As culturas ocidentais não compreendem o conceito da relação aluno/discípulo e mestre. Durante milhares de anos a mente ocidental foi moldada por sua moral, suas línguas e religiões para constantemente questionar, analisar e racionalizar tudo o que é vivido ou ouvido. Entregar-se a outra pessoa está absolutamente fora de questão. A palavra guru, por exemplo, embora seja um termo de profundo respeito nos países asiáticos, é usado como insulto no Ocidente! Esse pensamento, seguido de suas conclusões lógicas, tem conseqüências extraordinárias
.
No Oriente, a situação é quase que diametralmente oposta. No Japão, por exemplo, qualquer pessoa que tenha alguma habilidade e a demonstra abertamente é chamado respeitosamente de sensei (professor). O título de mestre não está à disposição tão facilmente. Mestre é alguém que conseguiu dominar a si mesmo, alguém cuja jornada espiritual resultou em gozo contínuo. Tem muito pouco, ou nada, a ver com uma habilidade ou profissão. Há apenas duas formas de se conseguir o título de mestre. Ou os alunos/discípulos de um professor o chamam de mestre por causa de seu profundo respeito, ou um aluno/discípulo recebe o título do seu mestre, depois de ter conseguido dominar a si mesmo.
Por esse motivo, muitos professores de Reiki não chamam a si mesmos de mestres para evitar mal-entendidos. A maestria não pode ser conseguida ou recebida de nenhum modo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário