pode torná-lo um Mestre — o aluno só pode se tomar um Mestre depois de passar pelas iniciações e ensinar o Reiki com sucesso.
Na Índia e no Tibet, um guru Vajrayana (Mestre/Instrutor de Budismo Tântrico), é honrado por fazer parte de uma linha de adeptos que se estende a Sidarta Gautama, o Buddha, ou nele tem sua origem. Na Índia, um guru assume essa responsabilidade seriamente, sem egocentrismo e sem violar a confiança que existe entre aluno e instrutor.
Atualmente, o Mestre em Reiki também se enquadra numa linhagem que passa por Hawayo Takata e por Buddha Sakyamuni, e tem origem, segundo a crença indiana, no deus Shiva e nas estrelas.
Os alunos e Mestres em Reiki Tradicional também seguem uma linha de ensinamentos. O aluno identifica seu status dentro do Reiki pelo de seu instrutor e pelo instrutor do seu instrutor e por sua relação com Takata. O aluno foi treinado pelo Mestre A, que foi treinado pelo Mestre B, que foi treinado pelo Mestre C — até chegar na Senhora Takata, que foi treinada por Chujiro Hayashi, que foi treinado por Mikao Usui. Essa é a linhagem do estudante.
Porém, que realmente importa no Reiki é que o aluno ou Mestre receba o treinamento; não importa de quem. Um Mestre de qualquer linhagem tem como principal responsabilidade a prática do Reiki e sua disseminação através do ensino, e isso é o que importa.
No Budismo Tântrico existem muitos níveis de iniciação. O termo em sânscrito é "abhiseka"; em tibetano é "wong". Na Índia, diz-se que a pessoa recebe "Shaktipat". O processo iniciático é um sacramento, e suspeito-se que as iniciações em Reiki ou budistas tenham dado origem aos sacramentos do Cristianismo e, talvez, a todos os ritos de passagem.
Ao receber a abhiseka — uma iniciação ou fortalecimento — poderes sagrados entram no corpo e aí permanecem. No Budismo Tântrico Vajrayana, uma iniciação sempre precede o início de um nível de ensinamento. Os quatro níveis do fortalecimento budista refletem exatamente os três graus do Reiki.
As três primeiras iniciações budistas acabam com os bloqueios kármicos, a quarta cura a consciência. As quatro iniciações oferecem as seguintes expansões do Ki: l) Abertura de bloqueios energéticos; 2) Aumento de poder; 3) Acesso a novas instruções; 4) Permissão ao aluno de praticar certos processos ou rituais. Esses quatro benefícios também são trazidos com as iniciações Reiki, cada grau elevando a um nível mais complexo. As quatro iniciações são as seguintes:
1. O Fortalecimento do Vaso limpa os canais psíquicos e o corpo físico de obstruções kármicas. Permite ao aluno visualizar certas divindades (Deuses). Outros benefícios são mantidos em segredo.
2. O Fortalecimento místico abre o fluxo do Ki e o poder da palavra dá eficácia aos mantras. Novamente, existem outros benefícios secretos.
3. O Fortalecimento do Conhecimento Divino purifica o corpo mental e permite a prática da Hatha Ioga, além de outras coisas.
4. O Fortalecimento Absoluto leva ao reconhecimento da verdadeira essência espiritual e à experiência direta do que, até então, era um conhecimento apenas simbólico. Esse fortalecimento permite o estudo da Ata Yoga e "tem resultados místicos profundos".
Pode-se o primeiro fortalecimento budista à iniciação em Reiki Primeiro Grau: ele abre os canais do Hara e purifica a pessoa no nível do corpo físico. Os Fortalecimentos Místico e Divino correspondem ao Segundo Grau; os símbolos correspondem ao poder da palavra, como os bijas são as formas simbólicas escritas dos sons. Os corpos mental e emocional são purificados, e os exercícios de Hatha Ioga correspondem aos exercícios de Ki.
O Fortalecimento Absoluto corresponde ao Terceiro Grau do Reiki. Ele vai direto à essência espiritual, ao corpo espiritual e promove a compreensão de todo o processo. Resultados místicos profundos são uma boa descrição do que ocorre depois de receber o Mestrado. O aluno que se transforma num Mestre em Reiki passa por profundas transformações em sua vida.
Assim como tudo no Reiki, o processo para fazer as iniciações é extremamente simples. Envolve uma série de movimentos do corpo físico que, quando feitos em certa seqüência, têm efeitos espirituais duradouros de transformação. O Mestre/Instrutor não precisa se preocupar com o que ocorre durante o processo, só precisa executar a seqüência correta. Coisas muito complexas ocorrem durante a iniciação em Reiki, mas o Mestre nem precisa saber o que são. Ele apenas realiza a iniciação. Os guias e a energia Reiki tomam conta de tudo o que se segue.
