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quinta-feira, 26 de novembro de 2009

A preparação do Mestre para fazer as iniciações

Durante nossa vida temos muitos mestres. Por exemplo, os pais, irmãos, parentes, professores, instrutores, conhecidos casuais, conselheiros, colegas, coordenadores de seminários e autores que nos falam através de livros, artigos de revistas, filmes e obras teatrais. Alguns deles também nos transmitem ensinamentos espirituais ou pelo menos algo que nos ajuda a seguir nosso caminho espiritual, ou seja, nosso caminho para a luz e para o amor. Ouvimos atentamente alguns deles, quando nos transmitem algo realmente importante.

Junto a esses guias espirituais informais existem outros, a quem elegemos de maneira mais ou menos consciente para que nos ajudem em nosso caminho. Alguns nos acompanham por um período curto de tempo, outros durante muitos anos. O que um guia espiritual pode fazer por nós depende de sua competência, de seu compromisso, das condições em que o encontro acontece, da nossa vontade em nos deixarmos guiar e da persistência que tenhamos a cada dia como alunos.

Um mestre de Reiki não é necessariamente um guia espiritual. Tampouco deve necessariamente sê-lo. Os requisitos mínimos devem incluir a capacidade e o conhecimento para iniciar outras pessoas e formá-las no uso da energia universal de vida. Contudo, qualquer mestre de Reiki pode tornar-se um guia espiritual, na medida em que se preocupe com seu desenvolvimento pessoal. Pode acontecer de um mestre de Reiki, com muito pouco tempo de exercício da profissão, ensinar de maneira muito espiritual. Do mesmo modo ocorre que outro com muitos anos de prática em sessões e seminários de Reiki, apesar de tudo, entenda muito pouco das dimensões espirituais do sistema Usui de cura natural.

Os professores orientados espiritualmente não trabalham com verdades definitivas ou com formas padronizadas de solucionar problemas, mas sim com contatos humanos autênticos e informações e habilidades de valor prático que eles transmitem e desenvolvem continuamente.
Um guia espiritual não tenta atrair seus alunos com preços baixos ou com falsas inovações, mas sim com aquilo que ele é e com a mensagem que oferece. Um professor, por melhor que seja não consegue nada se seu aluno não se compromete e este, por sua vez, deve duvidar com seriedade do caminho e do seu mestre, pois a duração da relação entre eles depende de quão longe queira chegar o aluno.

A tarefa essencial de um guia espiritual não é oferecer respostas, mas sim, formular perguntas.

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