Para realizar qualquer iniciação, o Mestre deve ser capaz de manter a língua tocando o céu da boca durante todo o processo. Deve segurar a respiração, enquanto não assopra e, ao fazê-lo, a língua fica no céu da boca — ele assopra em tomo dela. Depois de assoprar, deve respirar profundamente de novo. Ao assoprar, transmite-se o Ki, e a primeira definição do Ki é "sopro vital".
Para receber a iniciação, o aluno senta-se numa cadeira, com as costas retas e os pés no chão. Pode tirar o sapato se quiser. A energia de alguns Mestres em Reiki é tão forte que eles chegam a quebrar relógios durante as iniciações. Se o Mestre for um desses, deve pedir ao aluno que o tire, e tirar o seu também.
Pedir aos alunos que coloquem a palma das mãos, uma contra a outra, na altura do peito, e diga que manipulará suas mãos. Se o Mestre tiver de procurar pelas mãos do aluno durante a iniciação, toma-se muito difícil uma linha única de trabalho.
As iniciações devem ser realizadas individualmente. Coloque de dois a quatro alunos sentados em cadeiras formando uma fileira. Até quatro é o ideal. O Mestre deve ver o que é mais conveniente para ele. Deve lembra-se de que estará cansado no final — o estado energético alterado termina depois de uma hora, aproximadamente.
Colocar música suave durante a iniciação, se quiser, mas a sala deve estar em total silêncio. Esse é um momento em que não deve haver nenhuma interrupção. A sala onde ocorre o processo iniciático fica energizada por um bom tempo depois dele. A temperatura da sala poderá aumentar consideravelmente durante a iniciação. Num ambiente com ar condicionado, a temperatura inicial de 23 graus centígrados, podem aumentar em alguns graus, no final.
Durante as iniciações, os alunos do Primeiro Grau que estão à espera precisam fazer algo. Depois da iniciação de cada grupo, é extremamente importante que cada aluno faça a imposição das mãos sobre outra pessoa por vários minutos.
Trabalhar os ombros e as costas da pessoa é uma boa sugestão. Isso traz a energia Reiki através da Linha do Hara da pessoa que recebe a energia. Também previne dores de cabeça e a sensação de atordoamento que ocorre posteriormente. O Mestre deve saber quem deixou de tocar alguém depois da iniciação por causa das reclamações que fazem mais tarde — e já lhes deve dizer de antemão, que não se compadece daqueles que se recusam a ouvi-lo.
No Reiki, as iniciações são realizadas individualmente. A pessoa recebe a energia separada das outras, onde a iniciação é realizada com estilo e de forma agradável. Mas não importa o estilo; a iniciação, em si, é um acontecimento sagrado.
Fazer da iniciação um ritual — como era no Budismo Tântrico — cria uma atmosfera sagrada de grande beleza, que apela a todos os sentidos. Começar com a porta fechada, sem que haja interrupções, numa sala suavemente iluminada. Tirar o telefone do gancho. Acender velas e colocá-las fora do alcance das pessoas, para que elas se movam à vontade. Queimar incenso, mas certificar-se de que ninguém é alérgico a ele. Lavanda, alfazema ou sândalo são especialmente agradáveis. Colocar música de fundo bem calma, apropriada aos estados alterados de consciência.
O Mestre pode construir um altar para meditação, sem conotação religiosa, lembrando-se de que o Reiki é sagrado, mas não é uma religião.
Começar o processo iniciático com a meditação Gassho. Primeiramente, faça uma seqüência completa de relaxamento corporal e, então, dirija a meditação aos chakras dos alunos, para que recebam a energia Reiki.
Quando os alunos já tiverem entrado em algum estágio particular nos estados alterados de consciência, começar a fazer as iniciações.
O Mestre pode colocar uma gota de essência de amêndoas, de rosas, de lavanda ou de menta sob a língua. Usar essências puras, mas certificar-se de que é seguro colocá-las na boca. Arde um pouco, mas seu aroma é transportado para dentro da aura do aluno, com a respiração. Lembrar-se de manter a língua tocando o céu da boca. Realize as iniciações. Termine o ritual com outra meditação Gassho e uma bênção final. Os budistas Vajrayanas, que desenvolveram o Reiki, usam rituais, simbolismo e misticismo em suas práticas. Estas podem ser traduzidas para qualquer sistema de crenças.
Olá
ResponderExcluirMuito informativo este blogue.
Gostei.
Abraços Reikianos
Maria Souza